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11 de jun. de 2012

O novo Cascadura é paradigma pro rock nacional ou... só com Aleluia pra preguiça de resenhar largar desse corpo



Ia escrever calcado em informações: letra do disco, data de lançamento online, realizadores. Tentei, hesitei, desisti. Música, pra este que aqui digita, é sensação. E são as minhas pessoalíssimas e subjetivas sensações – além de um ou outro raciocínio cartesiano - com esse disco duplo que virão, entonces. (Ah, bom avisar: curto INVENTAR contrações, grafar palavras em CAIXA ALTA inadvertidamente e não curto muito o último acordo ortográfico.)

Isso posto, vamos lá.

Acompanho o Cascadura há alguns anos. Lembro d'algo de divulgação na época em que lançaram o Bogary, em 2006, pela OUTRACOISA, extinta revista do Lobão – que lançou, entre outras pérolas, o “As Próximas Horas Serão Muito Boas”, último disco da Cachorro Grande que me dá alguma coceirinha, mas enfim, isso é outro papo, já.

Mais relevante que isso, creio, foram as constante veiculações – até hoje? Alguém confirma? - de “Jóia da Princesa”, do álbum “Vivendo em Grande Estilo”, na Unisinos FM, aquela rádio que, sabem alguns, foi como uma religião, pra mim, até 2007, 2008 talvez e que, desde'ntão, só me decepciona - “mas enfim, isso é outro papo, já”(2).

É do “Vivendo...”, também, uma das músicas que considero entre as mais FODAS qu'eu conheço em (rock escrito em) português: “Queda Livre.” Mas sobre essa nem vou entrar em questão, senão me perco e a coisa vai enveredar pr'outro lado. Só digo isso: PROCUREM, ouçam, percebam.

Agora, falando propriamente sobre o “Aleluia”...

Há mais de um ano (talvez dois?) ouço falar sobre o novo disco do Cascadura. Em 2009, quando soltaram “Rosemary (a Carne é Fraca)” deu pra matar um pouco da curiosidade sobre algo novo, apesar de ser uma faixa BEM diferente do que viria. Sabia que o conceito do álbum tinha Salvador como centro, que teria participações especiais, etc. Mas sei lá, não esperava TANTO.

Aleluia tem a medida da ambição que as boas coisas devem ter para alcançar seus objetivos. E o que me deixa mais feliz é ver um disco DE ROCK tendo essa vontade de dialogar com tanta coisa diferente. Sempre que penso no rock nacional em comparação ao gringo fico um tanto desapontado justamente por isso: lá fora (cert)os caras querem (ou os grandes ícones, no passado, queriam) falar a todos os públicos. Desejavam ultrapassar os “guetos culturais”, criar (ou pelo menos tentar) algo novo.

Essa pretensão artística da qual sinto falta de forma geral aqui (na terra brasilis) está presente no álbum recém-lançado do Cascadura: mistura a tradição (brasileira, baiana) com guitarra sem apelar pra clichê, e ainda dialoga com estilos contemporâneos de outras terras, tentando apontar algo NOVO. Alcançar esse “novo” é consequência – e eu acho que o Fábio Cascadura e o Thiago (meu xará!) Trad & amigos conseguiram. Simplesmente tentar já é digno de aplauso.


Considerações música a música

Aleluia – abrindo o álbum com metais “emprestados” do Móveis Coloniais de Acaju, uma música qu'eu considero tocante, misturando uma dose de sensibilidade com a “energia” que lhe dá uma animação positiva. Quando me dei conta da letra vi toda a dimensão que esse tema tão pouco explorado - a saber: a vida amorosa de um deficiente visual - tinha de carga emocional. E que refrão GANCHUDO, daqueles que dá vontade de encher o peito de ar e canta junto!

O Rei do Olhar – li sobre a baritone guitar usada nessa faixa e já SALIVEI por tocar em uma, hehehe! Primeiramente não tinha percebido diferença de timbre, mas hoje já ouço (principalmente nos primeiros acordes) o som característico, mais grave, dessa seis cordas específica. Mais uma daquelas letra do Fábio que não são fáceis de decorar (pra cantar junto) mas são um achado pra quem tem a atenção de ouvir. E que “RIFF” de bateria nos versos, heinhô?! Rockão dos bons.

Lá Ele! - aqui começa a se mostrar as (benditas) garras. Aparece a primeira percussão religioso-afro-brasileira (invento termos, OK!) misturada a uma letra “indireta”. Canção marcada pelo contrabaixo, segundo lembro d'um post no blog A Ponte (ou seria na página da banda no Facebook?), Fábio explica fazer referência a história (GENÉRICA) de um usuário de crack. Coisas de Salvador e do mundo.

A Mulher de Roxo – aqui a primeira participação “famosa”: Pitty divide os vocais com Fábio Cascadura. Me impressiona o “ataque” dos versos. Vê-se que são racionalmente ligados foneticamente, mas parecem jogados por rimadores a esmo, pela velocidade. O refrão sem clímax - daqueles em que tu espera um esporro nos pratos da bateria e fica com aquela ânsia até ver a volta ao verso – mostra que as obviedades não são uma opção recorrente, aqui. “Com olhos de quem vê o final/ Nos deu sua mercê.”

Simples como a Vida - “Futuro é/ A palavra-chave...” Com esses BAITA versos começa uma balada de derreter gelo e fazer querer cantar junto (sabe quando tu tem vontade de cantar a música INDEPENDENTEMENTE da letra, só pela melodia? É isso...). Guitarra (com um belo efeito do qual não sei o nome) pontuando os versos, certeira. Sinto nessa e em outras músicas um eco de Radiohead – talvez loucura d'um fã dos ingleses, talvez simplesmente influências comuns. Mais um refrão pujante, vocalizações. E o pianinho, só pra deixar a coisa (ainda mais) CLASSUDA.

