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Vai lá comenta. O link taí, ó: http://j.mp/iaJLZh
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Abaixo, um print da página, só pra dar um gostinho/te incetivar a ir atrás:

Essas coisas, logo aí embaixo... Palavras ditadas por um Ghost Writer.
Quarta-feira. Chuva, pouca grana & correrias mil. Cabeça pedindo um escape. Som (bom e) alto, trago e diálogos despretensiosos – despretensiosos mesmo? Desde a semana anterior tentando decidir, ir ou não ir. Apresentações fodonas e gente legal: ir. Sem tempo, deslocamentos insanos e gastos proibitivos: não ir. Gtalk piscando aqui e ali: ir certamente.
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O 'ir ou não ir' em questão se referia à edição do projeto “Las Locas Quartas del Dr. Jekyll”, que na edição da última semana colocou no palco(?) do bar as bandas MESS e Walverdes. Decisão tomada (ir!), rumei de Gravataí (aka Bromelândia) à Capital da Província, HAPPY HARBOUR – segundo Paul McCartney, orientado por nativos.
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Ônibus esparsos, percurso longo. Neil Young embalando o passeio noturno. Rock n' roll can never die. Próximo a meia-noite encontro o MANO Taiguara no centrão de Poa – Camelódromo feelings. Subimos a Dr. Flores, uma rua pra cá, outra pra lá... Caímos na Cidade Baixa.
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Na chegada ao Jekyll, indecisão (1) e surpresa (2): 'pegar uma ceva no Bell's? (1)' e 'bastante gente pra uma quarta de fevereiro! (2)'. Não fomos ao Bell's e, pelo calor e a caminhada, pegamos a primeira CEWA no recinto dos shows - antes, na fila para a entrada já ouvia um Kyuss rolando lá dentro. Sorri virtualmente.
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Aos duros, Kaiser. Sendo gelada numa noite quente, ótimo. Ao entrar a exclamação da chegada se reafirma: realmente tem bastante gente, mais do que o habitual, ao que parece. Também anormal, aparentemente, o número de moças – E Deus salve o verão e seus tecidos esvoaçantes/curtos/justos. It's only rock n' roll. But I like it.
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E aí vai-se encontrando o pessoal de sempre. Ou de nem sempre. O Tito, da Telecines (de anos em festa), a Alessandra, da Lautmusik, o Andrio (Superguidis, Urso e um TC sobre Nirvana que vai pra gaveta?) e mais um ou outro que eu cumprimentei – péssimo hábito esse de não mirar o rosto das pessoas. Um outro tanto de gente que eu conheço, mas pela bicho-do-matisse-aguda não acenei. E a Jana(ína), moça que tava de DIDJÊI, e pra qual eu já tinha dado um ou outro pitaco – sou chato – musical anteriormente.
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Papo aqui, papo ali, não demora muito começa a primeira apresentação.
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MESS – A banda, em comparação aos colegas de noite walverdianos, é relativamente nova, mas todo mundo já tem um tempo de estrada com bandas anteriores.
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Vi uma apresentação da banda há cerca de um ano, mas dessa vez eles mostraram uma “presença de palco” diferente. Parece que acharam uma coesão ou sei-lá-o-quê na performance ao vivo que eu não tinha percebido da outra vez – uma coisa que parece fazer transparecer a frase 'nós sabemos o que queremos e o que estamos fazendo' na fisionomia dos integrantes. Talvez dê pra resumir esse monte de metáforas que eu amontoei em um adjetivo: segurança. Isso define a postura dos quatro integrantes.
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A MESS faz referências a PJ Harvey, Mark Lanegan... E, talvez ninguém entenda essa diretamente: Johnny Cash, pelas linhas de baixo e melodias que me lembraram um tanto o country do Homem de Preto – no dia após escrever esse parágrafo descubro que eles iniciaram o show com uma versão do cara; tou bem em achismos e adivinhações, hehe.
