Essas coisas, logo aí embaixo... Palavras ditadas por um Ghost Writer.

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15 de mar. de 2011

Dominando o mundo!

Tá bom, nem é tanto assim. Mas é um passo interessante, com absoluta certeza. Meu último texto, uma resenha sobre o IV Sinewave Festival - chamada "Acadêmicos da Distorção, ou IV Sinewave Festival" -, está no blog do Remix ZH. A coluna é "o JK indie-rockeiro no prédio do Segundo Caderno, na Zero Hora".
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Vai lá comenta. O link taí, ó:
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Abaixo, um print da página, só pra dar um gostinho/te incetivar a ir atrás:

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14 de fev. de 2011

Uma noite na Capital com MESS e Walverdes


Quarta-feira. Chuva, pouca grana & correrias mil. Cabeça pedindo um escape. Som (bom e) alto, trago e diálogos despretensiosos – despretensiosos mesmo? Desde a semana anterior tentando decidir, ir ou não ir. Apresentações fodonas e gente legal: ir. Sem tempo, deslocamentos insanos e gastos proibitivos: não ir. Gtalk piscando aqui e ali: ir certamente.

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O 'ir ou não ir' em questão se referia à edição do projeto “Las Locas Quartas del Dr. Jekyll”, que na edição da última semana colocou no palco(?) do bar as bandas MESS e Walverdes. Decisão tomada (ir!), rumei de Gravataí (aka Bromelândia) à Capital da Província, HAPPY HARBOUR – segundo Paul McCartney, orientado por nativos.

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Ônibus esparsos, percurso longo. Neil Young embalando o passeio noturno. Rock n' roll can never die. Próximo a meia-noite encontro o MANO Taiguara no centrão de Poa – Camelódromo feelings. Subimos a Dr. Flores, uma rua pra cá, outra pra lá... Caímos na Cidade Baixa.

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Na chegada ao Jekyll, indecisão (1) e surpresa (2): 'pegar uma ceva no Bell's? (1)' e 'bastante gente pra uma quarta de fevereiro! (2)'. Não fomos ao Bell's e, pelo calor e a caminhada, pegamos a primeira CEWA no recinto dos shows - antes, na fila para a entrada já ouvia um Kyuss rolando lá dentro. Sorri virtualmente.

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Aos duros, Kaiser. Sendo gelada numa noite quente, ótimo. Ao entrar a exclamação da chegada se reafirma: realmente tem bastante gente, mais do que o habitual, ao que parece. Também anormal, aparentemente, o número de moças – E Deus salve o verão e seus tecidos esvoaçantes/curtos/justos. It's only rock n' roll. But I like it.

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E aí vai-se encontrando o pessoal de sempre. Ou de nem sempre. O Tito, da Telecines (de anos em festa), a Alessandra, da Lautmusik, o Andrio (Superguidis, Urso e um TC sobre Nirvana que vai pra gaveta?) e mais um ou outro que eu cumprimentei – péssimo hábito esse de não mirar o rosto das pessoas. Um outro tanto de gente que eu conheço, mas pela bicho-do-matisse-aguda não acenei. E a Jana(ína), moça que tava de DIDJÊI, e pra qual eu já tinha dado um ou outro pitaco – sou chato – musical anteriormente.

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Papo aqui, papo ali, não demora muito começa a primeira apresentação.

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MESS – A banda, em comparação aos colegas de noite walverdianos, é relativamente nova, mas todo mundo já tem um tempo de estrada com bandas anteriores.

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Vi uma apresentação da banda há cerca de um ano, mas dessa vez eles mostraram uma “presença de palco” diferente. Parece que acharam uma coesão ou sei-lá-o-quê na performance ao vivo que eu não tinha percebido da outra vez – uma coisa que parece fazer transparecer a frase 'nós sabemos o que queremos e o que estamos fazendo' na fisionomia dos integrantes. Talvez dê pra resumir esse monte de metáforas que eu amontoei em um adjetivo: segurança. Isso define a postura dos quatro integrantes.

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A MESS faz referências a PJ Harvey, Mark Lanegan... E, talvez ninguém entenda essa diretamente: Johnny Cash, pelas linhas de baixo e melodias que me lembraram um tanto o country do Homem de Preto – no dia após escrever esse parágrafo descubro que eles iniciaram o show com uma versão do cara; tou bem em achismos e adivinhações, hehe.


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O ritmo das músicas fez o público se remexer (dançar?) displicentemente, devagar. (Nota mental: a MESS tem um som MASSA pra chamar uma mina pra dançar junto, numas de #vemcáminhanega.).“Don't Mess with my Heart”, já registrada em gravação pela banda, parece mais pulsante e envolvente ao vivo. Musicão. E me ganharam, num golpe baixo, quando tocaram uma versão de “Make It Wit Chu”, do QotSA. Tocar um som da banda mais foda do planeta é covardia. Mas, provando serem mais malvados, fecharam a noite com (a já citada) PJ. Curto-os cada vez mais. Do it too!

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Mais discotecagem, mais contato (anti)social. Mais CEWA – agradeço a quem me cedeu goles quando meus copinhos plásticos secavam. Tempo pra descobrir que, mesmo com o tempo nublado, a temperatura não chegou a um totalmente confortável para sair de calças. Mesmo a noite. Calor = CEWA sempre à mão. No som, entre outras cousas, um ou outro 'hit' da madrugada da eMeTeVê.

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Começa a seção de WALVERDIANAS.

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(É interessante registrar que faz algum tempo que eu tento cumprir uma meta em shows da Walverdes: me comportar, parecer um guri 'direito'. Explico: sempre quando ouço os caras perco – ainda mais! – a noção social. Começo a pular e bater cabeça em movimentos caóticos e, sabe-se, isso é meio 'incomum' no meio portoalegrense, onde a maioria do pessoal preza MUITO pela pose e pelo penteado, hehehe. Essa reação involuntária acaba atrapalhando 'outras ações noturnas', como ARTICULAR um #eaêminabelezza? pra umas loirinhas aparentemente simpáticas postadas no entorno, na hora do show. Mas enfim, azar... Uma vez mais passei por cima dessa resolução.)

