Essas coisas, logo aí embaixo... Palavras ditadas por um Ghost Writer.

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28 de dez. de 2010

2010 Rocks!



Muito rock. Essa é a definição de 2010 pra gente que, de alguma forma, está envolvida com a On The Rocks e que queremos dividir com todos vocês. Ano que começou com os Big Muff's estridentes da Telecines num Jack Rabbit de JANELAS abertas para Cachoeirinha e o MONDO, e fechou o ciclo num festerê-quase-carnaval da Apanhador num Jack Rabbit quase na fronteira Little Fall/Capital da Província. E também teve Frida, Superguidis, Pata de Elefante - que em momento inédito teve músicas “cantadas”, hehehe! -, Os Vespas, Lautmusik, Loomer, Catavento de Bolso e Badhoneys. A lista é grande, a canseira e a satisfação, ao final de cada edição, maior ainda.

Em 2010 Cachoeirinha (consequentemente Gravataí?!) e a região voltaram a ser mais rock. É só ver os cartazes colados pelas ruas, a gurizada nas noites do final de semana indo de lá pra cá nos shows que já não são mais escassos. Até banda BAIANA esteve agora há pouco, visitando nosso Segundo Lar (vulgo Jack Rabbit)! Seja reclamando, assistindo, tomando ceva, tocando ou pagando a conta, uma cena rockeira (res)surgiu num lugar onde já marcaram época saudosos Carioca's, Full Rock's, Jockey's, Bar Brasis ou a esquina da casa liberada com violão e trago de alguém...

A On The Rocks – sem NENHUMA modéstia – sente-se parte de tudo isso que acontece. Das festas que organizamos ou não, das que presenciamos ou não. Porque pode parecer piegas às ganhas (e é!), mas levamos esse tal de roquenrou como uma paixão, acima de tudo. E quando a gente percebe que, durante o ano que está acabando, uma galera passou a (re)aparecer em shows, lotar festas e curtir junto, cremos que as ações que levaram a isso não foram isoladas, e sim o conjunto de várias iniciativas legais.

Sem mais delongas e chororôs: VALEU e parabéns a todos os envolvidos com esse tal de roquenrou em Cachoeirinha, Gravataí e no universo em geral. Mas, em especial, um obrigado a quem deu atenção e prestigiou alguma das edições da On The Rocks. Pra quem entende que não importa de onde se vem, mas sim a cuca aberta e a vontade levar adiante, com originalidade e idéias, esse som que muda o mundo há uns 60 anos.

Se o ano que agora está prestes a se tornar um zumbi foi MASSA, preparem-se para 2011. Vem aí mais bandas, mais barulho, mais discotecagem-caça-tesouro. Enfim, mais ON THE ROCKS. (Escriba em prantos, hahaha!)


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6 de abr. de 2010

Aloha, 2010!

Meses - quase meio ano, Thiago!! - sem postar nada nessa joça! Mas agora tudo vai melhorar, daqui pra frente meu comportamento vai mudar (rima intencional)... Não espero que alguém (algum dos 5 leitores(as) deste moribundo blog) acredite nisso. Afinal, nem eu sei se acredito, hehehe! Se não é uma promessa, pelo menos é uma meta, postar pelo menos 3 (três!) coisas por mês.

Nesse tempo sem atualizar o CE algumas coisas aconteceram na vida deste escriba (não muitas, mas signficativas, creio):

Provavelmente meu QI diminuiu devido à falta de uso e exercício nos últimos 9 ou 10 meses;

Fui ver o Sonic Youth e o Stooges (isso eu avisei aqui?) e comecei a escrever sobre...

Virei um "produtor cultural" (vulgo rockeiro-vagabundo-organizador-de-shows-que-rendem-pouco-mas-divertem-infinitamente) e organizo, ao lado do grande (mas não muito alto, hehehe!) amigo Taiguara, a "@onthe_rocks" - festa que veio pra ser um reduto do rock AO VIVO na Região Metropolitana de Porto Alegre, em contraponto às crescentes festas de discotecagem na Capital;

E, contraditoriamente, passo a gostar cada vez MENOS dos passeios noturnos (e os malditos rituais juvenis de sociabilidade);

Não tenho mais estágio - PROCURO emprego/estágio/trabalho-escravo! (Em Comunicação ou não, fazeroquê?!);

Estou tocando, junto a uns colegas da #Unisinos, um projeto de Rádio megalomaníaco: traçar um panorama do rock independente em Porto Alegre e região...


... E provavelmente alguma outra coisa engraçada/interessante (ou nem tanto) que certamente devo ter esquecido. Ahhh! Fiz um Flickr, procura por "thiagoks" por lá.

Pra "comemorar" a volta, vou postar a resenha que fiz da primeira edição da On the Rocks, que teve como atrações as bandas Frida (preferia quando o nome era Frida Kahlo, mas tudo bem...) e TeleCines. Dêem uma olhada e comentem, por favor.
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24 de out. de 2009

Apontamentos soltos de final (?) de primavera

A leitura do blog do Mário (que Mário?) Bortolotto sempre me inspira. Dessa vez, me faz tentar condensar, em alguns minutos, o que anda acontecendo ao meu redor e o que fervilha na minha cabeça.

Cabeça.