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O ritmo das músicas fez o público se remexer (dançar?) displicentemente, devagar. (Nota mental: a MESS tem um som MASSA pra chamar uma mina pra dançar junto, numas de #vemcáminhanega.).“Don't Mess with my Heart”, já registrada em gravação pela banda, parece mais pulsante e envolvente ao vivo. Musicão. E me ganharam, num golpe baixo, quando tocaram uma versão de “Make It Wit Chu”, do QotSA. Tocar um som da banda mais foda do planeta é covardia. Mas, provando serem mais malvados, fecharam a noite com (a já citada) PJ. Curto-os cada vez mais. Do it too!
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Mais discotecagem, mais contato (anti)social. Mais CEWA – agradeço a quem me cedeu goles quando meus copinhos plásticos secavam. Tempo pra descobrir que, mesmo com o tempo nublado, a temperatura não chegou a um totalmente confortável para sair de calças. Mesmo a noite. Calor = CEWA sempre à mão. No som, entre outras cousas, um ou outro 'hit' da madrugada da eMeTeVê.
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Começa a seção de WALVERDIANAS.
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(É interessante registrar que faz algum tempo que eu tento cumprir uma meta em shows da Walverdes: me comportar, parecer um guri 'direito'. Explico: sempre quando ouço os caras perco – ainda mais! – a noção social. Começo a pular e bater cabeça em movimentos caóticos e, sabe-se, isso é meio 'incomum' no meio portoalegrense, onde a maioria do pessoal preza MUITO pela pose e pelo penteado, hehehe. Essa reação involuntária acaba atrapalhando 'outras ações noturnas', como ARTICULAR um #eaêminabelezza? pra umas loirinhas aparentemente simpáticas postadas no entorno, na hora do show. Mas enfim, azar... Uma vez mais passei por cima dessa resolução.)
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Poisentão. A Walverdes iniciou os trabalhos da noite com “Altos e Baixos”, do monolítico Playback, de 2005. E o que veio depois foram mais pedradas. A ordem delas a (falha) memória não me entrega, mas ouvi “Saturno”, “Viajando na AM” (que fazia algum tempo que não aparecia nos setlists da banda, pelo que lembro), “O Mundo Não Pode Parar”. Após umas quatro ou cinco músicas o Mini reclama da voz, que está acabando. O Andrio, que também tava ali frente ao palco é recrutado e assume o microfone. Eles mandam “Suck You Dry”, do Mudhoney, e “Breed”, clássicão do Nirvana (do ainda mais clássico Nevermind, hoje um rapaz prestes a completar VINTE anos).
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Também tiveram, claro, músicas novas, como “Basalto” e “Não Edifício”. Interessante o uso desses trocadilhos nas letras – 'mais alto' e 'não é difícil', respectivamente. Certamente a gramática tem uma definição pra isso. Eu não lembro. As canções do recém lançado “Breakdance” parecem minimalistas (não é trocadilho com a coluna do Mini na Oi FM, hehe!), mais 'retas' em comparação ao peso do disco antecessor.
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E eles ainda tocaram uma pérola que (pelo menos) eu nunca vi entre os mp3 da banda – lapso meu? –, “Adeus Mussum”. Música essa que provavelmente não se chama Adeus Mussum, e que cita, além do Rei do Mé, outras personas 'idas' como Mário Quintana, Bukowski, Teixeirinha e Kurt Cobain.
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Após o final com o medley walverdiano de Swett Leaf e uma faixa instrumental que aparece no final do Playback, o Jekyll volta a discotecagem. Hora de pagar a comanda e pensar na hora pra pegar o ônibus pra voltar à PÁTRIA GRAVATAIENSE para, horas depois – num bate-e-volta mucho louco – estar novamente batendo perna na Capital. Mais leve e alegre do que antes, certamente.