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Poisentão. A Walverdes iniciou os trabalhos da noite com “Altos e Baixos”, do monolítico Playback, de 2005. E o que veio depois foram mais pedradas. A ordem delas a (falha) memória não me entrega, mas ouvi “Saturno”, “Viajando na AM” (que fazia algum tempo que não aparecia nos setlists da banda, pelo que lembro), “O Mundo Não Pode Parar”. Após umas quatro ou cinco músicas o Mini reclama da voz, que está acabando. O Andrio, que também tava ali frente ao palco é recrutado e assume o microfone. Eles mandam “Suck You Dry”, do Mudhoney, e “Breed”, clássicão do Nirvana (do ainda mais clássico Nevermind, hoje um rapaz prestes a completar VINTE anos).

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Também tiveram, claro, músicas novas, como “Basalto” e “Não Edifício”. Interessante o uso desses trocadilhos nas letras – 'mais alto' e 'não é difícil', respectivamente. Certamente a gramática tem uma definição pra isso. Eu não lembro. As canções do recém lançado “Breakdance” parecem minimalistas (não é trocadilho com a coluna do Mini na Oi FM, hehe!), mais 'retas' em comparação ao peso do disco antecessor.

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E eles ainda tocaram uma pérola que (pelo menos) eu nunca vi entre os mp3 da banda – lapso meu? –, “Adeus Mussum”. Música essa que provavelmente não se chama Adeus Mussum, e que cita, além do Rei do Mé, outras personas 'idas' como Mário Quintana, Bukowski, Teixeirinha e Kurt Cobain.

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Após o final com o medley walverdiano de Swett Leaf e uma faixa instrumental que aparece no final do Playback, o Jekyll volta a discotecagem. Hora de pagar a comanda e pensar na hora pra pegar o ônibus pra voltar à PÁTRIA GRAVATAIENSE para, horas depois – num bate-e-volta mucho louco – estar novamente batendo perna na Capital. Mais leve e alegre do que antes, certamente.

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(Eu geralmente dou links aos nomes - de bandas, pessoas... - citados nos texto. A preguiça não deixou dessa vez. Erasisso.)

.Link

(Post atualizado com fotos de Theo Portalet)

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14 de jun. de 2010

Foi foda, só pra variar (On The Rocks #3).


Sem palavras, pelo menos por enquanto. No entanto, fotos temos muitas. Aqui, ó, no Flickr da #onthe_rocks: http://bit.ly/d26NHn

13 de mai. de 2010

Quem foi, foi. Quem não foi...




... PERDEU, truta! Mais fotos no Flickr da On The Rocks.

E junho ainda está por vir, uáhahahaha!!

(Provavelmente eu não escreva sobre essa segunda edição. Já estou bem contente com o resultado que consegui através de algumas fotos mezzo-toscas, hehehe!)
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9 de abr. de 2010

Ainda dá pra acreditar nesse tal de Roquenrou – On the Rocks #1



Lotação máxima. “Ninguém entra enquanto alguém não sair.” Garrafas (todas!) vazias bem antes do esperado. Gente louca cantando em uníssono.

Não, isso não foi mais uma festa “descolada” com DJs modernos na Capital da Província. Pasmem, mas esse foi o cenário de um SHOW com bandas de rock da região de Porto Alegre – o que, infelizmente, parece pouco comum ultimamente.

Talvez mais incomum ainda tenha sido a cidade que abrigou esse evento regozijante para os apreciadores de som alto AO VIVO. Cachoeirinha – aqui do lado de Porto Alegre. Hein? Como assim?!

Pois então. Essas são algumas considerações sobre a primeira edição da festa On the Rocks, que aconteceu no último sábado e teve as apresentações das bandas Frida (ex Frida Kahlo, da cidade) e Telecines (de Porto Alegre).

A iniciativa da festa veio para dar espaço (cada vez mais raro, aparentemente) às bandas que têm trabalhado (ficar em casa esperando “ser descoberto” não vale!) para divulgar seu som e reforçar o circuito rock da Grande Porto Alegre, que, mesmo ao lado Capital, tem uma lógica completamente diferente de público e espaços de divulgação. E, óbvio, dar rock a quem quer rock!

O bar Jack Rabbit abriu as portas por volta das 23 horas e, pouco depois da meia-noite, já estava abarrotado de gente. Com isso, o pessoal da Telecines tomou o palco para mostrar suas músicas recheadas de Big Muffs e influências “noventistas”.

Foi a último show da turnê de estréia (f#da-se o Acordo Ortográfico!) da banda, que desde fevereiro passou por Novo Hamburgo, Santa Maria (na última edição do Grito Rock), Carlos Barbosa e, claro, sua cidade natal. E o público se mostrou receptivo. Após as primeiras músicas alguns pulavam e dançavam (que já conhecia alguma das músicas disponibilizadas no Myspace da banda até arriscou cantarolar alguns refrões).

Menos de uma hora depois, a Frida iniciou uma apresentação que já começou com platéia ganha. Dona da casa, e há algum tempo sem aparecer ao vivo, foi recebida com entusiasmo pelo público, que cantou junto as letras do Sandro – vocalista e guitarrista do quarteto.

Pouco antes disso já havia fila na porta do bar. Gente querendo entrar, mas sem lugar pra ocupar. Dentro do pub, em torno de 200 pessoas cultuando esse tal Roquenrou de uma forma louca como não ocorria, dizem, desde os lendários shows de TNT e Cascavelettes na cidade, ainda na década de 80 (!).

A Frida fechou seu set com o “meio-blues” Professora Inês, cantado pela platéia que subiu no tablado e tomou os microfones – tem vídeo no Youtube pra conferir essa doidera.

O público também deu show. Lotou o bar, deu atenção às duas bandas e mostrou que, com organização e bandas legais, dá pra fazer uma festa rock que contemple tanto quem assiste como quem toca e produz.

Festeiros “profissionais”, gente que há muito não ia a shows e a gurizada “verde” fizeram da noite do último dia 6 uma data pra ser lembrada.

Como disse o Sandro, no #twitter (@pensandro), "ninguém era público, ninguém era artista. Todo mundo era tudo, todo mundo era um!".


E isso foi só o começo. Que venham mais edições da On the Rocks e iniciativas como essa por todas as plagas. Amém.
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6 de abr. de 2010

Aloha, 2010!

Meses - quase meio ano, Thiago!! - sem postar nada nessa joça! Mas agora tudo vai melhorar, daqui pra frente meu comportamento vai mudar (rima intencional)... Não espero que alguém (algum dos 5 leitores(as) deste moribundo blog) acredite nisso. Afinal, nem eu sei se acredito, hehehe! Se não é uma promessa, pelo menos é uma meta, postar pelo menos 3 (três!) coisas por mês.