Soteropolitana – Como o próprio Fábio cita no blog, essa é de influência stoneana até a última gota – mas claro, sob novos filtros. Considerações sobre Salvador, sobre a terra natal (do autor, no caso), o porto ligado ao além-mar com pitadas de citações pop/históricas. E quando tu pensa que acabou e tu já ouviu tudo vem o final te lembrando que, oras, estamos falando de uma terra de carnaval.

Os Reis Católicos – livremente inspirada na história, tem-se uma letra bonita que retrata, envolta por uma balada levíssima, o “descobrimento” da América. Um instrumento de sopro que dá o toque medieval(?) e leva a mente aos cenários dos livros de história do colégio. “Ponhamos tudo na conta de Deus/ que dele somos servos/ Ele apenas É.”

Uma Lenda de Fogo – um rock simples, bateria marcante e mais percussão afro. A prova de que é possível fazer algo com ritmo marcante, alegre, misturando guitarradas e sem cair nas letras monossilábicas!

Resumindo – TECLADERA logo de início lembrando soul/blues/gospel. Batera que entra pouco antes do refrão demarcando bem seu lugar. E um refrão contagiante, daqueles de cantar batendo palminhas (a la Stevie Wonder, hehehe). “Resumindo/ Vai seguindo...”

Chorosa – Balada-de-piano que muita banda de pop-rock daria UM BRAÇO pra fazer. Aqui, nada muito arrojado, uma folga pro ouvinte acalmar os ouvidos e acompanhar a letra num álbum que, enfim, está só na metade.

Colombo – Riff simplíssimo, mas acompanhado de forma CERTEIRA pela percussão(?!) e pela RABECA (uma espécie de violino?)! Essa, a primeira música do Aleluia a ser divulgada, me deixou numa curiosidade dos diabos. Nela notei pela primeira vez a “levada radioheadiana” - a condução da bateria, a partir de sua entrada, me lembra MUITO o que faz o Phil Selway no Radiohead, além, é claro, da guitarra “etérea”, com seus efeitos. A letra me soa como a oração de um náufrago que, vindo ao Novo Mundo, vê seu navio definhar em alto mar em plena madrugada e, na manhã seguinte, acorda desavisado na praia.

Agora, qualquer sensação fajuta nos faz chorar de emoção.”

Entremos no disco dois – uma vez que falamos de um álbum DUPLO.

O Delator – Uma das minhas letras preferidas – não vou destacar nenhum verso pois teria que fazê-lo com a letra TODA! -, seja pela entonação, pelas soluções de rima, pela figuras que traz a mente. Riff que remete a minha banda predileta (o QotSA*) e sua conhecida “Little Sister”. Rock simples (com MAIS UM refrão irresistivelmente cantável do disco) mas certeiro.

Cabeça-de-Nêgo – Refrão pesado tanto nas vozes quanto na condução percussiva. Verso mantendo uma “tensão” que prende quem ouve – também pesado como o refrão, apesar de menos estridente. E quando menos se espera aparece – rapidamente – uma percussão pra quebrar o óbvio. Final seco.

Dava pra Ver – A mais psicodélica de todas, seja pelo instrumental, seja pelos versos. O Ronei Jorge, cara que divide os vocais com o Fábio Cascadura, tem o sotaque mais “derretido” qu'eu já ouvi – SEJA LÁ o que for qu'eu quis dizer com isso, hahaha! Mais uma batera de levada radioheadiana na ponte da música. Uma das minhas preferidas, certamente. “Dava pra ver/ dava pra ver...”

A Verdadeira – Sei lá, ouvindo os primeiros 10 segundos – com todos aqueles sopros floreando a melodia - acho que não tem muito o que falar sobre, hehehe. O interessante é que esses sopros criam uma espécie de fio condutor durante o som, e me trazem a mente, nitidamente, a imagem de um equilibrista, movimentando-se ao soar de cada um deles para manter-se na corda. E a mudança de andamento quando entra a bateria. Nada muito racional, enfim.

To your Head – Como (alguns) sabem, sou meia-boca no inglês – pra não dizer pior que isso. Logo, sem considerações sobre a letra. Aqui o que se sobressai é, mais uma vez, a mistura que há DÉCADAS cai de maduro na música brasileira e que só agora, com o Cascadura, é feita: a batida dos tambores (notadamente das canções religiosas) afro-brasileiras com a guitarra e orquestrações(?). Mas o melhor exemplo disso vem a seguir...

O Cordeiro - “Ninguém me convidou/ eu vim aqui ver...” Percussão forte, marcante e, talvez surpreedentemente (pr'alguns) PESADA. Guitarra entrando a la Led Zeppelin, bateria minimalista, marcando o ritmo e deixando a percussão mais aguda “solar”. Letra focando peculiaridades do carnaval “popular” de Salvador. Final etéreo, espacial.

Sonho de Garoto – Sinceramente acho a faixa mais fraca do disco (apesar de trazer referências que me tocam em situações pessoais) mas, ainda assim, uma bonita canção. Participação famosa do Beto Bruno, da Cachorro Grande. A citação ao Lobão – aquele cara de ótimas entrevistas e shows masomenos – é bem legal, faz cantar automaticamente. “Eu correndo/ ela quis voar/ eu um chumbo/ ela um sopro no ar.”

Nunca Imaginei – “Nunca imaginei/ ir um dia e não voltar.” SINCERAMENTE, a música que menos ouvi do disco. No entanto, bom ressaltar, mais uma balada daquelas que a banda sabe fazer desde sempre. Bonita, daquelas pra sair assoviando poraê... E belas, também, são as vocalizações – coisa pouco trabalhada por esses pagos, infelizmente.

O Tempo Pode Virar – Se em “Colombo” o incauto colonizador reza pela própria alma e pela ansiedade do desconhecido, aqui o tom é de positividade com o que vem a ser. Seja na levada empolgante – conduzida principalmente por uma simples linha de contrabaixo – ou na letra desavergonhadamente otimista. Vontade de sair cantando a plenos pulmões. Primeira que me fez pegar o violão pra tentar deCIFRÁ-la (percebam o jogo de palavras). “Mas já que chegamos aqui/ resta-nos caminhar/ pra onde? Eu não sei não.”

