Pois na última semana esta máxima se provou verdadeira (verdadeira?). Gilmar Mendes, ministro – e presidente – do Supremo Tribunal Federal, foi o relator do processo que extinguiu a obrigatoriedade do diploma em Jornalismo para o exercício da profissão. Ele mesmo, que soltou duas vezes o banqueiro Daniel Dantas em menos de 24 horas e que ouviu um sonoro “saia às ruas!” do também ministro do Supremo Joaquim Barbosa.
Mas o que dizer sobre o fim dessa obrigatoriedade? Excecrá-lo (esse final) "simplesmente” por que o presidente do STF não tem nenhuma credibilidade perante o povo e comparou uma atividade que pode mudar a opinião pública à culinária – meu respeito e admiração a quem sabe fazer um bom prato? Ora, são argumentos menores.
O que de fato acontece é que, apesar do julgamento ter um pressuposto errôneo, a tal “Justiça” foi feita. Ou você é capaz de subestimar qualquer pessoa simplesmente por ela não ter estudado as Teorias da Comunicação? O Jornalismo pede, basicamente, domínio das linguagens de comunicação e postura ética. Agora, pense: isto não deveria ser ensinado às crianças desde suas primeiras lições na escola?
O que faz necessário o curso superior em Jornalismo, no Brasil, é a precariedade dos ensinos Fundamental e Médio. O aluno mal sabe usar vírgulas em uma frase, ao sair da escola. Eu (!!) sou um exemplo disso. A faculdade me ensinou a usar vírgulas – e algumas palavras bonitas, mas essas são desnecessárias. Basicamente. Ética eu não aprendi nas salas de aula, não mesmo. No máximo, tento praticar a amoralidade.
Na era digital, onde todos estão ligados a tudo (só depende do quanto você tem para investir em tecnologia) qualquer pessoa com um mínimo de discernimento e erudição pode desempenhar o papel de “jornalista”, tirando fotos com seu celular, postando em seu blog, etc.
Claro que a maioria da população não tem base teórica para isso, mas não devermos esquecer das exceções, os casos de “notório saber comunicacional”, por assim dizer.
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Obs.: Texto produzido pra aula de Redação III, em meia hora, acho. (Claro, essa é a versão "extendida", já que na aula fazemos redações dissertativas com SOMENTE 1500 caracteres. Não dá nem tempo de tossir com 1500 caracteres!)
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