Nesse tempo sem atualizar o CE algumas coisas aconteceram na vida deste escriba (não muitas, mas signficativas, creio):

Provavelmente meu QI diminuiu devido à falta de uso e exercício nos últimos 9 ou 10 meses;

Fui ver o Sonic Youth e o Stooges (isso eu avisei aqui?) e comecei a escrever sobre...

Virei um "produtor cultural" (vulgo rockeiro-vagabundo-organizador-de-shows-que-rendem-pouco-mas-divertem-infinitamente) e organizo, ao lado do grande (mas não muito alto, hehehe!) amigo Taiguara, a "@onthe_rocks" - festa que veio pra ser um reduto do rock AO VIVO na Região Metropolitana de Porto Alegre, em contraponto às crescentes festas de discotecagem na Capital;

E, contraditoriamente, passo a gostar cada vez MENOS dos passeios noturnos (e os malditos rituais juvenis de sociabilidade);

Não tenho mais estágio - PROCURO emprego/estágio/trabalho-escravo! (Em Comunicação ou não, fazeroquê?!);

Estou tocando, junto a uns colegas da #Unisinos, um projeto de Rádio megalomaníaco: traçar um panorama do rock independente em Porto Alegre e região...


... E provavelmente alguma outra coisa engraçada/interessante (ou nem tanto) que certamente devo ter esquecido. Ahhh! Fiz um Flickr, procura por "thiagoks" por lá.

Pra "comemorar" a volta, vou postar a resenha que fiz da primeira edição da On the Rocks, que teve como atrações as bandas Frida (preferia quando o nome era Frida Kahlo, mas tudo bem...) e TeleCines. Dêem uma olhada e comentem, por favor.
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15 de ago. de 2009

Nesse sábado, em Cachoeirinha

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Divulgando um show de rock na região. Com uma boa banda, que é Os Vespas (até já fiz uns comentários sobre eles aqui, no CE).
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12 de ago. de 2009

"Elevator GOIN' UP!"

O título deste post é cortesia dos ingleses do The Clash, frase inicial da música "Koka Kola" - lembranças da época em que COMI o "Mate-me por favor" pela primeira vez, ao som do disco London Calling em tardes amenas de 2005 (ou seria 2004?).

Mas eu vim aqui atualizar essa coisa só pra uns comentários rápidos:

#LittleJoy - não vou (DE NOVO!) ao show... Muita grana, muita mão, sem parcerias dispostas. Estou ficando velho. ALÉM DISSO, vocês já devem ter notado o "branco" que ficou na postagem anterior. Pois bem, ali eu tinha postado uma imagem de outro site com um flyer dos shows do #littlejoy no Brasil e tal. Apagaram o site, ou a imagem, e como não guardei cópia, fica assim.

#ThemCrookedVultures - vocês já ouviram falar dessa banda, né?! ela reúne os melhores guitarrista-e-baterista da atualidade, Josh Homme (#QotSA) e Dave Grohl (#FF e #NIRVANA!), respectivamente (FINALMENTE o Grohl voltou a SENTAR A BUNDA no banquinho da bateria, pelamordedeus!). Pra completar, simplesmente, JOHN PAUL JONES como baixista. Você NÃO sabe quem é ele?! Pois não merece respirar, então...

A história sobre o #TCV é longa, e a minha madrugada é curta, portanto, com este PONTAPÉ que lhes proporciono, saiam a busca de informações na internet (#orkut, #facebook e #twitter são boas pistas). Abaixo, 14 SEGUNDOS do que eles já liberaram (eles fizeram o 1º show essa semana, mas os arquivos na internet são de baixa qualidade):



Mais um link para o Crooked Vultures aqui.

E por fim, mas não menos interessante, domingo tou pensando em ir a #Portalegre ver um show(?), peça(?), do #EronDalMolin, radialista que admiro (CULLLPADO, portanto, nesta minha escolha insana pelo #Jornalismo) e humorista de mão-cheia. O mais importante = é DE GRAÇA! Uhúúú.

Infos AQUI.

Acho que erasisso. Fui-me!
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21 de jul. de 2009

De Dostoiévski a Bataclan - Festival de Inverno de Porto Alegre

Tava zapeando na TV nessa noite-madrugada de segunda quando vi a reprise do Radar (... programa gaúcho secular - rimou!) e vi o coordenador de Comunicação da (secretaria de) Cultura da Capital-da-Província falando sobre o Festival de Inverno. Só pelo que eles citaram na conversa já me interessei e, entrando na "internéti" fui conferir a agenda completa.

Segue, abaixo, o achei de mais interessante no Festival. Claro, nem preciso dizer - You Know -, minha opinião é SIMPLESMENTE a VERDADE ABSOLUTA. Confiram:



Festival de Inverno de Porto Alegre 2009


De 27 a 31 de Julho

9h30
Nietzsche e Dostoiévski - Oswaldo Giacóia Jr - Sala Álvaro Moreyra

Será oferecida uma introdução ao pensamento de Nietzsche e Dostoievski sob a ótica de sua atualidade e relevância, abordando, a cada dia, um aspecto essencial de sua filosofia.

De 28 de Julho a 2 de Agosto

sessões: 15h, 17h e 19h
Ciclo de Cinema - Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro

Mostra de curtas da escola de cinema Le Fresnoy, uma das mais prestigiadas da França (28 de julho a 2 de agosto);
Exibição do documentário Conversas com Jean-Luc Godard, de Alain Fleischer (diretor da Le Fresnoy), inédito no Brasil (dias 29 e 31 de julho e 2 de agosto);
Sessão comemorativa dos 25 anos de lançamento do filme Nunca Fomos Tão Felizes, de Murilo Salles, com a presença do diretor e do ator Cláudio Marzo (30 de julho, 19h);
Lançamento do livro Dicionário de Filmes Brasileiros, de Antônio Leão da Silva Neto, com a presença do autor (1º de agosto, 17h).

30 de Julho

18h30 - Palestra
Contra os Mitos Argentinos - Juan José Sebreli - Teatro Renascença

Juan José Sebreli é dos maiores sociólogos da Argentina e também uma estrela midiática. Autor de Cômicos e Mártires - Ensaio Contra os Mitos, demole alguns dos maiores ícones de seu país, como Maradona, Carlos Gardel, Evita Perón e Ernesto Che Guevara.

19h - Show
Bataclã FC (show Richard Serraria) - Teatro de Câmara

A banda gaúcha Bataclã FC se apresentará no 4. Festival de Inverno no Teatro de Câmara dia 30 de julho às 19h como convidada do músico Richard Serraria com o show Crenças ao Céu Aberto.