Um Engolindo o Outro - “De alguns cortaram asas/ de mim (...)” Blues torto com o peso de uma marcha. Sem mais.

Cantem: Aleluia! - Despedidas que se prezem tem violões e trens, e a última canção do Aleluia faz jus a essa máxima inventada agora por esse escriba qu'aqui digita. Música que chama por “não-lugares”: estações, portos, terminais. Mais vocalizações trabalhadas e referências ao soul. “Cantem Aleluia!/ é mais que areia é mais que sal/ é água viva, quem a beber se liga em tudo.”

Essas são só considerações soltas com intuito de gerar curiosidade pela música. Corram atrás.

E por último, mas (acho que) não menos significativo: eu não tenho o costume de comprar discos em formato físico HÁ TEMPOS, mas esse eu faço questão – e, dependendo do preço, compro mais de um, como fiz com o Gotham Beggars Syndicate, da Damn Laser Vampires, hehehe!

*Quanto ao QotSA (ou Queens of the Stone Age) outra comparação: seja dividindo vocais ou na execução instrumental, o Aleluia tem MUITAS participações de outros músicos. Isso, claro, enriquece o produto final e me lembra o que o Josh Homme faz(ia) nos discos da(s) sua(s) banda(s), levando pra estúdio caras como Mark Lanegan, Billy Gibbons, Dave Grohl, Jack Black, Alain Johannes, PJ Harvey...
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15 de mar. de 2011

Dominando o mundo!

Tá bom, nem é tanto assim. Mas é um passo interessante, com absoluta certeza. Meu último texto, uma resenha sobre o IV Sinewave Festival - chamada "Acadêmicos da Distorção, ou IV Sinewave Festival" -, está no blog do Remix ZH. A coluna é "o JK indie-rockeiro no prédio do Segundo Caderno, na Zero Hora".
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Vai lá comenta. O link taí, ó:
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Abaixo, um print da página, só pra dar um gostinho/te incetivar a ir atrás:

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10 de mar. de 2011

É isso o que eu tenho pra te dizer




(O flyer explica tudo. Há um ano fico bobo toda vez que a On The Rocks tem nova edição, hahaha!)

14 de fev. de 2011

Uma noite na Capital com MESS e Walverdes


Quarta-feira. Chuva, pouca grana & correrias mil. Cabeça pedindo um escape. Som (bom e) alto, trago e diálogos despretensiosos – despretensiosos mesmo? Desde a semana anterior tentando decidir, ir ou não ir. Apresentações fodonas e gente legal: ir. Sem tempo, deslocamentos insanos e gastos proibitivos: não ir. Gtalk piscando aqui e ali: ir certamente.

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O 'ir ou não ir' em questão se referia à edição do projeto “Las Locas Quartas del Dr. Jekyll”, que na edição da última semana colocou no palco(?) do bar as bandas MESS e Walverdes. Decisão tomada (ir!), rumei de Gravataí (aka Bromelândia) à Capital da Província, HAPPY HARBOUR – segundo Paul McCartney, orientado por nativos.

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Ônibus esparsos, percurso longo. Neil Young embalando o passeio noturno. Rock n' roll can never die. Próximo a meia-noite encontro o MANO Taiguara no centrão de Poa – Camelódromo feelings. Subimos a Dr. Flores, uma rua pra cá, outra pra lá... Caímos na Cidade Baixa.

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Na chegada ao Jekyll, indecisão (1) e surpresa (2): 'pegar uma ceva no Bell's? (1)' e 'bastante gente pra uma quarta de fevereiro! (2)'. Não fomos ao Bell's e, pelo calor e a caminhada, pegamos a primeira CEWA no recinto dos shows - antes, na fila para a entrada já ouvia um Kyuss rolando lá dentro. Sorri virtualmente.

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Aos duros, Kaiser. Sendo gelada numa noite quente, ótimo. Ao entrar a exclamação da chegada se reafirma: realmente tem bastante gente, mais do que o habitual, ao que parece. Também anormal, aparentemente, o número de moças – E Deus salve o verão e seus tecidos esvoaçantes/curtos/justos. It's only rock n' roll. But I like it.

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E aí vai-se encontrando o pessoal de sempre. Ou de nem sempre. O Tito, da Telecines (de anos em festa), a Alessandra, da Lautmusik, o Andrio (Superguidis, Urso e um TC sobre Nirvana que vai pra gaveta?) e mais um ou outro que eu cumprimentei – péssimo hábito esse de não mirar o rosto das pessoas. Um outro tanto de gente que eu conheço, mas pela bicho-do-matisse-aguda não acenei. E a Jana(ína), moça que tava de DIDJÊI, e pra qual eu já tinha dado um ou outro pitaco – sou chato – musical anteriormente.

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Papo aqui, papo ali, não demora muito começa a primeira apresentação.

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MESS – A banda, em comparação aos colegas de noite walverdianos, é relativamente nova, mas todo mundo já tem um tempo de estrada com bandas anteriores.

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Vi uma apresentação da banda há cerca de um ano, mas dessa vez eles mostraram uma “presença de palco” diferente. Parece que acharam uma coesão ou sei-lá-o-quê na performance ao vivo que eu não tinha percebido da outra vez – uma coisa que parece fazer transparecer a frase 'nós sabemos o que queremos e o que estamos fazendo' na fisionomia dos integrantes. Talvez dê pra resumir esse monte de metáforas que eu amontoei em um adjetivo: segurança. Isso define a postura dos quatro integrantes.

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A MESS faz referências a PJ Harvey, Mark Lanegan... E, talvez ninguém entenda essa diretamente: Johnny Cash, pelas linhas de baixo e melodias que me lembraram um tanto o country do Homem de Preto – no dia após escrever esse parágrafo descubro que eles iniciaram o show com uma versão do cara; tou bem em achismos e adivinhações, hehe.