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(Eu geralmente dou links aos nomes - de bandas, pessoas... - citados nos texto. A preguiça não deixou dessa vez. Erasisso.)
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(Post atualizado com fotos de Theo Portalet)
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Ou como eu fui ao show da Damn Lazer Vampires e não estive lá
Vociferado por Pig Spirit, psicografado por Zuco
Tudo começou, por ironia, na mesa de um bar. Mais precisamente numa mesa do Xis do Alemão, defronte a Unisinos, quando convenci o sr. Thiago a gazear a aula de quinta(o dia da semana, não a qualidade da cadeira) para uma interação etílica. Depois da terceira ceva o Thiago comentou sobre sua intenção de ver um show da banda gravataiense Damn Lazer Vampires no sábado seguinte num barzinho em Cachoeirinha. Não era a primeira vez que ouvia o nobre colega comentando sobre a banda. Ele é um fã entusiasta do som que o pessoal faz. Um punk rock de qualidade com um visual vampiresco muito afudê, dizia ele. Estava curioso pra ver a performance da galera ao vivo, além de estar afim de mudar de ares(viver em Campo Bom está me matando). Por isso me auto-convidei pra participar da empreitada com ele. Thiago achou uma boa idéia (na mesa de um bar, regadas a cerveja, todas as idéias parecem boas), e combinei que se desse iria pra Gravataí no sábado.
Sábado, aniversário de 54 anos da gloriosa Sapiranga, onde trabalho como estagiário na Assessoria de Comunicação da Prefeitura. Intimado pra trabalhar (No sábado? Vocês tem noção?). Porém a convivência com os políticos está me tornando um negociador. Olha chefa, será que dá pra me incluir fora dessa? E não é que fui liberado! Mais não de graça. Foi somente graças ao meu trabalho na cobertura do Carnaval no domingo anterior(não desfilei, mas não saí da avenida). Vamos pra Gravataí, pois então.
Convidei o Tiago, meu primo, pra essa aventura. Munidos de quarenta reais no bolso(cada um) e um pacote de amendoim japonês salgado(meu grande vicio) partimos rumo ao desconhecido, digo, Gravataí. Saímos seis da tarde de CB. Uma hora de translado até são Leopoldo, mais uma hora até Gravataí, quando desembarcamos as oito e pouco naquilo que parecia ser o centro da cidade devido a configuração: um hipermercado, um posto de gasolina, uma praça, uma pizzaria e uma igreja nas imediações(já dá pra iniciar uma civilização por aqui, eu conclui). Liguei para que o Thiago viesse ao nosso encontro, antes de sermos assaltados ou estrupados(ainda antes de sair de casa minha mãe disse preocupada: não vai pra Gravataí, meu filho, aquilo é muito violento!).
Enquanto esperávamos fomos até o hiper nos preparar para a noite. Emborcamos reto no corredor de bebidas. Escolhi a vodka. Sempre escolho a vodka(tenho aprendido a falar russo também, mas isso eu conto em outra postagem). Já o Tiago queria um vinho e não estava afim de negociar. Não conseguimos chegar a um consenso e acabamos levando a vodka e o vinho. Além da Fanta Uva necessária pra deixar a vodka tragável. Fomos até a praça ali perto e esperamos a chegada do anfitrião.