1º de Agosto

19h - Show
Pública - Teatro de Câmara

Grande vencedora do Prêmio Açorianos de Música 2008, a Pública será uma das atrações do 4. Festival de Inverno e faz seu show dia 1º de agosto às 19h, no Teatro de Câmara.

21h - Show
Banda Municipal de Porto Alegre – Teatro Renascença

Set List:
1) Dja (abertura do espetáculo com um tributo à Djavan) arranjo de disco; com a Banda Municipal somente
2) "Suíte Pernambucana de Bolso" composição de Mestre Duda; com a Banda Municipal somente
3) Ângela Jobim canta "Baby" e "Tropicália", ambas de Caetano Veloso
4) Vanessa Longoni canta "Sabiá" de Tom Jobim e Chico Buarque e "Arrastão" de Edu Lobo
5) Marisa Rotenberg canta "Alegria Alegria" de Caetano Veloso e Sá Marina de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar.
6) Andréa Cavalheiro canta "Que Pena" de Jorge Benjor e "Cérebro Eletrônico" de Gilberto Gil
Outras virão. Pode ser que feche o espetáculo com "Panis et Circences" com as quatro cantoras juntas.

Ingressos e senhas gratuitas

Shows
1) De 21 a 24 de julho os ingressos para os shows do 4. Festival de Inverno serão vendidos EXCLUSIVAMENTE na Usina do Gasômetro (av. Pres. João Goulart, 551), de 10h a 20h, em oito guichês.
2) No dia 25, a venda será transferida para o Centro Municipal de Cultura (av. Érico Veríssimo, 307) das 13h às 18h.
3) Apenas a partir do dia 26, se ainda sobrarem ingressos, as bilheterias dos locais de shows vão vendê-los.
Preços
Os shows no Teatro Renascença, Teatro do CIEE, Theatro São Pedro, Teatro do Bourbon Country e Opinião entre os dias 26 de julho e 3 de agosto custarão entre R$ 10,00 e R$ 20,00.
Shows gratuitos
Todos os shows no Teatro de Câmara e na Usina do Gasômetro serão gratuitos. Para estes será necessário retirar senha uma hora antes dos eventos no local.

Cursos, oficinas e palestras
As inscrições para os cursos e oficinas começaram no dia 3 de julho na Livraria Ilhota do CMC, das 9h às 12h e das 13h às 18h. Não há inscrições via internet.
Endereço: Centro Municipal de Cultura - Livraria Ilhota
Av. Erico Verissimo, 307 - CEP: 90160.181
Telefone: 3289-8069
Preços
Os cursos e oficinas custarão entre R$ 10,00 e R$ 20,00 e terão duração aproximada de 90 minutos, cada encontro.
Palestras Gratuitas
As palestras no Teatro Renascença serão gratuitas, com retirada de senhas no local uma hora antes dos eventos.

Ciclo de Cinema
O ciclo de cinema e suas palestras acontecerão na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro (av. Pres. João Goulart, 551 - 3. Andar), a preços usuais (R$ 3,00 a meia entrada e R$ 6,00). Para os que quiserem assistir apenas as palestras do ciclo após a exibição de filmes, não será cobrado ingresso.
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Mais informações no site da Secretaria de Cultura de Poa, nesse link.

Obs.: Eu ia postar algo totalmente diferente, ainda relacionado ao meu "encontro com o jazz", mas esse Serviço se fez urgente. É provável que os ingressos e inscrições acabem MUITO rápido.
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6 de jul. de 2009

Super, mas nem tão novas (musicais e textuais)

Ou Macacos Gêmeos & Camelos Virgens

Aloha, amiguinhos. Estou crendo que, nessas férias da faculdade, vou postar com maiorfrequencia. Quero acreditar nessa bela inverdade.

O semestre está (quase!) acabado... Tenho nessa terça, ainda, uma prova de recuperação. Justamente em Redação (III), única matéria na qual tinha nota “azul” (a/c #EduardoHerrmann, hahaha. Piada interna) ao fim da primeira metade do semestre (vulgo Grau A, para o não iniciados nos ritos semestrais d'Aquela Grande Instituição de Ensino “Superior” do Vale dos Sinos que eu frequento). Logo a disciplina onde MAIS me destaco – fato, escrevo textos melhores do que a maioria dos colegas em metade do tempo & com 70% menos interesse e/ou disciplina. Falsa modéstia aos fracos, pois. Hahaha.

Poisentão. Nessa “cadeira” eu estou de recuperação. Creio que pela minha indisciplina, certamente, o professor me pregou essa peça. Pois não creio que alguém (inegavelmente bom no que faz em aula) fique abaixo da nota necessária por MEIO PONTO. Tudo bem, serão dois textos dissertativos (entre Editorial, Artigo e Crônica) sobre um mesmo tema. Não farei com uma mão amarrada, pois isso realmente atrapalharia a digitação, mas com os olhos no que a internet da Unisinos tem a me oferecer, com toda a certeza.

Falando na aula de Redação (III), foi nela que o meu texto mais PERTURBADOR – heavy metal mesmo! - foi RECORTADO, dilacerado. Dia desses posto-o aqui. E olha que ele tem, além do parágrafo removido SEM ANESTESIA, um final “na versão do diretor”, digamos. (Eu mudei o final do texto que foi publicado no jornalzinho do Centro 3 a pedido do professor.)

Mas vamos à música, que é o que me interessa mesmo.

O Mark Lanegan fez show em São Paulo (junto como o Greg Dulli, ou vice-versa, segundo o pessoal que foi e postou na comunidade do cara no Orkut) na mesma noite em que eu fiz meu MELHOR Programa do Aluno, na Unisinos FM. É claro, ninguém ouviu, além da minha mãe, meu pai e meu irmão. Eu SEI! Mas eu pude mandar e desmandar na minha rádio preferida (e que me fez estudar Jornalismo) por uma hora. Tem coisas que o Mastercard não paga. Mesmo. Mas ele pagaria ida à SP e ingresso para o show. E apesar de ter colocado pra tocar muita doidera na Unisinos FM, eu queria mesmo era estar em São Paulo naquela noite. Fazeroquê, né?!

Shows “Internacionais” na capital da Província, este mês:

Macaco Bong, quinta que vem (9), no mesmo Ocidente em que eu vi a Damn Laser Vampires no último dia 2. Os caras fazem um rock instrumental-virtuoso-from-hell-com-referências-mil. É isso, não tem muito o que explicar. Irei, certo.