Minha cabeça pesa nesse momento. A menos de 10 horas eu estava numa #HorrorShow, lá no #LaikaClub (valeu, "Obama De Cachos"!). Tantas cervejas quantas eu não devia gastar, mas foi legal (pra caralho). Tocaram tudo que eu pedi, e eu fui um chato que pediu 3 (TRÊS!!!) músicas. E essa lógica de TomaCeva-NãoDorme-ComeçaOutroDia tem sido uma constante nos últimos tempos. Selfdestruct, é assim que se escreve?! Mas o que realmente importa é que eu chego à conclusão de que a "noite", assim, de ir a "festas" e tal, já não me diz muita coisa. Na verdade nunca me disse, mas agora eu tou ficando velho o suficiente pra admitir que eu não levo jeito pra esses rituais de empatia e tal.

Importantíssimo dizer que, no último mês eu fiz parte de uma banda. Que se apresentou em um palco, inclusive! A Boltz... Ahhh, a Boltz. Certamente a aprendizagem que eu tive foi bem importante pra eu (re)avaliar minhas idéias músicais - e principalmente a execução delas -, apesar de, musicalmente, a Boltz não ter referências musicais muito próximas ao que eu pretendo explorar.

E o Jornalismo, ô meu?! Me dá tantas dores de cabeça quanto garrafas de Polar (que é "exportada de Sta. Catarina pra cá, sabia?). "Bom"exemplo disso é o Enfoque, jornal comunitário do qual "participo" em uma das disciplinas desse semestre. Sinto que o meu trabalho não deslanchou, eu tenho muito mais questionamentos do que proposições. Me sinto um peixe pulando no chão de um barco, me debatendo e tal. Eu tenho circulado pelas Ciências Sociais, e tem sido bom. Melhor, na verdade. A verdade, mesmo, é que eu não devia estar estudando agora, tou contemplativo demais pra pensar. Mas...

Mas a coisa mais doida a se falar é que dia 7 próximo estarei em São Paulo , pra ver o Sonic Youth e o Stooges no festival Planeta Terra. Uhúúúl. É isso que me interessa e me faz ser feliz. Sobre isso eu posso escrever rios, por que é a música que me toca. Ponto.

E por fim, mas certamente tão importante (ou mais) quanto os assuntos, tenho praticado arduamente para ser mais cara-de-pau com as meninas desse Brazil... Tarefa árdua, visto que eu não pronuncio certas palavras e fico mudo proporcionalmente ao interesse que tenho em "conhecer" uma guria - salvo raríssimas exceções. E as coisas tem parecido um pouco mais fáceis, tenho conhecido (e reconhecido?) garotas realmente legais. Engraçado com ela(s) não devem fazer idéia de como eu ligo pra elas - apesar de alguns empecilhos causados pela monogamia, maldita.

Obs.: Isso foi, na real, muito mais um exercício ao qual me submeti pra atualizar o blog e exercitar a escrita do que um texto inteligível. Voltaremos.
Obs 2.: Não coloquei todos os links que queria (e deveria) no texto. Pressa. A internet me falta em casa.

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9 de out. de 2009

Caralh#...

... tenho que postar algo novo aqui. (Na real tenho meia dúzia de textos sendo escritos, mas incompletos. Paciência!)

O que REALMENTE importa é que eu vou ver AO VIVO o Sonic Youth e o Stooges - com a formação do "Raw Power"!
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14 de jul. de 2009

O Rock


Ele não me deu nada. Ou melhor, fez com que eu me tornasse o que sou hoje. (Tommy Iommi & Rubem Fonseca.) Provavelmente mais de 90% dos rumos da minha vida nos últimos SETE (6 e meio, vá lá...) anos tem ele como "variável preponderante". Me tornei um questionador inveterado depois de conhecê-lo. Entendo de AUTORREFERENCIALIDADE INTRAMIDIÁTICA CORPORATIVA e NÂO entendo de garotas. Ele está ao meu lado em ambos os momentos.

Pois este é o rock. Que me faz sentir mal a cada vez que começo a me acomodar num modelinho de vida-fácil-classe-média-universitária, com chimarrão no fim de semana e gola pólo; meninas-almofadas legais e meio insossas. Que não se encaixa no Brazilian-ghetto-way-of-life que a Regina Casé insiste, semanalmente, que eu devo seguir (por ser da periferia).

Eu podia ser um ignorante feliz, mas não. Ele entrou na minha casa e roubou minha atenção, capturou minha mente. KURT Cobain, distorção grito & Pennyroyal Tea. Foda-se o mundo, eu vou ser diferente, vou trasngredir. As regras, os acordos, a hipocrisia. NÃÃÃÃÃOO!

Viveria bem tendo feito o curso do Senai de Mecânica, Segundo Grau, no máximo alguma facul de alguma coisa também mecânica (ambos, objeto de estudo e aprendizagem, mecânicos), sonhar com carro tunado, garotas dançando um funkezinho safado, ficar parado com cara de macho-ALFA-bobão num posto de gasolina qualquer. Ora, o prazer das pequenas coisas. Ora, a ignorância É UMA BENÇÂO!

Ele não permitiu, ELE fez com que eu questionasse e o life-style simples que me chutou a bunda durante toda a vida colegial até então (e quem disser que a escola NÂO é o ambiente mais hostil do mundo não tem um pingo de neurônios no mar salgado que é o cérebro...). Eu aprendi o quanto é engraçado não ser engraçado, assustar pessoas e contrariar as pessoas. Um outro mundo é possível, não?!

Não. Esse é o mundo, e com ele você vive como pode.