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O ritmo das músicas fez o público se remexer (dançar?) displicentemente, devagar. (Nota mental: a MESS tem um som MASSA pra chamar uma mina pra dançar junto, numas de #vemcáminhanega.).“Don't Mess with my Heart”, já registrada em gravação pela banda, parece mais pulsante e envolvente ao vivo. Musicão. E me ganharam, num golpe baixo, quando tocaram uma versão de “Make It Wit Chu”, do QotSA. Tocar um som da banda mais foda do planeta é covardia. Mas, provando serem mais malvados, fecharam a noite com (a já citada) PJ. Curto-os cada vez mais. Do it too!

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Mais discotecagem, mais contato (anti)social. Mais CEWA – agradeço a quem me cedeu goles quando meus copinhos plásticos secavam. Tempo pra descobrir que, mesmo com o tempo nublado, a temperatura não chegou a um totalmente confortável para sair de calças. Mesmo a noite. Calor = CEWA sempre à mão. No som, entre outras cousas, um ou outro 'hit' da madrugada da eMeTeVê.

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Começa a seção de WALVERDIANAS.

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(É interessante registrar que faz algum tempo que eu tento cumprir uma meta em shows da Walverdes: me comportar, parecer um guri 'direito'. Explico: sempre quando ouço os caras perco – ainda mais! – a noção social. Começo a pular e bater cabeça em movimentos caóticos e, sabe-se, isso é meio 'incomum' no meio portoalegrense, onde a maioria do pessoal preza MUITO pela pose e pelo penteado, hehehe. Essa reação involuntária acaba atrapalhando 'outras ações noturnas', como ARTICULAR um #eaêminabelezza? pra umas loirinhas aparentemente simpáticas postadas no entorno, na hora do show. Mas enfim, azar... Uma vez mais passei por cima dessa resolução.)

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Poisentão. A Walverdes iniciou os trabalhos da noite com “Altos e Baixos”, do monolítico Playback, de 2005. E o que veio depois foram mais pedradas. A ordem delas a (falha) memória não me entrega, mas ouvi “Saturno”, “Viajando na AM” (que fazia algum tempo que não aparecia nos setlists da banda, pelo que lembro), “O Mundo Não Pode Parar”. Após umas quatro ou cinco músicas o Mini reclama da voz, que está acabando. O Andrio, que também tava ali frente ao palco é recrutado e assume o microfone. Eles mandam “Suck You Dry”, do Mudhoney, e “Breed”, clássicão do Nirvana (do ainda mais clássico Nevermind, hoje um rapaz prestes a completar VINTE anos).

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Também tiveram, claro, músicas novas, como “Basalto” e “Não Edifício”. Interessante o uso desses trocadilhos nas letras – 'mais alto' e 'não é difícil', respectivamente. Certamente a gramática tem uma definição pra isso. Eu não lembro. As canções do recém lançado “Breakdance” parecem minimalistas (não é trocadilho com a coluna do Mini na Oi FM, hehe!), mais 'retas' em comparação ao peso do disco antecessor.

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E eles ainda tocaram uma pérola que (pelo menos) eu nunca vi entre os mp3 da banda – lapso meu? –, “Adeus Mussum”. Música essa que provavelmente não se chama Adeus Mussum, e que cita, além do Rei do Mé, outras personas 'idas' como Mário Quintana, Bukowski, Teixeirinha e Kurt Cobain.

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Após o final com o medley walverdiano de Swett Leaf e uma faixa instrumental que aparece no final do Playback, o Jekyll volta a discotecagem. Hora de pagar a comanda e pensar na hora pra pegar o ônibus pra voltar à PÁTRIA GRAVATAIENSE para, horas depois – num bate-e-volta mucho louco – estar novamente batendo perna na Capital. Mais leve e alegre do que antes, certamente.

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(Eu geralmente dou links aos nomes - de bandas, pessoas... - citados nos texto. A preguiça não deixou dessa vez. Erasisso.)

.Link

(Post atualizado com fotos de Theo Portalet)

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28 de dez. de 2010

2010 Rocks!



Muito rock. Essa é a definição de 2010 pra gente que, de alguma forma, está envolvida com a On The Rocks e que queremos dividir com todos vocês. Ano que começou com os Big Muff's estridentes da Telecines num Jack Rabbit de JANELAS abertas para Cachoeirinha e o MONDO, e fechou o ciclo num festerê-quase-carnaval da Apanhador num Jack Rabbit quase na fronteira Little Fall/Capital da Província. E também teve Frida, Superguidis, Pata de Elefante - que em momento inédito teve músicas “cantadas”, hehehe! -, Os Vespas, Lautmusik, Loomer, Catavento de Bolso e Badhoneys. A lista é grande, a canseira e a satisfação, ao final de cada edição, maior ainda.

Em 2010 Cachoeirinha (consequentemente Gravataí?!) e a região voltaram a ser mais rock. É só ver os cartazes colados pelas ruas, a gurizada nas noites do final de semana indo de lá pra cá nos shows que já não são mais escassos. Até banda BAIANA esteve agora há pouco, visitando nosso Segundo Lar (vulgo Jack Rabbit)! Seja reclamando, assistindo, tomando ceva, tocando ou pagando a conta, uma cena rockeira (res)surgiu num lugar onde já marcaram época saudosos Carioca's, Full Rock's, Jockey's, Bar Brasis ou a esquina da casa liberada com violão e trago de alguém...

A On The Rocks – sem NENHUMA modéstia – sente-se parte de tudo isso que acontece. Das festas que organizamos ou não, das que presenciamos ou não. Porque pode parecer piegas às ganhas (e é!), mas levamos esse tal de roquenrou como uma paixão, acima de tudo. E quando a gente percebe que, durante o ano que está acabando, uma galera passou a (re)aparecer em shows, lotar festas e curtir junto, cremos que as ações que levaram a isso não foram isoladas, e sim o conjunto de várias iniciativas legais.