Velhas Virgens. Rock n' roll safado como sempre deveria ser. Influência de Blues, putarias, tragos e mil coisas mais. Dia 12 - domiiiingo! -, no Opinião. Quero ver. Irei, acho.

Marcelo Camelo no Teatro do Bourbon Country, dia 19. Tipo, dentre os “Bítous”, eu sempre vou preferir o Amarante. Mas só que o “Paul” vai vir a Porto (uma cidade não muito) Alegre acompanhado pelo HURTMOLD!! E o Hurtmold é SIMPLESMENTE uma das cinco melhores bandas desse País atualmente. Séria candidata a uma das DEZ melhores do UNIVERSO!! E sabe-se lá quando terei outra oportunidade de gritar “O meu, vocês são foda!” pro pessoal do Hurtmold?! Estou lá, já.



Fora isso, mandei um email pra uma promoção. (E daí, Thiago?) Bom, e daí que, caso eu seja selecionado (update: Nããão!) e depois escolhido pelo VOTO POPULAR (alô, é nessa hora que vocês, milhares de leitores deste blog, entram em ação!) pra discotecar no Laika, em Porto Alegre. Discotecar? Poisé, isso mesmo. Enquanto eu não consigo montar/produzir uma banda de rock de verdade, decente, vou tentando outras possibilidades. Além do quê poderei ENSINAR aos portoalegrenses (grande parte indies BUNDÕES!) o que é rock.

Mais informações em breve (mais do que vocês devem imaginar, hehehe!)

Trust!
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11 de jun. de 2009

Foi, então?!

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3 de abr. de 2009

Só pra atiçar

Dêem uma olhadinha .

É só um arremedo mal-feito do que eu tenho em mente [alô, megalomania, hahaha!], mas já é algo. Tudo bem, eu admito que dificilmente conseguirei "parir" as idéias [com é!] da forma perfeita como elas "flutuam" na minha cabeça. Fato. Mas o texto que sairá AQUI certamente será mais fodão do que a "pseudo resenha" de lá.

Amarras jornalísticas, pé no saco, pois.
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26 de mar. de 2009

Vamos linkar uma foto, enquanto o Seu Texto não vem...

Acho que uma "resenha" só será parida na sexta-feira, e olhe lá! Mas já postei uma imagem do domingo lá no Master_Liga. Não é uma foto do show, ou da banda, mas eu achei ótima. Por enquanto não vou explicar muito. Só dizer que a excursão foi legal, o show valeu o esforço e a experiência adquirida nessa viagem ainda não foi totalmente computada. E nem poderia ser agora, integralmente.

Mas eu queria "Just", "2+2=5" e "Wolf at the Door".
Ahhh, eu queria!
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Não Esqueçam passem [pra ver a imagem].
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20 de mar. de 2009

E lá vamos nós

A incrível jornada começará por volta das 6 e meia da manhã desse sábado. E só termina deus-sabe-lá-quando! Quase perdi a excursão, tivwe de argumentar muito em casa, mas agora é definitivo... Lá vou eu ver os "cabeças de rádio" e o show de reunião dos "bítous", hahahahaha!

São Paulo que se prepare, hohoho!

[E tomara que eu consiga canalizar a minha empolgação para a produção de um texto fodão... Assim desejo.]



Saudações e até a volta, cambada!
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3 de mar. de 2009

Damn Vodka With Fanta Uva

Ou como eu fui ao show da Damn Lazer Vampires e não estive lá

Vociferado por Pig Spirit, psicografado por Zuco

Tudo começou, por ironia, na mesa de um bar. Mais precisamente numa mesa do Xis do Alemão, defronte a Unisinos, quando convenci o sr. Thiago a gazear a aula de quinta(o dia da semana, não a qualidade da cadeira) para uma interação etílica. Depois da terceira ceva o Thiago comentou sobre sua intenção de ver um show da banda gravataiense Damn Lazer Vampires no sábado seguinte num barzinho em Cachoeirinha. Não era a primeira vez que ouvia o nobre colega comentando sobre a banda. Ele é um fã entusiasta do som que o pessoal faz. Um punk rock de qualidade com um visual vampiresco muito afudê, dizia ele. Estava curioso pra ver a performance da galera ao vivo, além de estar afim de mudar de ares(viver em Campo Bom está me matando). Por isso me auto-convidei pra participar da empreitada com ele. Thiago achou uma boa idéia (na mesa de um bar, regadas a cerveja, todas as idéias parecem boas), e combinei que se desse iria pra Gravataí no sábado.

Sábado, aniversário de 54 anos da gloriosa Sapiranga, onde trabalho como estagiário na Assessoria de Comunicação da Prefeitura. Intimado pra trabalhar (No sábado? Vocês tem noção?). Porém a convivência com os políticos está me tornando um negociador. Olha chefa, será que dá pra me incluir fora dessa? E não é que fui liberado! Mais não de graça. Foi somente graças ao meu trabalho na cobertura do Carnaval no domingo anterior(não desfilei, mas não saí da avenida). Vamos pra Gravataí, pois então.

Convidei o Tiago, meu primo, pra essa aventura. Munidos de quarenta reais no bolso(cada um) e um pacote de amendoim japonês salgado(meu grande vicio) partimos rumo ao desconhecido, digo, Gravataí. Saímos seis da tarde de CB. Uma hora de translado até são Leopoldo, mais uma hora até Gravataí, quando desembarcamos as oito e pouco naquilo que parecia ser o centro da cidade devido a configuração: um hipermercado, um posto de gasolina, uma praça, uma pizzaria e uma igreja nas imediações(já dá pra iniciar uma civilização por aqui, eu conclui). Liguei para que o Thiago viesse ao nosso encontro, antes de sermos assaltados ou estrupados(ainda antes de sair de casa minha mãe disse preocupada: não vai pra Gravataí, meu filho, aquilo é muito violento!).

Enquanto esperávamos fomos até o hiper nos preparar para a noite. Emborcamos reto no corredor de bebidas. Escolhi a vodka. Sempre escolho a vodka(tenho aprendido a falar russo também, mas isso eu conto em outra postagem). Já o Tiago queria um vinho e não estava afim de negociar. Não conseguimos chegar a um consenso e acabamos levando a vodka e o vinho. Além da Fanta Uva necessária pra deixar a vodka tragável. Fomos até a praça ali perto e esperamos a chegada do anfitrião.

