Essas coisas, logo aí embaixo... Palavras ditadas por um Ghost Writer.

26 de jun de 2008

Bem, leitores dessa birosca...

O cara - escritor - que mais admiro, atualmente, do Brasil, estará em Porto Alegre NESSE FIM DE SEMANA!!!

Além do Mário Bortolotto, vão estar presentes muitos outros escritores e artistas. Confiram aí no flyer do evento [pra visualizar melhor, é só clicar na imagem, pra ela abrir em tamanho maior].


O texto aí embaixo é fresco, quase como uma fruta recém colhida. Fiz ONTEM! De onde veio esse tem outros mais. Tudo isso graças ao Bloco de Anotações que eu comprei...

That's All Folks!!
[Quem for no "Popular Porto Alegre de Ruído & Literatura" dê um toque, "right"?!]

Entorpecido Observador

Olha bem
Percebe o gesto que eu não fiz
Nota o que eu não expresso
Enquanto eu molho a garganta
Me ouve calar

Me escondo num copo de
Cerveja sem colarinho
No vento do inverno um
Pouco mais quente que Eu

Minha Auto-Estima fugiu
Enquanto eu olhava televisão
Agora Eu acompanho a
Vida alheia

Sou um Entorpecido Observador.

12 de jun de 2008

Hoje...

... Data-mór da personificação do poder da Publicidade na sociedade midiática - caralho, posso escrever um livro com esse título, tri pensador da Comunicação, haha! - vos presenteio com uma frase de brilhantismo singular. Autoria de uma pessoa extremamente humilde, hahahaha...
.
"A vida é simples: todos os problemas mundanos são culpa dos publicitários e suas invenções insanas. Culpemo-os, então!"
.

9 de jun de 2008

Entrevista?! Mini, da Walverdes

Navegantes, eis a volta do capitão deste navio mal-tratado pelas intempéries do tempo-espaço. Atrasado, mas cumprindo o que prometi na última postagem, aí embaixo está a “entrevista” que fiz com o Gustavo Mini, da Walverdes, ocorrida em decorrência do Texugo Rock Festival, ainda.

E, pasmem!, meu texto FOI PUBLICADO no Babélia [que agora percebo ser bem pior do que eu pensava antes...] – jornal do qual não consegui link NENHUM na internet – apesar da força descomunal que algumas colegas fizeram para que ele não fosse “ao ar” [ao papel, na verdade...]. Lembrando que este texto, feito para a disciplina de Redação Jornalística I, foi o motivo pelo qual eu fiz a “cobertura” do evento [bom, de qualquer maneira, com ou sem trabalho, eu iria no festival. Mas isso não importa, hehehe...].

OBSERVAÇÃO: Comprei [MAIS!] um livro do Bukowski [Notas de um Velho Safado], além de um do Nietzsche [Além do Bem e do Mal]. Ler o “Dirty Old Man” me faz bem, muito bem. Rola aquela sensação de identificação e tal... O cara fala muitas coisas as quais eu ainda TENTO [mal e porcamente, como diria a minha mãe] explanar. Tudo lá, tudo lá. Já o Nietzsche é leitura bem mais complicada, “tou” remando pra ler o livro.
Mas, sem mais delongas, as perguntas feitas ao Gustavo Mini, via email:


1 - Qual os efeitos, para a banda, de apresentações em festivais? Novos contatos, divulgação, histórias engraçadas, como essas experiências já influíram (e influem) na Walverdes?

Quando são bem organizados e estruturados, festivais são ótimos porque o público dos festivais geralmente é um público "de festival", disposto a ver várias bandas diferentes. A soma é maior do que as partes e isso é bom para as bandas. Também é sempre uma forma de intercâmbio com outras bandas, produtores e jornalistas. Os festivais foram fundamentais para o crescimento do mercado independente nos últimos de anos, mas também precisam ser bem estruturados. Costumamos ser criteriosos na escolha dos festivais onde tocamos, porque tem muita roubada. O mínimo que um festival precisa oferecer é uma boa estrutura, com som de qualidade, acomodação pra banda e pro público. Também é preciso uma noção de curadoria, saber escolher e misturar as bandas bem.


2 – As iniciativas (festivais) no interior do RS, como o Texugo Rock Festival respondem à demanda do público por música? Os festivais gaúchos "ficam devendo" em alguma coisa para os eventos no resto do país?

O Rio Grande do Sul chegou atrasado nessa história de festival. Mas muito é porque em outras cidades os festivais aconteceram pra preencher uma lacuna que especialmente em Porto Alegre não existe: falta de lugar e de público. Bem ou mal, aqui sempre teve um público interessado e locais para tocar, por mais toscos que fossem. Agora estamos entrando com a cultura dos festivais, que é uma forma de interação diferente entre bandas e público mas que aos poucos parece estar pegando.


3 – Na opinião de vocês, qual é o papel do público em uma apresentação? A música da Walverdes pode ser definida como algo bastante "energético", principalmente ao vivo. Como encaram as diferentes reações das pessoas, umas animadas ao som da música, e outras mais observadoras?

Em 15 anos a gente aprendeu a lidar com todo tipo de público. É muito melhor pegar uma platéia quente, que vibra e não fica parada, mas sendo de Porto Alegre aprendemos que temos que nos preocupar mesmo é com a energia em cima do palco, não temos vocação pra animadores. Procuramos nos divertir e fazer um show intenso. O resto é lucro...


Deixando o lado jornalista de lado, uma pergunta de guitarrista: Quais os pedais que tu usa? (Se não quiser tocar no assunto entendo. O Josh Homme, por exemplo, é um que não revela o set de pedais por nada...).

Há alguns anos eu tenho usado só uma distorção T-Bone da Danelectro. Ela é ótima, mas estou cansando e pensando em mudar.