Sem mais delongas e chororôs: VALEU e parabéns a todos os envolvidos com esse tal de roquenrou em Cachoeirinha, Gravataí e no universo em geral. Mas, em especial, um obrigado a quem deu atenção e prestigiou alguma das edições da On The Rocks. Pra quem entende que não importa de onde se vem, mas sim a cuca aberta e a vontade levar adiante, com originalidade e idéias, esse som que muda o mundo há uns 60 anos.

Se o ano que agora está prestes a se tornar um zumbi foi MASSA, preparem-se para 2011. Vem aí mais bandas, mais barulho, mais discotecagem-caça-tesouro. Enfim, mais ON THE ROCKS. (Escriba em prantos, hahaha!)


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26 de out. de 2010

On The Rooooocks!!!



(Pra vocês não esquecerem da festa e eu não esquecer do blog, uma postagem!)
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14 de jun. de 2010

Foi foda, só pra variar (On The Rocks #3).


Sem palavras, pelo menos por enquanto. No entanto, fotos temos muitas. Aqui, ó, no Flickr da #onthe_rocks: http://bit.ly/d26NHn

13 de jun. de 2010

Mark Lanegan no Brasil...

... e eu perderei SOLENEMENTE! Justamente o cara que eu mais escuto nos últimos dois (quase três?!) anos. Olhaê que cartaz bonito:


(Aceito incetivos, doações e afins. Apesar da pouca grana/tempo, ainda quero ir.)
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4 de jun. de 2010

Amanhã, gurizada!


Sem mais.
That's all folks!
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13 de mai. de 2010

Quem foi, foi. Quem não foi...




... PERDEU, truta! Mais fotos no Flickr da On The Rocks.

E junho ainda está por vir, uáhahahaha!!

(Provavelmente eu não escreva sobre essa segunda edição. Já estou bem contente com o resultado que consegui através de algumas fotos mezzo-toscas, hehehe!)
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23 de abr. de 2010

Orkut tirando sarro da minha cara

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9 de abr. de 2010

Ainda dá pra acreditar nesse tal de Roquenrou – On the Rocks #1



Lotação máxima. “Ninguém entra enquanto alguém não sair.” Garrafas (todas!) vazias bem antes do esperado. Gente louca cantando em uníssono.

Não, isso não foi mais uma festa “descolada” com DJs modernos na Capital da Província. Pasmem, mas esse foi o cenário de um SHOW com bandas de rock da região de Porto Alegre – o que, infelizmente, parece pouco comum ultimamente.

Talvez mais incomum ainda tenha sido a cidade que abrigou esse evento regozijante para os apreciadores de som alto AO VIVO. Cachoeirinha – aqui do lado de Porto Alegre. Hein? Como assim?!

Pois então. Essas são algumas considerações sobre a primeira edição da festa On the Rocks, que aconteceu no último sábado e teve as apresentações das bandas Frida (ex Frida Kahlo, da cidade) e Telecines (de Porto Alegre).

A iniciativa da festa veio para dar espaço (cada vez mais raro, aparentemente) às bandas que têm trabalhado (ficar em casa esperando “ser descoberto” não vale!) para divulgar seu som e reforçar o circuito rock da Grande Porto Alegre, que, mesmo ao lado Capital, tem uma lógica completamente diferente de público e espaços de divulgação. E, óbvio, dar rock a quem quer rock!

O bar Jack Rabbit abriu as portas por volta das 23 horas e, pouco depois da meia-noite, já estava abarrotado de gente. Com isso, o pessoal da Telecines tomou o palco para mostrar suas músicas recheadas de Big Muffs e influências “noventistas”.

Foi a último show da turnê de estréia (f#da-se o Acordo Ortográfico!) da banda, que desde fevereiro passou por Novo Hamburgo, Santa Maria (na última edição do Grito Rock), Carlos Barbosa e, claro, sua cidade natal. E o público se mostrou receptivo. Após as primeiras músicas alguns pulavam e dançavam (que já conhecia alguma das músicas disponibilizadas no Myspace da banda até arriscou cantarolar alguns refrões).

Menos de uma hora depois, a Frida iniciou uma apresentação que já começou com platéia ganha. Dona da casa, e há algum tempo sem aparecer ao vivo, foi recebida com entusiasmo pelo público, que cantou junto as letras do Sandro – vocalista e guitarrista do quarteto.

Pouco antes disso já havia fila na porta do bar. Gente querendo entrar, mas sem lugar pra ocupar. Dentro do pub, em torno de 200 pessoas cultuando esse tal Roquenrou de uma forma louca como não ocorria, dizem, desde os lendários shows de TNT e Cascavelettes na cidade, ainda na década de 80 (!).

A Frida fechou seu set com o “meio-blues” Professora Inês, cantado pela platéia que subiu no tablado e tomou os microfones – tem vídeo no Youtube pra conferir essa doidera.

O público também deu show. Lotou o bar, deu atenção às duas bandas e mostrou que, com organização e bandas legais, dá pra fazer uma festa rock que contemple tanto quem assiste como quem toca e produz.

Festeiros “profissionais”, gente que há muito não ia a shows e a gurizada “verde” fizeram da noite do último dia 6 uma data pra ser lembrada.

Como disse o Sandro, no #twitter (@pensandro), "ninguém era público, ninguém era artista. Todo mundo era tudo, todo mundo era um!".


E isso foi só o começo. Que venham mais edições da On the Rocks e iniciativas como essa por todas as plagas. Amém.
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24 de set. de 2009

Foi, então?!


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26 de ago. de 2009

Sexta, na Capital da Provîncia


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(Finalizando algumas coisas - textos! - pra postar poraqui. Tentando, pelo menos...)
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12 de ago. de 2009

"Elevator GOIN' UP!"