Mas nesse mundo eu criei outro. Com letras do A-B-C & dissonâncias & melodias & harmonias & barulhos. E nesse espaço-tempo que eu levo comigo pra passear poraí, eu crio um Frankestein há anos; ele ainda não ganhou vida pra levantar e apavorar o mundo, mas eu creio que, um dia, eu ache a fórm(ul)a pra que o meu animalzinho avance sobre as multidões bovinas, ruminando distorções.

E além de tudo isso, agora, ele me ensinou a ser dissimulado e velho como EU sou dissimulado & velho & cético & meio-cínico & descrente (com quadris largos de PSEUDO-cevada acumulada que eu tanto me regozijo). É isso aí, Josh e Lanegan.

O dia sacramentado do Diabo Rock foi ontem. Hoje, eu - preguiçoso e atrasado MÓR - falo dele, porque ele não me deixa livre NENHUM DIA desde o distante ano da Graça de Deus de 2002, do Ronald(inh)o com cabelo do Cascão & fim de Primeiro Grau.

Rindo, me debulhando ou caindo (de tragos & prantos) o rock não larga do meu pé NENHUM dia. Meus dias em oferenda à ele.

GOD gave Rock n' Roll to you, ass hole bastard.

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Obs.: Foto 1 = Macaco Bong, afudê pra caralho na quinta passada.
Obs 2.: Foto 2 = Shows da Damn Laser e copos de vidro cheios de ceva NÃO combinam.

Obs 3.: Culpa pelas fotos =
Void (menos na que eu apareço com a MINHA guitarra).
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8 de jul. de 2009

Sobre chinelos e amigos chinelos

Hoje é o dia. Thiago, companheiro, chinelão, gravataino (heheeheh) completa mais um ano de vida, de trago e de estágio (hehehhehe duplo). O cara é foda! Ideal para cervejas no bar do alemão, pra discussões midiaticas, e pra curtir um punk rock.

21 anos, é isso? Quase uma década a menos que eu. Barbaridade! Ou, como diz a frase genial do MSN dele "21 anos de péssima comunicação interpessoal". Bobagem, o teu texto tá cada vez melhor. E teu programa na rádio Unisinos, edição unica, foi um sucesso. Só perdeu pro velório do Michael.

Não esquenta Thiago, é um fato que já constatei: os inbecis herdarão a terra. Retardados em seus carros tunados, ouvindo funk e de cabelo arrepiado tem mais chance de se reproduzir do que pessoas como nós, que achamos toda essa merda ridícula. Mas é prefirivel ser um gênio incompreendido do que um idiota que todo mundo já sacou. ((((Viu só que frase genial?))))

Pelo jeito você não aparecerá na Unisinos hoje. Por isso, no sábado, tomarei um porre em sua homenagem (ia beber de qualquer forma, mas, enfim...). Tomarei um litro de vinho branco seco. E vodka. Talvez alguma cerveja. Pode ser até que eu faça uma lavagem estomacal em sua homenagem. Quem sabe, sou imprevisivel...

Amigos são como chinelos, quanto mais o tempo passa melhor ficam. Amigos chinelos são melhor ainda, quanto mais o tempo passa, mais desbotados e detonados ficam. Mas mais identificados com eles ficamos. (Perai, essa é uma analogia muito tosca. Mas não vou mudar agora. O título ficou muito legal)

As mulheres um recado: deêm pro cara! Amor, carinho, atenção, dinheiro, alimentação, cerveja e música. O resto que vier, aposto que ele não vai dispensar.

Um abraço, caro amigo.

Vamos marcar um trago um dia desses...
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24 de jun. de 2009

Gilmar and Jesus

Segundo a Bíblia, disse o filho de Deus que seu pai “escreve certo por linhas tortas”. Esse filho, sabemos (pressuponho isso), é Jesus Cristo e a firmação se refere ao fato de que Deus sempre conduz o destino de forma sábia (pelo menos para aqueles que nele acreditam), apesar de isso parecer nebuloso, por vezes.

Pois na última semana esta máxima se provou verdadeira (verdadeira?). Gilmar Mendes, ministro – e presidente – do Supremo Tribunal Federal, foi o relator do processo que extinguiu a obrigatoriedade do diploma em Jornalismo para o exercício da profissão. Ele mesmo, que soltou duas vezes o banqueiro Daniel Dantas em menos de 24 horas e que ouviu um sonoro “saia às ruas!” do também ministro do Supremo Joaquim Barbosa.

Mas o que dizer sobre o fim dessa obrigatoriedade? Excecrá-lo (esse final) "simplesmente” por que o presidente do STF não tem nenhuma credibilidade perante o povo e comparou uma atividade que pode mudar a opinião pública à culinária – meu respeito e admiração a quem sabe fazer um bom prato? Ora, são argumentos menores.

O que de fato acontece é que, apesar do julgamento ter um pressuposto errôneo, a tal “Justiça” foi feita. Ou você é capaz de subestimar qualquer pessoa simplesmente por ela não ter estudado as Teorias da Comunicação? O Jornalismo pede, basicamente, domínio das linguagens de comunicação e postura ética. Agora, pense: isto não deveria ser ensinado às crianças desde suas primeiras lições na escola?

O que faz necessário o curso superior em Jornalismo, no Brasil, é a precariedade dos ensinos Fundamental e Médio. O aluno mal sabe usar vírgulas em uma frase, ao sair da escola. Eu (!!) sou um exemplo disso. A faculdade me ensinou a usar vírgulas – e algumas palavras bonitas, mas essas são desnecessárias. Basicamente. Ética eu não aprendi nas salas de aula, não mesmo. No máximo, tento praticar a amoralidade.