Nove e pouco o Thiago chegou com sua camiseta de tiete do Dawn Lazers Vampires e fomos com ele até o banco pra sacar parte do seu suado dinheiro, que seria convertido posteriormente em cerveja(suor vira cerveja*, aguá vira vinho+, cada santo com seu milagre). No caminho ainda tivemos a oportunidade de nos depararmos com uma cena insólita: uma festa evangélica acontecendo dentro de uma funerária. Perfeitamente normal pra um grupo como o nosso que iria ver uma banda de vampiros dali a algumas horas. Mal saímos do banco já abrimos a vodka e preparamos nosso primeiro drink. O gosto doce da Fanta Uva escondia perfeitamente o ranço traiçoeiro do álcool. Fizemos uma longa caminhada até a casa do Thiago e já chegamos lá levemente calibrados. O cão do Thiago(eu preciso fazer essa reclamação) não gostou de mim. Não quero levantar uma falsa acusação, mas acredito que tenha sido por puro racismo por parte do pincher. Quando sai do banheiro da casa do Thiago ainda encontrei meu primo olhando apavorado para uma mancha de vinho no seu casaco. Olha só o que você fez, disse ele. O cara apronta o diabo na rua e diz pra mãe dele que sou eu o culpado, vai dizer que fui eu que derrubei o vinho também. È a vida, mas depois ele pagaria sua penitência e alcançaria a redenção.
Na parada encontramos a amiga de Thiago, a Tassi. Um morena, por volta dos seus vinte anos, estudante de biologia na Unisinos. Eis que surge um interresse romântico na trama do mocinho. Achei a moça bem interessante e até gostaria de te-la conhecido melhor, mas a essa altura o álcool já se embrenhara no meu organismo e começara seu trabalho nefasto. Talvez se parasse por ali, ou desse uma maneirada, seguiria melhor a noite e poderia investir minhas atenções na moça. Porém quando estou com uma garrafa de vodka na mão me peçam tudo, menos bom senso. Embarcamos no bus e seguimos rumo a Cachoeirinha.
Chegando as onze em Cachoeirinha encontramos mais um grupo de amigas do Thiago. O cara tem muitas amigas. Mais do que gostaria(não que ele não goste delas, mas é que algumas ele gostaria de passar da amizade para um outro nível de relacionamento, mas não entrarei em maiores detalhes – moças: qualquer dúvida em relação as intenções do rapaz, perguntem a ele). Minha língua já estava enrolando, seria um ótimo momento pra parar de beber. Mas ainda havia um litro da mistura mágica e eu simplesmente não conseguia parar. Ao chegar na frente do bar a duvida: o que fazer com a bebida?
Mocoziar o veneno foi a saída. Meu primo e eu levamos a garrafa até um murro e a escondemos numa folhagem pra pegarmos de volta na saída do show. Entramos no bar e nos deparamos com dois lances de escadas com uns cem degraus por lance(lembrem-se dessa escada, ela será importante no decorrer do relato). Chegando lá em cima, cada um marchou nos dez pila da entrada. Era um barzinho de uns vinte metros quadrados, com meia luz, bem pouco habitado, pelo que pude perceber. O lugar estava bem vazio. Bem mesmo. Uma duzia de gatos pingados andava pelas penumbras. As únicas mulheres pareciam ser aquelas que chegaram acompanhadas da gente. Fazer o que? Beber, eu disse. Como se meu figado já não estivesse trabalhando a toda. Ceva, pedi, só latinha, disse o camarada garçom. Dois e cinquenta a skol gelada. Tomei uma e disse: vou lá fora dar um teco na mistura e já volto. Peguei uma ficha pra poder retornar com o porteiro e desci as escadas. Degraus curtos, um corrimão de cimento salpicado, eu até persenti que aquilo ia dar merda. Fui lá dei uns goles homéricos e voltei. Mais uns minutos com o pessoal e desci novamente, fui até a folhagem e pensei(pensei só tecnicamente, que raciocinar de verdade eu não estava mais) vou levar isso até a entrada do bar e esconder atrás da porta. Grande idéia!(quando TODAS idéias parecerem boas você, com certeza, está BÊBADO!) Subi, desci, subi, desci. Isso era uma meia-noite, e já estava totalmente fora da casinha. Meu primo pediu que parasse de beber. Não ouvi e desci de novo. Cada vez andando mais rápido. Desafiando as probabilidades de dar merda. E desafiando a gravidade, que não estava mais do meu lado. Foi quando senti, descendo pela décima vez a escada, chegando no final do primeiro lance, que tinha errado o degrau. Control-alt-del, dá um pause, reseta, nada adiantou. Voei. E foi bom, por um segundo foi bom. Mas depois veio a parede, de encontro a minha cabeça, e cai. Devia saber que num enfrentamento entre o meu crânio e a parede eu sairia perdendo. Levantei não sei se sozinho ou com ajuda de alguém) e desci, tomei mais um gole de bebida, o resto da mistura. E era isso. Depois só me lembro das seis horas da manhã quando eu e os T(h)iagos estávamos na parada esperando um ônibus pra São Leopoldo. A essa hora minha consciência começou a voltar, devagar. O Thiago esperou junto da gente até o ônibus chegar, as oito da manhã, para só então pegar o seu ônibus pra Gravataí. Duas horas depois eu chegava em Campo Bom, as oito da manhã, e me atirava em minha cama.