O título deste post é cortesia dos ingleses do The Clash, frase inicial da música "Koka Kola" - lembranças da época em que COMI o "Mate-me por favor" pela primeira vez, ao som do disco London Calling em tardes amenas de 2005 (ou seria 2004?).

Mas eu vim aqui atualizar essa coisa só pra uns comentários rápidos:

#LittleJoy - não vou (DE NOVO!) ao show... Muita grana, muita mão, sem parcerias dispostas. Estou ficando velho. ALÉM DISSO, vocês já devem ter notado o "branco" que ficou na postagem anterior. Pois bem, ali eu tinha postado uma imagem de outro site com um flyer dos shows do #littlejoy no Brasil e tal. Apagaram o site, ou a imagem, e como não guardei cópia, fica assim.

#ThemCrookedVultures - vocês já ouviram falar dessa banda, né?! ela reúne os melhores guitarrista-e-baterista da atualidade, Josh Homme (#QotSA) e Dave Grohl (#FF e #NIRVANA!), respectivamente (FINALMENTE o Grohl voltou a SENTAR A BUNDA no banquinho da bateria, pelamordedeus!). Pra completar, simplesmente, JOHN PAUL JONES como baixista. Você NÃO sabe quem é ele?! Pois não merece respirar, então...

A história sobre o #TCV é longa, e a minha madrugada é curta, portanto, com este PONTAPÉ que lhes proporciono, saiam a busca de informações na internet (#orkut, #facebook e #twitter são boas pistas). Abaixo, 14 SEGUNDOS do que eles já liberaram (eles fizeram o 1º show essa semana, mas os arquivos na internet são de baixa qualidade):



Mais um link para o Crooked Vultures aqui.

E por fim, mas não menos interessante, domingo tou pensando em ir a #Portalegre ver um show(?), peça(?), do #EronDalMolin, radialista que admiro (CULLLPADO, portanto, nesta minha escolha insana pelo #Jornalismo) e humorista de mão-cheia. O mais importante = é DE GRAÇA! Uhúúú.

Infos AQUI.

Acho que erasisso. Fui-me!
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3 de ago. de 2009

Joy(nha)!


E eles vêm novamente à #CapitalDaProvíncia! Dia 13, quinta-feira da próxima semana, o #Little_Joy toca uma-vez-mais no #Bar_Opinião.

(Da última vez, em pleno mês de fevereiro, o pessoal reclamou do calor. Ainda bem que agora, em agosto, não tem falta de refrigeração que atrapalhe o show, hahahaha!)

Tou lá, já. (Perdi quando vieram no início do ano, mas vi a reunião dos Hermanos, e mês passado vi o Camelo - com o HURTMOLD, tenho que escrever sobre, ainda! Dessa vez não posso deixar de ver o show do Little Joy. Certo que não.)

INFORMAÇÕES AQUI.

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29 de jul. de 2009

Hail, semiótica!

Quando eu digo que Gravataí é “legalpacaraio” é por causa de coisas como essa! Numa aparentemente simples formatura de guardas mostramos TODO o nosso DOMÍNIO da semiologia!

(Atentem para o SÍMBOLO da empresa de ônibus, ao fundo, e para a POSIÇÃO dos desavisados guardas. Saias-justas acontecem, pessoal...)



(Lembre-se: são apenas INDÍCIOS - aquele papo de "vir a ser" e blábláblá. Nada de nada prova nada.)

Hail, Charles Peirce!
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21 de jul. de 2009

De Dostoiévski a Bataclan - Festival de Inverno de Porto Alegre

Tava zapeando na TV nessa noite-madrugada de segunda quando vi a reprise do Radar (... programa gaúcho secular - rimou!) e vi o coordenador de Comunicação da (secretaria de) Cultura da Capital-da-Província falando sobre o Festival de Inverno. Só pelo que eles citaram na conversa já me interessei e, entrando na "internéti" fui conferir a agenda completa.

Segue, abaixo, o achei de mais interessante no Festival. Claro, nem preciso dizer - You Know -, minha opinião é SIMPLESMENTE a VERDADE ABSOLUTA. Confiram:



Festival de Inverno de Porto Alegre 2009


De 27 a 31 de Julho

9h30
Nietzsche e Dostoiévski - Oswaldo Giacóia Jr - Sala Álvaro Moreyra

Será oferecida uma introdução ao pensamento de Nietzsche e Dostoievski sob a ótica de sua atualidade e relevância, abordando, a cada dia, um aspecto essencial de sua filosofia.

De 28 de Julho a 2 de Agosto

sessões: 15h, 17h e 19h
Ciclo de Cinema - Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro

Mostra de curtas da escola de cinema Le Fresnoy, uma das mais prestigiadas da França (28 de julho a 2 de agosto);
Exibição do documentário Conversas com Jean-Luc Godard, de Alain Fleischer (diretor da Le Fresnoy), inédito no Brasil (dias 29 e 31 de julho e 2 de agosto);
Sessão comemorativa dos 25 anos de lançamento do filme Nunca Fomos Tão Felizes, de Murilo Salles, com a presença do diretor e do ator Cláudio Marzo (30 de julho, 19h);
Lançamento do livro Dicionário de Filmes Brasileiros, de Antônio Leão da Silva Neto, com a presença do autor (1º de agosto, 17h).

30 de Julho

18h30 - Palestra
Contra os Mitos Argentinos - Juan José Sebreli - Teatro Renascença

Juan José Sebreli é dos maiores sociólogos da Argentina e também uma estrela midiática. Autor de Cômicos e Mártires - Ensaio Contra os Mitos, demole alguns dos maiores ícones de seu país, como Maradona, Carlos Gardel, Evita Perón e Ernesto Che Guevara.

19h - Show
Bataclã FC (show Richard Serraria) - Teatro de Câmara

A banda gaúcha Bataclã FC se apresentará no 4. Festival de Inverno no Teatro de Câmara dia 30 de julho às 19h como convidada do músico Richard Serraria com o show Crenças ao Céu Aberto.