Na era digital, onde todos estão ligados a tudo (só depende do quanto você tem para investir em tecnologia) qualquer pessoa com um mínimo de discernimento e erudição pode desempenhar o papel de “jornalista”, tirando fotos com seu celular, postando em seu blog, etc.

Claro que a maioria da população não tem base teórica para isso, mas não devermos esquecer das exceções, os casos de “notório saber comunicacional”, por assim dizer.
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Obs.: Texto produzido pra aula de Redação III, em meia hora, acho. (Claro, essa é a versão "extendida", já que na aula fazemos redações dissertativas com SOMENTE 1500 caracteres. Não dá nem tempo de tossir com 1500 caracteres!)
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22 de jun. de 2009

Diplomados deflorados

Eder Zucolotto

Estudante do 6º Semestre de Jornalismo


Na última quinta-feira os ministros do Supremo Tribunal Federal me tiraram o diploma de jornalista que ainda nem ganhei. Agora eu, um ateu convicto, sei como Deus, se é que ele existe, deve se sentir. Ninguém acredita mais na formação de jornalista. Um exemplo disso foi que assim que falei a meu pai do causo – pois ainda me nego a crer que é verdade o ocorrido - ele demorou alguns milissegundos pra perguntar se eu conseguia trocar de curso ainda pro próximo semestre.

Não o culpo pela preocupação com o meu futuro. Seis semestres de curso. è metade do camiho pra ir ou pra voltar. Estou no final do primeiro tempo de jogo e mudaram as regras do campeonato. E se os juizes são do supremo então a decisão é suprema. A cagada também é suprema.

Não sei ainda o que fazer. Sigo em frente no curso e o termino ou pego um atalho, tranco a faculdade e já saio no mercado de trabalho do jornalismo agora? Talvez quanto antes melhor, assim eu não passo pelas cadeiras que discutem a ética da profissão e todas aquelas teorias e práticas que no final das contas vão ser uma desvantagem competitiva. Afinal, debates sobre ética e consciência sobre a produção e o impacto das matérias vão me distrair com questões menores. Pior ainda: questões que podem reduzir o lucro.

Em meio aos meus questionamentos pessoais também tenho tempo pra ficar imaginando os pobres incautos que acabam de se formar e estão com um diploma na mão que não tem mais validade do ponto de vista de registro profissional. Caro colega – se é que ainda formamos uma classe - ainda não é hora de se desesperar. A esperança ainda não foi revogada pelo supremo. A vida é imprevisível (tão imprevisível como o funcionamento da cabeça de um juiz) e ainda podemos reaver a validade do diploma. Esse papel que, pelo menos no momento, só tem valor sentimental.

Enquanto esse dia não chega, tenho algumas dicas do que pode ser feito com o seu querido e inútil diploma de jornalismo. Pra você que, com todo orgulho, pendurou o seu diploma de jornalismo emoldurado num lindo quadro na parede da sala de estar, ainda há como tirar proveito dele. Pelo menos da moldura. Retire o seu diploma e o coloque naquela caixa de documentos esquecidos - como aquela conta de luz de 2003 que você ainda guarda, apesar de não se lembrar mais o porquê. Depois coloque uma foto na moldura e recoloque na parede. Pode ser aquela foto da sua mãe que a sua namorada pediu pra tirar da cabeceira da cama, pois não conseguia transar com a sogra a olhando (com aquele olhar maternal, ainda por cima). Sua mãe ficará muito feliz quando for lhe visitar e ver a posição de destaque que recebeu, ao invés daquele papel feio e sem sentido. Colocar a foto da sua progenitora no lugar do diploma é um grande acerto, afinal ha um risco muito pequeno que num futuro próximo os ministros do supremo declarem que a condição de mãe perdeu a validade no mundo contemporâneo.

Outra dica válida é aproveitar a lembrança das trocentas cadeiras de jornalismo que você cursou e fazer um lindo origami, com trocentas dobraduras. Sua sobrinha vai adorar o presente. Se você não tiver sobrinha, pode mandar o mimo pra Associação Brasileira dos Donos de Emissoras de Tv e Rádio. São pessoas que sabem apreciar um bom trabalho manual, principalmente se for feito por um amador (o que segundo a Associação dá mais mérito ao êxito). Apenas omita a informação que o artefato é produzido com um diploma do curso de jornalismo, pois eles têm verdadeira ojeriza a tal aberração acadêmica.

Dentre as opções há uma ótima forma de fazer um protesto velado: quando sair para a próxima pauta, leve o diploma e use o verso como bloco de anotações para sua matéria. Isso provará que o dito cujo, ou maldito cujo diploma de jornalismo, ainda tem utilidade jornalística.

E se você não tiver problemas com o politicamente coreto - mas que diabos, agora somos livres de qualquer responsabilidade com o público - pode, devidamente munido de um fumo em corda picado (ou algo similar), fumar seu diploma. Assim a comprovação de sua formação acadêmica se tornara tão etérea quanto a fumaça.

Uma última, drástica e anti-ecologica opção é usar o diploma para sua higienização após o uso do vaso sanitário. Uma alternativa, entretanto, não recomendada. Não pela afronta a formação acadêmica (se um Ministro do Supremo não nos ofende, não será eu, um Ministro do Inferior Tribunal de Mim Mesmo a ofendê-los), mas devido a gramatura do papel ser um tanto elevada para uma função tão delicada, e que pode agredir suas partes íntimas. E é bom não agredir essa região da sua anatomia, pois, mesmo que você não use a sua área anal de forma recreativa, fique sabendo que tem gente tentando usá-la ha muito tempo. Queriam muito nos ferrar. E finalmente conseguiram.
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Minuto de Sabedoria Cepacol

Você sabia que o sulfixo "ismo" é geralmente usado em tom jocoso, ou depreciativo?