Uma hora da tarde de domingo acordei, ainda bêbado. Levantei e fui tomar um banho gelado pra ver se o porre passava, pra só então poder curtir a boa e velha ressaca. Minha cabeça doía, por dentro e por fora. Até mesmo as gotas da água do chuveiro machucavam ao bater em meu couro cabeludo(não muito cabeludo). Comecei a fazer um levantamento de danos. Relatório de estragos: No topo da minha cabeça havia um caroço, que eu sabia ser da batida na parede. Na nuca, no lado esquerdo da base do meu crânio também havia um caroço de impacto. As extremidades dos meus dedos da mão esquerda estavam terrivelmente roxos, como se tivessem sido esmagadas. Também tinha muita dor nas costas, na altura da minha bacia, no lado esquerdo. Além de pequenos arranhões na mão direita e uma mancha roxa na perna direita, parte posterior da coxa. Além da batida no topo da minha cabeça não sabia dizer de onde vieram os outros hematomas. Era preciso remontar a noite e não tinha as peças do quebra-cabeças. Liguei para o Thiago, o de Gravataí. Perguntei se estava tudo bem, se tinha aprontado muito(se EU tinha aprontado muito). Não, tranquilo, disse ele. Não acreditei, devia ter feito muito fiasco na noite anterior. Peguei meu guarda-chuva e sai mancando naquela tarde mormacenta de domingo até a casa de meu primo Tiago.
Ele tinha a outra parte da história, aquela que eu não me lembrava. E contou. Logo que desci as escadas os dois ouviram o barulho de minha queda e imaginaram que podia ter sido eu voando escada abaixo(me lembrei agora da cena final do Exorcista, logo eu que sou ateu, e não quero morrer igual a um padre lutando com o demônio). Me encontraram semi-consciente(por causa da bebida, por causa da batida, por causa da formação escolar numa instituição pública) e me rebocaram para o banheiro no segundo andar. È bom lembrar que eu ainda conservava a capacidade de andar, o que possibilitou minha remoção. (Para aqueles que não me conhecem é bom saberem que pertenço ao grupo dos grandes mamíferos, tenho 120 quilos e se eu cair num lugar e decidir não cooperar só um guincho pra me remover).
Chegando no banheiro os dois tentaram técnicas avançadas de ressuscitamento desenvolvidas pelo MIT(Massachusetts Institute of Tecnology) arremessando água fria na minha cara. O que explica o penteado, ou a falta dele, que eu apresentava quando cheguei em casa. Depois de me colocarem mais ou menos lúcido, os T(h)iagos me removeram até a parte de baixo do bar. Decidi não perguntar mais nada ao Tiago sobre o que fizera na noite anterior. A degradação só tem graça quando vem de pessoa alheia. Não sei ainda tudo o que aconteceu aquela noite. Nem sei se quero saber.