1º de Agosto

19h - Show
Pública - Teatro de Câmara

Grande vencedora do Prêmio Açorianos de Música 2008, a Pública será uma das atrações do 4. Festival de Inverno e faz seu show dia 1º de agosto às 19h, no Teatro de Câmara.

21h - Show
Banda Municipal de Porto Alegre – Teatro Renascença

Set List:
1) Dja (abertura do espetáculo com um tributo à Djavan) arranjo de disco; com a Banda Municipal somente
2) "Suíte Pernambucana de Bolso" composição de Mestre Duda; com a Banda Municipal somente
3) Ângela Jobim canta "Baby" e "Tropicália", ambas de Caetano Veloso
4) Vanessa Longoni canta "Sabiá" de Tom Jobim e Chico Buarque e "Arrastão" de Edu Lobo
5) Marisa Rotenberg canta "Alegria Alegria" de Caetano Veloso e Sá Marina de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar.
6) Andréa Cavalheiro canta "Que Pena" de Jorge Benjor e "Cérebro Eletrônico" de Gilberto Gil
Outras virão. Pode ser que feche o espetáculo com "Panis et Circences" com as quatro cantoras juntas.

Ingressos e senhas gratuitas

Shows
1) De 21 a 24 de julho os ingressos para os shows do 4. Festival de Inverno serão vendidos EXCLUSIVAMENTE na Usina do Gasômetro (av. Pres. João Goulart, 551), de 10h a 20h, em oito guichês.
2) No dia 25, a venda será transferida para o Centro Municipal de Cultura (av. Érico Veríssimo, 307) das 13h às 18h.
3) Apenas a partir do dia 26, se ainda sobrarem ingressos, as bilheterias dos locais de shows vão vendê-los.
Preços
Os shows no Teatro Renascença, Teatro do CIEE, Theatro São Pedro, Teatro do Bourbon Country e Opinião entre os dias 26 de julho e 3 de agosto custarão entre R$ 10,00 e R$ 20,00.
Shows gratuitos
Todos os shows no Teatro de Câmara e na Usina do Gasômetro serão gratuitos. Para estes será necessário retirar senha uma hora antes dos eventos no local.

Cursos, oficinas e palestras
As inscrições para os cursos e oficinas começaram no dia 3 de julho na Livraria Ilhota do CMC, das 9h às 12h e das 13h às 18h. Não há inscrições via internet.
Endereço: Centro Municipal de Cultura - Livraria Ilhota
Av. Erico Verissimo, 307 - CEP: 90160.181
Telefone: 3289-8069
Preços
Os cursos e oficinas custarão entre R$ 10,00 e R$ 20,00 e terão duração aproximada de 90 minutos, cada encontro.
Palestras Gratuitas
As palestras no Teatro Renascença serão gratuitas, com retirada de senhas no local uma hora antes dos eventos.

Ciclo de Cinema
O ciclo de cinema e suas palestras acontecerão na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro (av. Pres. João Goulart, 551 - 3. Andar), a preços usuais (R$ 3,00 a meia entrada e R$ 6,00). Para os que quiserem assistir apenas as palestras do ciclo após a exibição de filmes, não será cobrado ingresso.
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Mais informações no site da Secretaria de Cultura de Poa, nesse link.

Obs.: Eu ia postar algo totalmente diferente, ainda relacionado ao meu "encontro com o jazz", mas esse Serviço se fez urgente. É provável que os ingressos e inscrições acabem MUITO rápido.
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14 de jul. de 2009

O Rock


Ele não me deu nada. Ou melhor, fez com que eu me tornasse o que sou hoje. (Tommy Iommi & Rubem Fonseca.) Provavelmente mais de 90% dos rumos da minha vida nos últimos SETE (6 e meio, vá lá...) anos tem ele como "variável preponderante". Me tornei um questionador inveterado depois de conhecê-lo. Entendo de AUTORREFERENCIALIDADE INTRAMIDIÁTICA CORPORATIVA e NÂO entendo de garotas. Ele está ao meu lado em ambos os momentos.

Pois este é o rock. Que me faz sentir mal a cada vez que começo a me acomodar num modelinho de vida-fácil-classe-média-universitária, com chimarrão no fim de semana e gola pólo; meninas-almofadas legais e meio insossas. Que não se encaixa no Brazilian-ghetto-way-of-life que a Regina Casé insiste, semanalmente, que eu devo seguir (por ser da periferia).

Eu podia ser um ignorante feliz, mas não. Ele entrou na minha casa e roubou minha atenção, capturou minha mente. KURT Cobain, distorção grito & Pennyroyal Tea. Foda-se o mundo, eu vou ser diferente, vou trasngredir. As regras, os acordos, a hipocrisia. NÃÃÃÃÃOO!

Viveria bem tendo feito o curso do Senai de Mecânica, Segundo Grau, no máximo alguma facul de alguma coisa também mecânica (ambos, objeto de estudo e aprendizagem, mecânicos), sonhar com carro tunado, garotas dançando um funkezinho safado, ficar parado com cara de macho-ALFA-bobão num posto de gasolina qualquer. Ora, o prazer das pequenas coisas. Ora, a ignorância É UMA BENÇÂO!

Ele não permitiu, ELE fez com que eu questionasse e o life-style simples que me chutou a bunda durante toda a vida colegial até então (e quem disser que a escola NÂO é o ambiente mais hostil do mundo não tem um pingo de neurônios no mar salgado que é o cérebro...). Eu aprendi o quanto é engraçado não ser engraçado, assustar pessoas e contrariar as pessoas. Um outro mundo é possível, não?!

Não. Esse é o mundo, e com ele você vive como pode.