(((Então já que vão acabar com a formação de jornalismo podemos criar o curso de juizismo.)))
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Eder Z
Cabra macho.
Ainda não diplomado,
mas já deflorado...
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4 de jun. de 2009

Deixe o Thiago POSSESSO...

... Edite, corte, recorte, ou QUALQUER outra coisa que atente contra a integridade de algum TEXTO dele! Por que a integridade dele [próprio] é "o de menos", tanto que ele não liga para xingamentos e o escambau. Mas os textos são como filhinhos, malditos causadores de UMA DOR DO CARALHO durante seus nascimentos, mas que dão uma alegria danada - para o Thiago - quando mostram a cara pro mundo.

Um professor fez isso essa semana SEM aviso prévio. E isso NÃO é bom! Mais detalhes quando tiver tempo para escrever sobre.

[Bufando em frente ao computador.]
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30 de mai. de 2009

Admirável Velho Mundo

O fenômeno Susan Boyle diverte os medíocres e mostra a face triste de nossa sociedade consumista

A primeira vez que tive contato com o famigerado vídeo de Susan Boyle, agora uma pop star, mas no registro campeão de acessos na internet, caloura de um programa que procura revelações da música britânica, foi através de um colega de trabalho. No video postado no youtube, a cena, de cerca de nove minutos, mostra como a figura bizarra de Susan Bayle, pelo menos para os padrões de beleza atuais, com seus cabelos desgrenhados e secos, suas sobrancelhas grossas, sua cintura larga de quem está acima do peso e com um vestido nem um pouco fashion, enfrentava os jurados que a encaravam com ar de deboche, e em seguida entoava um canto com sua voz magistral, surpreendendo a todos.

Surpreendendo a todos. Isso é o que mais se ouve sobre o fenômeno Susan Boyle. Já devo ter recebido uma duzia de email sobre Susan Boyle, esbarrado com ela em blogs, páginas de internet, programas de tv, no rádio. Nenhuma mídia deve ter escapado dela. E o assunto sempre gira em torno disso: “Vejam como Susan Boyle, surpreende os jurados”. Mas não é isso que os leva a repercutirem tanto o assunto Susan Boyle. Não são apenas os jurados que se surpreendem com a performance da cantora inglesa. È toda a sociedade.

E se ela cantasse mal? Terrivelmente mal? Certamente cairia para a categoria dos personagens bizarros que se aventuram nesse tipo de programa de calouros, por fama, falta de noção das suas possibilidades vocais, ou seja lá por que diabos os levem a se exporem ao ridículo, para diversão da plebe. A questão é que isso seria esperado pela audiência. Para a público, uma pessoa dita feia para os padrões de beleza contemporâneos, cantar mal, é tido como normal. Porquê?

Os antigos gregos esculpiam estátuas dos corpos humanos procurando a proporção perfeita das partes, tentando assim atingir o mais alto nível físico de excelência. A perfeição física era associada a perfeição da mente, do espirito humano (por favor não confundir espírito com alma). Mens sana in corpore sano. Mente sadia num corpo são. Se isso fosse verdade Aristóteles seria burro como uma porta, afinal como sua face era terrivelmente desproporcional. Mas os gregos não queriam se contradizer, por isso nem tocavam no assunto.

Os romanos, por sua vez, copiaram dos gregos o conceito de perfeição plena. Mas na história da humanidade os padrões de beleza já mudaram muito. As gordinhas já estiveram muito em alta na renascença, onde ter carne em excesso não era um pecado. Homens já usaram perucas ridículas. As mulheres rebocavam a face com tanto pó branco que pareciam até fantasmas. Não existe uma perfeição, só a perfeição que se projeta.

Estamos na era do consumo. As coisas valem o quanto nos são úteis. Pessoas não são diferentes. Feios, que não tem habilidades que os destaquem, não tem utilidade alguma. Se Susan Boyle fosse uma cantora ruim, teria utilidade, pois seria cômica. Se fosse razoável, não teria utilidade nenhuma, pois não fugiria da média. Como boa cantora ela surpreende o público. Um feio devia fazer coisas feias. Uma pessoa bonita coisas bonitas. O sofismo por fim vence a razão. E Susan Boyle encanta o mundo medíocre cheio de ideias retrogradas. O nosso admirável velho mundo.
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21 de mai. de 2009

Introducin' thiago_ks

Essa semana, em uma conversa com o amigo Éder - sempre garantia de bom papo em meio ao mar de chatisse e afetação do Centro 3 - caguei [você leu direitinho, sim: caguei. escrevi isso mesmo!] na cabeça do Twitter e sobre a [des]necessariedade de um "micro blog". Afinal de contas, "eu mal consigo dar conta do blog, vou arrumar MAIS uma coisa pra ter que atualizar?".

E não é que estou lá, agora?!

Entrei só pra "seguir" amigo[a]s e algumas instituições, mas meu dedo coçou quando o cursor apareceu, e eu não aguentei, postei pela primeira vez.

É assim que começam essas pragas, vícios, hahaha! Os modismos da [pseudo]vida digital.
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14 de mai. de 2009

E o show do Oasis, hein?!