Resumindo: não sei se vi o show da Damn Lazer Vampires. Os caras se vestem de vampiro, tocam punk rock podreira(no bom sentido) e mesmo assim não consigo me lembrar se vi ou não o show deles naquele sábado a noite. Sei que vou voltar a beber, mas espero não chegar a tal ponto novamente. Agora ainda é fácil fazer essa afirmação, pois meus dedos da mão esquerda doem enquanto digito esse texto. Fora a minha cabeça que ainda está latejando(não descarto uma tomografia do crânio nos próximos dias). Acredito que muita coisa em nossas vidas esteja fora de nossas mãos decidir, mas pelo menos espero poder ter algum controle sobre meus atos. E a bebida não me dá essa possibilidade. Pretendo não ter mais que depender de terceiros para dizer o que eu fiz na noite anterior.
Peço desculpas aos T(h)iagos que aguentaram as pontas enquanto eu entrava em orbita. Ao primo Tiago por ter de me pajear ao invés de chegar na linda morena amiga do Thiago na qual ficou interessado. Ao colega Thiago, por ter sido um lorde Inglês ciceroneando um Irlandês maluco de 120 quilos e seu primo gente fina saído direto da renascença. E até mesmo a Tassi (devo ter causado uma má impressão tremenda com a guria) a quem gostaria de ter conhecido melhor, mas acabei estragando tudo.
Emfim, não sei se cumprirei essa meta. Já tinha prometido que não beberia mais tanto desde aquela vez quandoeu e meus amigos fomos parar na delegacia e eu fraturei a mão(Uma história pra outro post). Um dia espero alcançar a redenção, mas só depois de chafurdar mais um pouco no lodo da existência. Só espero não quebrar o pescoço no caminho. Enfim, é a vida. E a Vodka com Fanta Uva.
Esse é meu primeiro post. E acho que será um dos mais curtos que vocês vão ver por aqui. Estou sempre tentando exercitar meu poder de síntese. Mas nem sempre consigo. Tentarei.
Meu nome é Eder. 120 quilos e subindo. Cem anos de solidão. Clube da Luta. Azul. Firefox. Baixinhas. Skol. Vira-latas. Loiras. Morenas. Sopa. As que derem sopa. Negras. Preto(cor, não pego homem).29 anos. Ateu, graças a Deus. Solteiro. Jornalismo. Estágio. Miséria. Homer. Rubem Fonseca. O Cheiro do Ralo. Heminguay. Tiro na cabeça. Meu codinome é Zuco.
“O Thiago é um homem da palavra”, disse o professor que não conheço quando encontrou eu e o Thiago bebendo no bar. Foi um ótimo alógio. Fiquei com inveja do cara. Na verdade eu tento dominar meu lado mal, mas não consigo. Saiba, Thiago, que sofro da síndrome de Caim, e um dia ainda posso rachar seu crânio com uma pedra. Hehehehe. Nunca se sabe...
Eu, por minha vez, não escrevo, psicografo. Recebo os textos de um espirito de outro nível de experiencia existencial. Acho que não de um nível mais elevado. Provavelmente de um nível inferior de existência. Já disse a ele pra parar de ditar suas experiências, que não acredito nessa merda de espiritismo. Mesmo assim ele só me deixa em paz quando digito os textos para ele. O nome dele é Pig Spirit. E, antes que me esqueça, quero mais que ele não ache a luz nunca, esse chato de carteirinha.
Meu próximo post será enorme. Se a história vai valer a pena, só lendo pra saber. Os ranhentinhos que estão acostumados a entrar na internet só pra ler um ou dois parágrafos vão abandonar o texto. Vou obrigar meu amigos a lerem meus posts, ameaçando não falar mais com eles. Se não lerem mesmo assim é porque meus textos são muito ruins. Ou meu papo é muito ruim. Ou as duas coisas. Pensando melhor acho que não devo ameaçar aqueles que se arriscam a ser meus amigos.
Para meu próximo texto peço que ouçam a música do Wander Wildner, Quase um alcoolatria. Dito isso, até!