Mas nesse mundo eu criei outro. Com letras do A-B-C & dissonâncias & melodias & harmonias & barulhos. E nesse espaço-tempo que eu levo comigo pra passear poraí, eu crio um Frankestein há anos; ele ainda não ganhou vida pra levantar e apavorar o mundo, mas eu creio que, um dia, eu ache a fórm(ul)a pra que o meu animalzinho avance sobre as multidões bovinas, ruminando distorções.

E além de tudo isso, agora, ele me ensinou a ser dissimulado e velho como EU sou dissimulado & velho & cético & meio-cínico & descrente (com quadris largos de PSEUDO-cevada acumulada que eu tanto me regozijo). É isso aí, Josh e Lanegan.

O dia sacramentado do Diabo Rock foi ontem. Hoje, eu - preguiçoso e atrasado MÓR - falo dele, porque ele não me deixa livre NENHUM DIA desde o distante ano da Graça de Deus de 2002, do Ronald(inh)o com cabelo do Cascão & fim de Primeiro Grau.

Rindo, me debulhando ou caindo (de tragos & prantos) o rock não larga do meu pé NENHUM dia. Meus dias em oferenda à ele.

GOD gave Rock n' Roll to you, ass hole bastard.

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Obs.: Foto 1 = Macaco Bong, afudê pra caralho na quinta passada.
Obs 2.: Foto 2 = Shows da Damn Laser e copos de vidro cheios de ceva NÃO combinam.

Obs 3.: Culpa pelas fotos =
Void (menos na que eu apareço com a MINHA guitarra).
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6 de jul. de 2009

Super, mas nem tão novas (musicais e textuais)

Ou Macacos Gêmeos & Camelos Virgens

Aloha, amiguinhos. Estou crendo que, nessas férias da faculdade, vou postar com maiorfrequencia. Quero acreditar nessa bela inverdade.

O semestre está (quase!) acabado... Tenho nessa terça, ainda, uma prova de recuperação. Justamente em Redação (III), única matéria na qual tinha nota “azul” (a/c #EduardoHerrmann, hahaha. Piada interna) ao fim da primeira metade do semestre (vulgo Grau A, para o não iniciados nos ritos semestrais d'Aquela Grande Instituição de Ensino “Superior” do Vale dos Sinos que eu frequento). Logo a disciplina onde MAIS me destaco – fato, escrevo textos melhores do que a maioria dos colegas em metade do tempo & com 70% menos interesse e/ou disciplina. Falsa modéstia aos fracos, pois. Hahaha.

Poisentão. Nessa “cadeira” eu estou de recuperação. Creio que pela minha indisciplina, certamente, o professor me pregou essa peça. Pois não creio que alguém (inegavelmente bom no que faz em aula) fique abaixo da nota necessária por MEIO PONTO. Tudo bem, serão dois textos dissertativos (entre Editorial, Artigo e Crônica) sobre um mesmo tema. Não farei com uma mão amarrada, pois isso realmente atrapalharia a digitação, mas com os olhos no que a internet da Unisinos tem a me oferecer, com toda a certeza.

Falando na aula de Redação (III), foi nela que o meu texto mais PERTURBADOR – heavy metal mesmo! - foi RECORTADO, dilacerado. Dia desses posto-o aqui. E olha que ele tem, além do parágrafo removido SEM ANESTESIA, um final “na versão do diretor”, digamos. (Eu mudei o final do texto que foi publicado no jornalzinho do Centro 3 a pedido do professor.)

Mas vamos à música, que é o que me interessa mesmo.

O Mark Lanegan fez show em São Paulo (junto como o Greg Dulli, ou vice-versa, segundo o pessoal que foi e postou na comunidade do cara no Orkut) na mesma noite em que eu fiz meu MELHOR Programa do Aluno, na Unisinos FM. É claro, ninguém ouviu, além da minha mãe, meu pai e meu irmão. Eu SEI! Mas eu pude mandar e desmandar na minha rádio preferida (e que me fez estudar Jornalismo) por uma hora. Tem coisas que o Mastercard não paga. Mesmo. Mas ele pagaria ida à SP e ingresso para o show. E apesar de ter colocado pra tocar muita doidera na Unisinos FM, eu queria mesmo era estar em São Paulo naquela noite. Fazeroquê, né?!

Shows “Internacionais” na capital da Província, este mês:

Macaco Bong, quinta que vem (9), no mesmo Ocidente em que eu vi a Damn Laser Vampires no último dia 2. Os caras fazem um rock instrumental-virtuoso-from-hell-com-referências-mil. É isso, não tem muito o que explicar. Irei, certo.

Velhas Virgens. Rock n' roll safado como sempre deveria ser. Influência de Blues, putarias, tragos e mil coisas mais. Dia 12 - domiiiingo! -, no Opinião. Quero ver. Irei, acho.

Marcelo Camelo no Teatro do Bourbon Country, dia 19. Tipo, dentre os “Bítous”, eu sempre vou preferir o Amarante. Mas só que o “Paul” vai vir a Porto (uma cidade não muito) Alegre acompanhado pelo HURTMOLD!! E o Hurtmold é SIMPLESMENTE uma das cinco melhores bandas desse País atualmente. Séria candidata a uma das DEZ melhores do UNIVERSO!! E sabe-se lá quando terei outra oportunidade de gritar “O meu, vocês são foda!” pro pessoal do Hurtmold?! Estou lá, já.



Fora isso, mandei um email pra uma promoção. (E daí, Thiago?) Bom, e daí que, caso eu seja selecionado (update: Nããão!) e depois escolhido pelo VOTO POPULAR (alô, é nessa hora que vocês, milhares de leitores deste blog, entram em ação!) pra discotecar no Laika, em Porto Alegre. Discotecar? Poisé, isso mesmo. Enquanto eu não consigo montar/produzir uma banda de rock de verdade, decente, vou tentando outras possibilidades. Além do quê poderei ENSINAR aos portoalegrenses (grande parte indies BUNDÕES!) o que é rock.

Mais informações em breve (mais do que vocês devem imaginar, hehehe!)

Trust!
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