Palavras de "um colega de trabalho" - que foi ao show! - fizeram eco ao medo que eu já anunciava desde o anúncio da vinda dos caras pro Brasil, mais especificamente pra Porto Alegre, "Capital do Mooondo":

"Foi uma merda. Eles ficaram velhos."

[Só pra deixar claro: desde que o show tá confirmado me passava pela cabeça coisas tipo "eles estão velhos e não são mais nem a metade do que eram até o 3º disco, é melhor ficar com a idealização deles no meu mp3 do que me decepcionar gastando quase 200 contos". Dito e feito. Mas a curiosidade me bate, um pouco, admito.]

Mas o setlist do show é interessante. As músicas que eu teria interesse em ver reproduzidas ao vivo, em vermelho:

Fuckin in the Bushes
Rock & Roll Star
Lyla
Shock of the Lightining
Cigarettes and Alcohol
The Meaning of Soul
To be Where There's Life
Waitng for the Rapture
The Masterplan
Songbird
Slide Away
Morning Glory
Ain't Got Nothin'
The Importance of Being Idle
I'm Outta Yime
Wonderwall
Supersonic

Don't Look Back in Anger
Fall' Down
Champagne Supernova
I Am the Walrus
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Eu ainda prefiro o que eles faziam nessa época:


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6 de mai. de 2009

Sonho-radio-ativo

uma vez eu não sabia ao certo o que fazer com o resultado de uma prova que eu fiz. na verdade eu sabia, mas pouco, estava inseguro [uma grande novidade na minha vida, hahaha!] sobre novos rumos e decisões. esses "novos rumos" eram a respeito da entrada na faculdade. o "resultado de uma prova que eu fiz" era minha nota no enem - 7,5 na redação e 52 acertos entre as 63 questões objetivas da prova, garantia de vaga pelo prouni e resultado do qual ainda me orgulho, apesar de praticamente não alardear. pois bem. foi então que eu parei e pensei: o que eu gosto? eu gostava de filosofia e sociologia, na escola, e de rock, como um todo. o rock entrou na minha vida graças a mtv [saudoso programa "album mtv", que um dia me mostrou o nirvana, in utero, os berros, "do it yourself", insatisfação, "Teenage angst has paid off well/Now I'm bored and old"], mas só se manteve através do rádio. e, no final do ensino médio, eu escutava muito rádio. e gostava muito disso. o fato é que, apesar de ter ganho uma passagem pra universidade, eu tinha a mínima noção do que eu faria lá. foi então que o estalo veio: eu escuto rádio o dia inteiro, por que não fazer jornalismo?

e desde então segue uma looonga história [que em alguns pontos pode ser estória], e eu estou na unisinos, no 6º semestre do curso de jornalismo.

na época da decisão eu ouvia, basicamente, duas coisas. o programa cafézinho, na pop rock, rádio que anteriormente eu até escutava, mas que já não me saciava na minha "busca sedenta e viciada em rock". mas o costume de ouvir o programa não mudou. até hoje, quando tenho tempo - trabalho no horário do programa, hoje em dia - ouço os caras. no resto do meu dia, provavelmente desde 2003 - quando fui apresentado à rádio -, escutava a unisinos fm, que me passou lições valorosas de rock n' roll. foi por causa da unisinos fm que eu escolhi o curso de jornalismo da unisinos. na época, eu dizia "eu vou pra lá por que quero trabalhar na unisinos fm".

e fui pra lá.

as coisas mudaram, eu escuto bem menos a rádio, não sou tão fascinado por ela quanto antigamente e descobri que bolsistas não podem estagiar lá. nem tudo é perfeito. tenho achado jornalismo um saco, ainda sou um inseguro do caramba [quem sabe até mais], não acredito em nada além do ponto de vista. parte disso graças ao curso.

mas HOJE eu posso dizer que, de certa forma, vou realizar um sonho. durante uma hora EU vou ser a voz da rádio nessa quarta. das 20 às 21 horas EU vou tocar o barco da unisinos fm., a radio rock n' roll, onde o jimi joe fala diariamente, onde eu ouvi a katia suman por um bom tempo, onde eu descobri o gordurama, onde eu escutei clássicos e novidades pra mim, onde o blues faz guitarras chorarem durante a madrugada.

claro, não farei isso sozinho, uma vez que será a apresentação de um trabalho em grupo de uma disciplina de radiojornalismo, um programa "variado". não será o programa rock n' roll dos meus sonhos, mas vai ter um pouquinho do mumu dele. mas eu estarei lá no estúdio, e algum incauto que nunca me ouviu vai me ouvir, e eu vou colocar um rock pra tocar, e eu vou fazer questão de falar "caralho, vocês não sabem o quanto eu desejei esse momento".

poisé. de certa forma eu cheguei onde queria lá em 2005/2006.

escutem. no fm, procurem por 103.3. ou ouçam atráves do site da rádio - eu recomendo o site pra quem puder escolher, o sinal da unisinos fm é beeem fraco, até dentro da unisinos, mesmo.

obs.:não tava a fim de usar maiúsculas, nem de revisar o texto. ele simplesmente jorrou, aos borbotões.
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28 de abr. de 2009

Autorreferencialidade [é assim que escreve, pós Acordo dos infernos?]

"Poisentão", gente amiga. Vou contar uma histórinha.