Nove e pouco o Thiago chegou com sua camiseta de tiete do Dawn Lazers Vampires e fomos com ele até o banco pra sacar parte do seu suado dinheiro, que seria convertido posteriormente em cerveja(suor vira cerveja*, aguá vira vinho+, cada santo com seu milagre). No caminho ainda tivemos a oportunidade de nos depararmos com uma cena insólita: uma festa evangélica acontecendo dentro de uma funerária. Perfeitamente normal pra um grupo como o nosso que iria ver uma banda de vampiros dali a algumas horas. Mal saímos do banco já abrimos a vodka e preparamos nosso primeiro drink. O gosto doce da Fanta Uva escondia perfeitamente o ranço traiçoeiro do álcool. Fizemos uma longa caminhada até a casa do Thiago e já chegamos lá levemente calibrados. O cão do Thiago(eu preciso fazer essa reclamação) não gostou de mim. Não quero levantar uma falsa acusação, mas acredito que tenha sido por puro racismo por parte do pincher. Quando sai do banheiro da casa do Thiago ainda encontrei meu primo olhando apavorado para uma mancha de vinho no seu casaco. Olha só o que você fez, disse ele. O cara apronta o diabo na rua e diz pra mãe dele que sou eu o culpado, vai dizer que fui eu que derrubei o vinho também. È a vida, mas depois ele pagaria sua penitência e alcançaria a redenção.

Na parada encontramos a amiga de Thiago, a Tassi. Um morena, por volta dos seus vinte anos, estudante de biologia na Unisinos. Eis que surge um interresse romântico na trama do mocinho. Achei a moça bem interessante e até gostaria de te-la conhecido melhor, mas a essa altura o álcool já se embrenhara no meu organismo e começara seu trabalho nefasto. Talvez se parasse por ali, ou desse uma maneirada, seguiria melhor a noite e poderia investir minhas atenções na moça. Porém quando estou com uma garrafa de vodka na mão me peçam tudo, menos bom senso. Embarcamos no bus e seguimos rumo a Cachoeirinha.

Chegando as onze em Cachoeirinha encontramos mais um grupo de amigas do Thiago. O cara tem muitas amigas. Mais do que gostaria(não que ele não goste delas, mas é que algumas ele gostaria de passar da amizade para um outro nível de relacionamento, mas não entrarei em maiores detalhes – moças: qualquer dúvida em relação as intenções do rapaz, perguntem a ele). Minha língua já estava enrolando, seria um ótimo momento pra parar de beber. Mas ainda havia um litro da mistura mágica e eu simplesmente não conseguia parar. Ao chegar na frente do bar a duvida: o que fazer com a bebida?

Mocoziar o veneno foi a saída. Meu primo e eu levamos a garrafa até um murro e a escondemos numa folhagem pra pegarmos de volta na saída do show. Entramos no bar e nos deparamos com dois lances de escadas com uns cem degraus por lance(lembrem-se dessa escada, ela será importante no decorrer do relato). Chegando lá em cima, cada um marchou nos dez pila da entrada. Era um barzinho de uns vinte metros quadrados, com meia luz, bem pouco habitado, pelo que pude perceber. O lugar estava bem vazio. Bem mesmo. Uma duzia de gatos pingados andava pelas penumbras. As únicas mulheres pareciam ser aquelas que chegaram acompanhadas da gente. Fazer o que? Beber, eu disse. Como se meu figado já não estivesse trabalhando a toda. Ceva, pedi, só latinha, disse o camarada garçom. Dois e cinquenta a skol gelada. Tomei uma e disse: vou lá fora dar um teco na mistura e já volto. Peguei uma ficha pra poder retornar com o porteiro e desci as escadas. Degraus curtos, um corrimão de cimento salpicado, eu até persenti que aquilo ia dar merda. Fui lá dei uns goles homéricos e voltei. Mais uns minutos com o pessoal e desci novamente, fui até a folhagem e pensei(pensei só tecnicamente, que raciocinar de verdade eu não estava mais) vou levar isso até a entrada do bar e esconder atrás da porta. Grande idéia!(quando TODAS idéias parecerem boas você, com certeza, está BÊBADO!) Subi, desci, subi, desci. Isso era uma meia-noite, e já estava totalmente fora da casinha. Meu primo pediu que parasse de beber. Não ouvi e desci de novo. Cada vez andando mais rápido. Desafiando as probabilidades de dar merda. E desafiando a gravidade, que não estava mais do meu lado. Foi quando senti, descendo pela décima vez a escada, chegando no final do primeiro lance, que tinha errado o degrau. Control-alt-del, dá um pause, reseta, nada adiantou. Voei. E foi bom, por um segundo foi bom. Mas depois veio a parede, de encontro a minha cabeça, e cai. Devia saber que num enfrentamento entre o meu crânio e a parede eu sairia perdendo. Levantei não sei se sozinho ou com ajuda de alguém) e desci, tomei mais um gole de bebida, o resto da mistura. E era isso. Depois só me lembro das seis horas da manhã quando eu e os T(h)iagos estávamos na parada esperando um ônibus pra São Leopoldo. A essa hora minha consciência começou a voltar, devagar. O Thiago esperou junto da gente até o ônibus chegar, as oito da manhã, para só então pegar o seu ônibus pra Gravataí. Duas horas depois eu chegava em Campo Bom, as oito da manhã, e me atirava em minha cama.

Uma hora da tarde de domingo acordei, ainda bêbado. Levantei e fui tomar um banho gelado pra ver se o porre passava, pra só então poder curtir a boa e velha ressaca. Minha cabeça doía, por dentro e por fora. Até mesmo as gotas da água do chuveiro machucavam ao bater em meu couro cabeludo(não muito cabeludo). Comecei a fazer um levantamento de danos. Relatório de estragos: No topo da minha cabeça havia um caroço, que eu sabia ser da batida na parede. Na nuca, no lado esquerdo da base do meu crânio também havia um caroço de impacto. As extremidades dos meus dedos da mão esquerda estavam terrivelmente roxos, como se tivessem sido esmagadas. Também tinha muita dor nas costas, na altura da minha bacia, no lado esquerdo. Além de pequenos arranhões na mão direita e uma mancha roxa na perna direita, parte posterior da coxa. Além da batida no topo da minha cabeça não sabia dizer de onde vieram os outros hematomas. Era preciso remontar a noite e não tinha as peças do quebra-cabeças. Liguei para o Thiago, o de Gravataí. Perguntei se estava tudo bem, se tinha aprontado muito(se EU tinha aprontado muito). Não, tranquilo, disse ele. Não acreditei, devia ter feito muito fiasco na noite anterior. Peguei meu guarda-chuva e sai mancando naquela tarde mormacenta de domingo até a casa de meu primo Tiago.

