Essas coisas, logo aí embaixo... Palavras ditadas por um Ghost Writer.

28 de abr de 2009

Autorreferencialidade [é assim que escreve, pós Acordo dos infernos?]

"Poisentão", gente amiga. Vou contar uma histórinha.

Esse semestre estou fazendo a disciplina de "Seminário em Projeto de Pesquisa" onde, TEORICAMENTE, eu deveria iniciar a pesquisa sobre a qual será baseado o meu TC[C]. MAS, só pra variar, minha megalomania avacalhou tudo. Queria fazer algo que ligasse algum tema filosófico [status quo, valores sociais] ao Jornalismo, mostrando como este último reforça os valores da sociedade capitalista, individualista e bláblablá.

Só que há um porém [ahhh, porém!] nisso: esse tema é muito "aberto", é como o Nelson Ned [o cantor anãozinho, saca?!] tentar abraçar o mundo. Não dá.

Por isso, fui pesquisar atentamente um tema interessante para estudar durante as aulas de Projeto de Pesquisa [mentira, peguei uma Zero Hora num dia qualquer, no trabalho, e defini o que parecia ser um tema razoável]. Foi então que cheguei a "autorreferencialidade e o corporativismo".

Explicando em miúdos, quero mostrar, atráves de exemplos, que os grupos de comunicação pautam "eventos" de outras empresas do mesmo grupo [tipo a Zero Hora dando destaque, no Segundo Caderno, aos eventos da Rádio Atlântida, ambos da RBS], muitas vezes "esquecendo" eventos de igual importância realizados por empresas "concorrentes" [as festas das rádios Ipanema e Pop Rock, por exemplo. Apesar de reunirem milhares de pessoas são referidas na mesma Zero Hora com, no máximo, uma notinha com um leadzinho tosco].

Interessante, não?!

Poisé. Fiz tudo isso só pra também exercer uma ação de autorreferencialidade corporativa. Convidar o pessoal a acessar [semanalmente!!] o outro blog que faz parte do grande conglomerado comunicativo CE Comunicação [hahahahahaha].

comentários.digitados.
Eras isso - e a resenha do Radiohead está "somente" umas cinco semanas atrasada, paciência.
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8 de abr de 2009

30, faz sentido?

Pra ler ouvindo No Surprises, do Radiohead


Os 30 estão chegando e os 20 foram uma merda. 30. Metade da vida. Sei que não passo dos 60. Muito açúcar, sal, gordura, televisão, coca-cola, a cadeira espremendo minha prostática enquanto escrevo no computador. A vida é uma cueca apertada que eu não vejo a hora de tirar. O cabelo já está ralo, a gordura da oleosidade da minha pele tapa os orifícios capilares e mata a raiz dos fios que por infelicidade do destino vieram a nascer no topo da minha cabeça. Fios brancos começam a aparecer na minha barba. È questão de pouco tempo até que cheguem no meu saco escrotal. Pentelhos brancos são o fim da picada.

Eu tive a chance de acabar com tudo isso. Aos 27. Como Kobain, como Hendrix. Mas o caso deles é diferente. Eles concluíram grandes obras antes de morrer. Até os 27 eu não tinha feito merda alguma. E até agora fiz menos ainda.

Vamos prosseguir pra ver no que dá, eu pensei. Agora a beira dos 30 vejo que não fiz merda nenhuma. Sem um livro escrito. No meio da faculdade e sem animo de chegar ao final. Estagiário (existe coisa mais patética do que um estagiário de 30 anos?). Ganhando uma ninharia. Sem namorada (eu sou o cara que o Cazuza cantava, sem pódio final e sem beijo de namorada). Com poucos amigos. Pensei que podeira fazer como o Hemingway, concluir uma grande obra e quando começar a sentir o gosto amargo da decadência ter a decência de espalhar os meus miolos aos quatro ventos. Mas e vale a pena esperar? Esperar mais uns 30 anos?

Os meus 30 chegam em um mês e meio. Sei exatamente tudo que farei no próximo mês. Dia por dia. Hora por hora. Minha vida é sempre a mesma merda. Meu melhor amigo também pensa em estourar os miolos. Devíamos achar amigos mais empolgados com a vida ou simplesmente seguir os instintos e duas balas resolveriam tudo?

Thiago disse que ia escrever sobre suicidas. Estou esperando. Talvez a sua defesa pelo direito de acabar com a própria vida me ajude a tomar uma decisão. Vi um texto dele muito interessante sobre como a hipocrisia tem condenado os suicidas a serem renegados pela sociedade, como covardes. Covarde sou eu pra nunca levar a sério meus instintos mais destrutivos. Por um lado isso ajudou a manter meu pescoço longe de forcas, mas também me manteve longe de grandes paixões. Me declarei poucas vezes, de forma canhestra e torta. Sempre as amei loucamente, mas nunca consegui expressar meus sentimentos. Por conseguinte elas nem bola me deram. A mulher que mais amei até hoje se esqueceu de mim em um mês e casou com meu amigo.

Venho me adaptando pra esperar sempre o pior das pessoas. Assim, quando elas são capazes de um ato bom, eu me surpreendo. Tenho me surpreendido bem pouco ultimamente.

Comecei com sonhos grandes, de tomar o mundo em minhas mãos. Depois desisti das conquistas monumentais e passei a me contentar com um sucesso mediano. Depois comecei a admirar a vida das pessoas comuns, que antes eu achava medíocre, e a ideia de lar, família, filhos, jantar com amigos num sábado a noite, passou a parecer com real felicidade. Mas não atinjo nem mesmo essas coisas que parecem simples.

Os 30 estão chegando e a vida ainda não faz muito sentido. Deus não existe e isto é claro para mim. Claro e confortador, pois sem Deus o mundo faz mais sentido do que com ele. Se você é bom, se você é mal, se sua mãe morreu, se você ajudou uma pessoa, se você matou alguem, tudo tem o mesmo peso no universo. 30, 60, 120, vivo, morto, feliz, infeliz, existe alguma diferença? Fazer 30 não faz o menor sentido. O mundo foi parido pelo caos, não por Deus. Até agora tenho resistido só por curiosidade, afinal o caos traz inconstância no universo e surpresas. Então porque minha vida é tão monótona? Os retardados herdarão a terra. Pedófilos morrem de velhos em asilos caros, fiéis despencam de onibús em despenhadeiros e morrem carbonizados. Adoro a incoerência humana, a minha incoerência, a incoerência do universo. Viva o caos! Me despeço de vocês aqui. E até uma próxima. Se houver próxima...

Tiago
30 é número, primo?
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3 de abr de 2009

Só pra atiçar

Dêem uma olhadinha .

É só um arremedo mal-feito do que eu tenho em mente [alô, megalomania, hahaha!], mas já é algo. Tudo bem, eu admito que dificilmente conseguirei "parir" as idéias [com é!] da forma perfeita como elas "flutuam" na minha cabeça. Fato. Mas o texto que sairá AQUI certamente será mais fodão do que a "pseudo resenha" de lá.

Amarras jornalísticas, pé no saco, pois.
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