Esse semestre estou fazendo a disciplina de "Seminário em Projeto de Pesquisa" onde, TEORICAMENTE, eu deveria iniciar a pesquisa sobre a qual será baseado o meu TC[C]. MAS, só pra variar, minha megalomania avacalhou tudo. Queria fazer algo que ligasse algum tema filosófico [status quo, valores sociais] ao Jornalismo, mostrando como este último reforça os valores da sociedade capitalista, individualista e bláblablá.

Só que há um porém [ahhh, porém!] nisso: esse tema é muito "aberto", é como o Nelson Ned [o cantor anãozinho, saca?!] tentar abraçar o mundo. Não dá.

Por isso, fui pesquisar atentamente um tema interessante para estudar durante as aulas de Projeto de Pesquisa [mentira, peguei uma Zero Hora num dia qualquer, no trabalho, e defini o que parecia ser um tema razoável]. Foi então que cheguei a "autorreferencialidade e o corporativismo".

Explicando em miúdos, quero mostrar, atráves de exemplos, que os grupos de comunicação pautam "eventos" de outras empresas do mesmo grupo [tipo a Zero Hora dando destaque, no Segundo Caderno, aos eventos da Rádio Atlântida, ambos da RBS], muitas vezes "esquecendo" eventos de igual importância realizados por empresas "concorrentes" [as festas das rádios Ipanema e Pop Rock, por exemplo. Apesar de reunirem milhares de pessoas são referidas na mesma Zero Hora com, no máximo, uma notinha com um leadzinho tosco].

Interessante, não?!

Poisé. Fiz tudo isso só pra também exercer uma ação de autorreferencialidade corporativa. Convidar o pessoal a acessar [semanalmente!!] o outro blog que faz parte do grande conglomerado comunicativo CE Comunicação [hahahahahaha].

comentários.digitados.
Eras isso - e a resenha do Radiohead está "somente" umas cinco semanas atrasada, paciência.
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8 de abr. de 2009

30, faz sentido?

Pra ler ouvindo No Surprises, do Radiohead


Os 30 estão chegando e os 20 foram uma merda. 30. Metade da vida. Sei que não passo dos 60. Muito açúcar, sal, gordura, televisão, coca-cola, a cadeira espremendo minha prostática enquanto escrevo no computador. A vida é uma cueca apertada que eu não vejo a hora de tirar. O cabelo já está ralo, a gordura da oleosidade da minha pele tapa os orifícios capilares e mata a raiz dos fios que por infelicidade do destino vieram a nascer no topo da minha cabeça. Fios brancos começam a aparecer na minha barba. È questão de pouco tempo até que cheguem no meu saco escrotal. Pentelhos brancos são o fim da picada.

Eu tive a chance de acabar com tudo isso. Aos 27. Como Kobain, como Hendrix. Mas o caso deles é diferente. Eles concluíram grandes obras antes de morrer. Até os 27 eu não tinha feito merda alguma. E até agora fiz menos ainda.

Vamos prosseguir pra ver no que dá, eu pensei. Agora a beira dos 30 vejo que não fiz merda nenhuma. Sem um livro escrito. No meio da faculdade e sem animo de chegar ao final. Estagiário (existe coisa mais patética do que um estagiário de 30 anos?). Ganhando uma ninharia. Sem namorada (eu sou o cara que o Cazuza cantava, sem pódio final e sem beijo de namorada). Com poucos amigos. Pensei que podeira fazer como o Hemingway, concluir uma grande obra e quando começar a sentir o gosto amargo da decadência ter a decência de espalhar os meus miolos aos quatro ventos. Mas e vale a pena esperar? Esperar mais uns 30 anos?

Os meus 30 chegam em um mês e meio. Sei exatamente tudo que farei no próximo mês. Dia por dia. Hora por hora. Minha vida é sempre a mesma merda. Meu melhor amigo também pensa em estourar os miolos. Devíamos achar amigos mais empolgados com a vida ou simplesmente seguir os instintos e duas balas resolveriam tudo?

Thiago disse que ia escrever sobre suicidas. Estou esperando. Talvez a sua defesa pelo direito de acabar com a própria vida me ajude a tomar uma decisão. Vi um texto dele muito interessante sobre como a hipocrisia tem condenado os suicidas a serem renegados pela sociedade, como covardes. Covarde sou eu pra nunca levar a sério meus instintos mais destrutivos. Por um lado isso ajudou a manter meu pescoço longe de forcas, mas também me manteve longe de grandes paixões. Me declarei poucas vezes, de forma canhestra e torta. Sempre as amei loucamente, mas nunca consegui expressar meus sentimentos. Por conseguinte elas nem bola me deram. A mulher que mais amei até hoje se esqueceu de mim em um mês e casou com meu amigo.

Venho me adaptando pra esperar sempre o pior das pessoas. Assim, quando elas são capazes de um ato bom, eu me surpreendo. Tenho me surpreendido bem pouco ultimamente.

Comecei com sonhos grandes, de tomar o mundo em minhas mãos. Depois desisti das conquistas monumentais e passei a me contentar com um sucesso mediano. Depois comecei a admirar a vida das pessoas comuns, que antes eu achava medíocre, e a ideia de lar, família, filhos, jantar com amigos num sábado a noite, passou a parecer com real felicidade. Mas não atinjo nem mesmo essas coisas que parecem simples.