Ele tinha a outra parte da história, aquela que eu não me lembrava. E contou. Logo que desci as escadas os dois ouviram o barulho de minha queda e imaginaram que podia ter sido eu voando escada abaixo(me lembrei agora da cena final do Exorcista, logo eu que sou ateu, e não quero morrer igual a um padre lutando com o demônio). Me encontraram semi-consciente(por causa da bebida, por causa da batida, por causa da formação escolar numa instituição pública) e me rebocaram para o banheiro no segundo andar. È bom lembrar que eu ainda conservava a capacidade de andar, o que possibilitou minha remoção. (Para aqueles que não me conhecem é bom saberem que pertenço ao grupo dos grandes mamíferos, tenho 120 quilos e se eu cair num lugar e decidir não cooperar só um guincho pra me remover).

Chegando no banheiro os dois tentaram técnicas avançadas de ressuscitamento desenvolvidas pelo MIT(Massachusetts Institute of Tecnology) arremessando água fria na minha cara. O que explica o penteado, ou a falta dele, que eu apresentava quando cheguei em casa. Depois de me colocarem mais ou menos lúcido, os T(h)iagos me removeram até a parte de baixo do bar. Decidi não perguntar mais nada ao Tiago sobre o que fizera na noite anterior. A degradação só tem graça quando vem de pessoa alheia. Não sei ainda tudo o que aconteceu aquela noite. Nem sei se quero saber.

Resumindo: não sei se vi o show da Damn Lazer Vampires. Os caras se vestem de vampiro, tocam punk rock podreira(no bom sentido) e mesmo assim não consigo me lembrar se vi ou não o show deles naquele sábado a noite. Sei que vou voltar a beber, mas espero não chegar a tal ponto novamente. Agora ainda é fácil fazer essa afirmação, pois meus dedos da mão esquerda doem enquanto digito esse texto. Fora a minha cabeça que ainda está latejando(não descarto uma tomografia do crânio nos próximos dias). Acredito que muita coisa em nossas vidas esteja fora de nossas mãos decidir, mas pelo menos espero poder ter algum controle sobre meus atos. E a bebida não me dá essa possibilidade. Pretendo não ter mais que depender de terceiros para dizer o que eu fiz na noite anterior.

Peço desculpas aos T(h)iagos que aguentaram as pontas enquanto eu entrava em orbita. Ao primo Tiago por ter de me pajear ao invés de chegar na linda morena amiga do Thiago na qual ficou interessado. Ao colega Thiago, por ter sido um lorde Inglês ciceroneando um Irlandês maluco de 120 quilos e seu primo gente fina saído direto da renascença. E até mesmo a Tassi (devo ter causado uma má impressão tremenda com a guria) a quem gostaria de ter conhecido melhor, mas acabei estragando tudo.

Emfim, não sei se cumprirei essa meta. Já tinha prometido que não beberia mais tanto desde aquela vez quandoeu e meus amigos fomos parar na delegacia e eu fraturei a mão(Uma história pra outro post). Um dia espero alcançar a redenção, mas só depois de chafurdar mais um pouco no lodo da existência. Só espero não quebrar o pescoço no caminho. Enfim, é a vida. E a Vodka com Fanta Uva.


Comentários escritos, nem sempre lidos ou comentados

Semana passada recebi um ofício pelo correio no qual o nobre colega Thiago me convidava com toda a pompa e cerimonia pra participar de seu blog, Comentários escritas. Na verdade o convite foi feito numa mesa de bar regado a muita ceva e a uma distância segura das aulas de jornalismo que transcorrem mesmo quando não comparecemos para assisti-las. O Thiago é um grande amigo com quem sempre se pode contar. 1, 2, 3, 4. Entendeu a piada? Contar. Esquece!

Esse é meu primeiro post. E acho que será um dos mais curtos que vocês vão ver por aqui. Estou sempre tentando exercitar meu poder de síntese. Mas nem sempre consigo. Tentarei.

Meu nome é Eder. 120 quilos e subindo. Cem anos de solidão. Clube da Luta. Azul. Firefox. Baixinhas. Skol. Vira-latas. Loiras. Morenas. Sopa. As que derem sopa. Negras. Preto(cor, não pego homem).29 anos. Ateu, graças a Deus. Solteiro. Jornalismo. Estágio. Miséria. Homer. Rubem Fonseca. O Cheiro do Ralo. Heminguay. Tiro na cabeça. Meu codinome é Zuco.

“O Thiago é um homem da palavra”, disse o professor que não conheço quando encontrou eu e o Thiago bebendo no bar. Foi um ótimo alógio. Fiquei com inveja do cara. Na verdade eu tento dominar meu lado mal, mas não consigo. Saiba, Thiago, que sofro da síndrome de Caim, e um dia ainda posso rachar seu crânio com uma pedra. Hehehehe. Nunca se sabe...

Eu, por minha vez, não escrevo, psicografo. Recebo os textos de um espirito de outro nível de experiencia existencial. Acho que não de um nível mais elevado. Provavelmente de um nível inferior de existência. Já disse a ele pra parar de ditar suas experiências, que não acredito nessa merda de espiritismo. Mesmo assim ele só me deixa em paz quando digito os textos para ele. O nome dele é Pig Spirit. E, antes que me esqueça, quero mais que ele não ache a luz nunca, esse chato de carteirinha.

Meu próximo post será enorme. Se a história vai valer a pena, só lendo pra saber. Os ranhentinhos que estão acostumados a entrar na internet só pra ler um ou dois parágrafos vão abandonar o texto. Vou obrigar meu amigos a lerem meus posts, ameaçando não falar mais com eles. Se não lerem mesmo assim é porque meus textos são muito ruins. Ou meu papo é muito ruim. Ou as duas coisas. Pensando melhor acho que não devo ameaçar aqueles que se arriscam a ser meus amigos.

Para meu próximo texto peço que ouçam a música do Wander Wildner, Quase um alcoolatria. Dito isso, até!

28 de nov. de 2008

Confirmado!

A visita anunciada agora já tem data e locais confirmados. O Radiohead se apresenta no Brasil nos dias 20 & 22 de março do "ano que vem" [usar essa expressão, faz paracer que o próximo ano está looonge, quando está a pouco mais de 30 dias de nós, hehehe]!

Os shows acontecem no Rio e em São Paulo. Confira detalhes aqui. No site da banda também já estão listadas as datas.

Agora, quem vai na "Caravana da Alegria" para o sudeste [o Rio parece o destino mais certo, mas isso ainda pode ser repensado até dia 5 de dezembro, quando começam a ser vendidos os ingressos, hohoho!]?!
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14 de nov. de 2008

[Mais um!] Gig Rock e afins do fim de semana

Caralho, ganhei uma promoção, dá pra acreditar nisso?! E, graças a essa Sorte ducaralho, vou ver o Gig Rock DE GRAÇA!! Ganhei passaporte sem ter que pagar nada. Mas claro, vou ter que dar uma boa caminhada pra ir pegá-lo [além da caminhada infrutífera desta quinta, quando fui ATÉ o Porão do Beco e não consegui pegar o dito cujo...]. Agora é ver se essa sorte se transfere para os "relacionamentos" em geral, com menininhas por aí...

Para saber mais sobre o Gig Rock, entra aí no link amigo.

Além disso, as previsões para o fim de semana são as melhores possíveis. Nada mais, nada menos que 3 [eu disse TRÊS!!] ensaios, todos seguidos. Melhor de tudo: Sem ter que pagar estúdio, e ainda vai rolar churrasco! Isso por que vamos tocar na casa do Rodrigo, ao ar livre, hohohohoho, que beleza!

E no domingo ainda tem mais bandas tocando pelo Gig Rock. Só que dessa vez será na Usina do Gasômetro. E ainda tem a Feira do Livro, que eu não visitei esse ano [ainda mais que eu tô precisando de uns livros pro curso de Jornalismo...]. Unir útil ao "agradável". Parece o caminho do domingo.

Muita coisa, pouco tempo pra tudo. Nem vai dar tempo de dormir; e o meu dinheiro vai acabar. Mas não é pra isso que estamos aqui, mesmo?! Vai ser afudê pra caralho, confio, hohoho!


[Uma "alegria" meio boba tem me guiado nos últimos dias... Deve ser a primavera, e as colegas de Unisinos, "desabrochando" pelo campus. Ai, chega a ser ruim de TÃO bom, haha!]
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12 de nov. de 2008

RADIOHEAD!!

No Brasil, no ano que vem!! Já tá até no site dos caras!! Inegávelmente uma das melhores bandas do mundo [e nem adianta tentar me convencer do contrário!], além de trilha sonora dconstante no meu dia-a-dia.


Vendo órgãos [acho que meus olhos são bons...] do meu corpo. Ou ele inteiro, a quem interessar. Também farei rifas e chás beneficentes [à minha causa, é ÓBVIO!]. Assaltos a velhinhas nos centros de Gravataí e Porto Alegre não estão descartados.

Curiosidade: Eu tava QUASE conseguindo dormir antes das 2 da manhã nessa madrugada de terça/quarta. Até que essa bomba cai no meu colo!

Agora vai ser foda ficar calmo até conseguir organizar viagem, compra de ingresso, etc. Nunca atravessei o Mampituba. Chegou a hora. Por que, obviamente, o show será em São Paulo ou no Rio.

Meu primeiro show internacional, minha primeira viagem pra fora do Rio Grande do Sul [Pampas, ou Centro do Universo, como descrito por alguns], gastos, loucuras, coisas caóticas.

E lá vamos nós...

[Entendam, esse post não tem nenhuma lógica, são só um monte de idéias levemente interligadas por um fato excepcionalmente legal.]
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7 de nov. de 2008

A Musa e o Despretensioso Perseguidor [parte 3 de 3]

... Ultrapasso alguns transeuntes [ótima palavra. Sempre pega algum desavisado de sobressalto. “Como se lê, professora? tran-ze-ún-tes ou tran-seun-tes...”]. Adoro brincar disso em meio a multidão, desviando, como uma nave espacial tentando sair de uma tempestade de meteoros... Uma dança de culto ao caos, em meio à desordem do povo, desviando dos caminhos gananciosos por espaço na calçada, na rua, por tudo. Direita, esquerda, mais pra esquerda, puxa a mochila pra não bater em ninguém, gira o corpo, sempre andando.

Sem parar.

Nesse ritmo, chego perto Dela, em alguns passos. Mãos segurando as alças da mochila. Crianças andam dessa forma, se bem me lembro. Andando apressado e, já que Ela está logo a frente mesmo, observando a moça bonita. Mas claro, como estagiário atrasado, não tenho o tempo todo pra contemplar a beleza feminina pelas ruas...

E já que não era muito ligeira nos seus passos, sim, eu a ultrapassaria, pra seguir meu caminho. Eis que ela percebe um sujeito andando rapidamente, vindo pelo seu lado esquerdo. Lado da bolsa, que é apertada junto ao corpo, debaixo do braço. Ela olha pra trás e apressa o passo.

Tomou um susto.

Pois é, não tenho o rostinho do Gianechinni, nem do galã-loiro-da-vez da Novela das Oito [que começas às Nove!], muito menos desses outros atores de sorriso exemplar e cabelinho meticulosamente [des]ajeitado. Tô mais pra jardineiro [ou motorista] de novela, ou favelado de matéria de telejornal, sobre criminalidade. Afinal, pretinho como Eu só aparece desse jeito, a não ser o Lázaro Ramos, mas aí a história é outra. E o tempo, curto demais pras [repentinas] políticas de compensação histórica das emissoras de TeVê.

E é por isso que agradeço diariamente por morar neste belo pedaço de continente chamado “Brazil”. Um lugar que não é assolado por terremotos, maremotos, vulcões ou outras catástrofes naturais titânicas....

Um lugar marcado pela mistura de etnias, credos, pensamentos e culturas e que, mesmo assim, vive em paz, ao contrário do Oriente Médio, por exemplo, só pra citar um clichê[-chicletudo].

Um lugar onde todas as pessoas são simples, sinceras, generosas, humildes e mais uma infinidade de adjetivos positivos... Por fim, um recanto onde não existe preconceito entre as pessoas, de forma alguma...

Mas será mesmo?!
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OBS.: É bom avisar que, em tempos de Barack Obama eleito "presidente do mundo", eu já tenho essa histórinha escrita há mais de seis meses. Tinha outra observação [provavelmente alguma idéia de uma mente melancólica e descrente, fazer o quê...], mas esqueci. Pena [ou sorte, vá saber!].
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