Os 30 estão chegando e a vida ainda não faz muito sentido. Deus não existe e isto é claro para mim. Claro e confortador, pois sem Deus o mundo faz mais sentido do que com ele. Se você é bom, se você é mal, se sua mãe morreu, se você ajudou uma pessoa, se você matou alguem, tudo tem o mesmo peso no universo. 30, 60, 120, vivo, morto, feliz, infeliz, existe alguma diferença? Fazer 30 não faz o menor sentido. O mundo foi parido pelo caos, não por Deus. Até agora tenho resistido só por curiosidade, afinal o caos traz inconstância no universo e surpresas. Então porque minha vida é tão monótona? Os retardados herdarão a terra. Pedófilos morrem de velhos em asilos caros, fiéis despencam de onibús em despenhadeiros e morrem carbonizados. Adoro a incoerência humana, a minha incoerência, a incoerência do universo. Viva o caos! Me despeço de vocês aqui. E até uma próxima. Se houver próxima...

Tiago
30 é número, primo?
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17 de mar. de 2009

Back to the basic

Oba Lá Vem Ela
Jorge Ben


Oba lá vem ela estou de olho nela

Não me importo que ela não me olhe
Não diga nada e nem saiba que eu existo
Quem eu sou pois eu sei muito bem quem é ela
E fico contente só em ver ela passar

Oba lá vem ela estou de olho nela

A noite é linda e ela mais ainda
Todinha de rosa mais linda
Mais meiga que uma rosa
Oba lá vem ela estou de olho nela

Não me importo que falem que pensem
Pois sem saber ela é minha alegria
Ela tem um perfume de uma flor que eu não sei o nome
Mas ela deve ter um nome bonito igual a ela

Oba lá vem ela estou de olho nela

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Estou há dias pra elaborar um texto sobre a "atração incondicional". Tou numas neuras de explicar isso em seus vários âmbitos, mostrando não só os clichês - tipo Jesus e "amor incondicional" dele, clichê maior impossível. Até porque o que tenho em mente não é extamente [mas em parte] isso.

E aí eu escuto essa música do Jorge Ben [Jor] no rádio hoje. Não abrange tudo, mas explica com uma simplicidade ímpar.

E foda-se o resto, haha!
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6 de mar. de 2009

"Cês" viram...

... o novo comparsa deste blog [e deste que vos digita]?! Sem a pompa e a circunstância necessárias recebemos, na semana passada, o Éder - estudante de "Jornalismo", escritor afudê e bebedor de vodka - aqui no CE. Uma parte dos meu planos megalomaníacos [risada má: uáááhahahahahaaha!!!] está finalizada, com isso. Temos três caras que entendem [literalmente!] do riscado aqui, e o CE volta a ser um blog "comunitário". Apesar disso, sempre deixo claro que sou Editor-revisor-gerente-e-DEEEUS-auto-intitulado do blog. Mas isso não vem ao caso. O que importa é que, aqui, todo mundo acredita em uma [UMA!!] coisa:

Jornalismo se aprende [e se faz!] é no boteco!
E tenho dito.
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24 de fev. de 2009

Papos pro ar[-condicionado]:

Conversa no trabalho. Elaborando portfólio, essas coisas [estagiário precavido e ciente do término do seu contrato vale por 10 - eu disse DEZ!! - "efetivos"]:
- Thiago, teu blog é bom, coloca o endereço no portfólio.
- Meu blog??!
- É, guri. Tu sabe que o teu blog é bom...
- Tá, eu sei. Eu sou megalomaniáco, é claro que acho meu blog ótimo!
- Então?
- É que eu coloco muito "as tripas [SANGUE escorre do cantinho da boca nesse momento, hehehe]" nele. Não dá certo misturar isso com o trabalho, hahaha... Imagina só o que alguém que vai me contratar pode pensar se ver o blog! Serviria se eu fosse tentar trabalho na Rolling Stone, mas pra assessoria não dá, hahaha...
Eu deveria estar de férias. Quem sabe numa praia paradisíaca, tomando drinks doces e vendo moças bonitas e biquinis sumários. Mas tava no trabalho. Tudo por um portfólio, hehehe...

E a Rolling Stone que me aguarde. Quero minha vaga de "discípulo de H. Thompson" na publicação. Ou eu domino o mundo antes. Jornalismo é só um detalhe. E eu tou me lixando pra esse detalhe, o que eu queria mesmo era ser rockstar, hahahaha!! Jornalismo é só um passatempo no qual eu engano bem. Melhor do que muita gente que leva a piada à sério...
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Mas a propósito, que "cês" acham da minha afirmação [no relato, ou nos outros que permeiam o texto, vá lá...]?!
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19 de fev. de 2009

"Cês" sacam que eu sou anarquista, né?!

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“Hierarquia é, na grande maioria das vezes, uma desculpa para pessoas incoerentes conseguirem impor suas irracionalidades. Refúgio da ignorância e da incompetência.”
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Essa tava guardada desde o final do ano passado. Ou antes, quem sabe... Mas eu sempre achei essa frase sentencial demais [quem me conhece sabe que eu NÃO creio em coisas absolutas, muito pelo contrário]. Mas depois de uns fatos ocorridos essa semana, tava precisando soltar essa "ferinha". Posso dizer uma coisa sobre a idéia-base dessa frase: Quem tem que conquistar respeito no grito, subjulgando pessoas em situação desfavorável, NÃO merece o objeto que deseja [no caso, o tal respeito]. A [verdadeira] liderança só pode ser alcançada com sabedoria. E, antes de tudo, respeitando as pessoas das quais se quer respeito. PONTO!
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22 de jan. de 2009

Temos algumas...

... modificações no blog desde ontem. Quem descobrir [e COMENTAR aqui!] o quê é ganha meus parabéns. Acha pouco?!

Eu também. Mas e daí?
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