Essas coisas, logo aí embaixo... Palavras ditadas por um Ghost Writer.

24 de dez de 2009

Foda-se o Natal

Papai Noel Velho Batuta
Garotos Podres

Papai Noel velho batuta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo!
Aquele porco capitalista

Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres

Papai Noel velho batuta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo!
Aquele porco capitalista

Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres

Pobres, pobres...
Mas nós vamos seqüestrá-lo
E vamos matá-lo!

Por que?

Aqui não existe natal!
Aqui não existe natal!
Aqui não existe natal!
Aqui não existe natal!

Por que?

Papai Noel velho batuta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo!
Aquele porco capitalista

Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres





Músiquinha singela. Era isso...
Até ano que vem para as 4 pessoas que visitam esse blog.

Ps.: Thiago, perseverás e triunfarás. "Escreva e eles lerão", disse o Senhor Thompson.

20 de nov de 2009

She Is Rock

Eu tento ligar o "botão Henry Chinaski" nessas horas - sujo, direto e despudorado, um soco no estômago pra curar uma úlcera -, mas ele parece emperrado. Não funciona, pra variar. Soltar o tal "wild side" da minha cabeça insana pra mostrar, FACE TO FACE, o quanto a fala dela é inspiradora & excitante & me dá vontade de sentir vento chuva e frio só por estar ali, quando ela me dirige a palavra. Revigorante, também.

Ela é a vivacidade e a cor de uma juventude real, algo que eu (acho que) conheci dentro do meu próprio crânio em um passado cronologicamente nem tão distante, mas relativamente pré-histórico nos dias que se passam atualmente. Ela me abala de uma forma quase idiota com uma espontaneidade que dá certa inveja, me lembrando a cuca fresca que eu perdi em meio a selva. E como se já não bastasse, e NÃO basta, ela ainda é dona de um sorriso lindo & tranquilo & olhos castanhos & me faz pensar todas aquelas coisas que eu não tenho habilidade alguma pra administrar racionalmente que estão intrínsecamente ligadas àquelas coisas as quais o ensino FORMAL me privou.

Bom, eu. Eu sou o Kurt Donald Cobain berrando os versos iniciais de Serve the Servants, do disco In Utero, "Teenage angst has paid off well/ Now I'm BORED and OLD!". Eu sou o retrato da ruina da empatia. Os kilometros percorridos diariamente só aumentam, meus desejos viraram fantasmas recalcados. A identidade perdida num final de manhã de 2005. Isso, e só. Chateado e velho, dentro de uma carapaça pseudo juvenil

E no final desse maldito Festival Chororô - RAW POWER (!!!) dos Stooges ao fundo -, eu penso na frase mais afudê (uma homenagem torta, uma ode subversiva) pra se falar pra uma garota afudê. A frase que vai me redimir frente a EU próprio e às aulas subversivas do punk rock. Totalmente Chinaski Style, apesar de eu ter adaptado dum filme francês (e não se adaptar INTEGRALMENTE - devido ao tempo verbal - ao caso): "Querida, você não sabe os RIOS de esperma que eu já VERTI por você!"
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(Esse tava guardado há mais de um mês. Só agora resolvi soltar o animalzinho, hahahaha!)
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24 de out de 2009

Apontamentos soltos de final (?) de primavera

A leitura do blog do Mário (que Mário?) Bortolotto sempre me inspira. Dessa vez, me faz tentar condensar, em alguns minutos, o que anda acontecendo ao meu redor e o que fervilha na minha cabeça.

Cabeça.

Minha cabeça pesa nesse momento. A menos de 10 horas eu estava numa #HorrorShow, lá no #LaikaClub (valeu, "Obama De Cachos"!). Tantas cervejas quantas eu não devia gastar, mas foi legal (pra caralho). Tocaram tudo que eu pedi, e eu fui um chato que pediu 3 (TRÊS!!!) músicas. E essa lógica de TomaCeva-NãoDorme-ComeçaOutroDia tem sido uma constante nos últimos tempos. Selfdestruct, é assim que se escreve?! Mas o que realmente importa é que eu chego à conclusão de que a "noite", assim, de ir a "festas" e tal, já não me diz muita coisa. Na verdade nunca me disse, mas agora eu tou ficando velho o suficiente pra admitir que eu não levo jeito pra esses rituais de empatia e tal.

Importantíssimo dizer que, no último mês eu fiz parte de uma banda. Que se apresentou em um palco, inclusive! A Boltz... Ahhh, a Boltz. Certamente a aprendizagem que eu tive foi bem importante pra eu (re)avaliar minhas idéias músicais - e principalmente a execução delas -, apesar de, musicalmente, a Boltz não ter referências musicais muito próximas ao que eu pretendo explorar.

E o Jornalismo, ô meu?! Me dá tantas dores de cabeça quanto garrafas de Polar (que é "exportada de Sta. Catarina pra cá, sabia?). "Bom"exemplo disso é o Enfoque, jornal comunitário do qual "participo" em uma das disciplinas desse semestre. Sinto que o meu trabalho não deslanchou, eu tenho muito mais questionamentos do que proposições. Me sinto um peixe pulando no chão de um barco, me debatendo e tal. Eu tenho circulado pelas Ciências Sociais, e tem sido bom. Melhor, na verdade. A verdade, mesmo, é que eu não devia estar estudando agora, tou contemplativo demais pra pensar. Mas...

Mas a coisa mais doida a se falar é que dia 7 próximo estarei em São Paulo , pra ver o Sonic Youth e o Stooges no festival Planeta Terra. Uhúúúl. É isso que me interessa e me faz ser feliz. Sobre isso eu posso escrever rios, por que é a música que me toca. Ponto.

E por fim, mas certamente tão importante (ou mais) quanto os assuntos, tenho praticado arduamente para ser mais cara-de-pau com as meninas desse Brazil... Tarefa árdua, visto que eu não pronuncio certas palavras e fico mudo proporcionalmente ao interesse que tenho em "conhecer" uma guria - salvo raríssimas exceções. E as coisas tem parecido um pouco mais fáceis, tenho conhecido (e reconhecido?) garotas realmente legais. Engraçado com ela(s) não devem fazer idéia de como eu ligo pra elas - apesar de alguns empecilhos causados pela monogamia, maldita.

Obs.: Isso foi, na real, muito mais um exercício ao qual me submeti pra atualizar o blog e exercitar a escrita do que um texto inteligível. Voltaremos.
Obs 2.: Não coloquei todos os links que queria (e deveria) no texto. Pressa. A internet me falta em casa.

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9 de out de 2009

Caralh#...

... tenho que postar algo novo aqui. (Na real tenho meia dúzia de textos sendo escritos, mas incompletos. Paciência!)

O que REALMENTE importa é que eu vou ver AO VIVO o Sonic Youth e o Stooges - com a formação do "Raw Power"!
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24 de set de 2009

Foi, então?!


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26 de ago de 2009

Sexta, na Capital da Provîncia


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(Finalizando algumas coisas - textos! - pra postar poraqui. Tentando, pelo menos...)
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15 de ago de 2009

Nesse sábado, em Cachoeirinha

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Divulgando um show de rock na região. Com uma boa banda, que é Os Vespas (até já fiz uns comentários sobre eles aqui, no CE).
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12 de ago de 2009

"Elevator GOIN' UP!"

O título deste post é cortesia dos ingleses do The Clash, frase inicial da música "Koka Kola" - lembranças da época em que COMI o "Mate-me por favor" pela primeira vez, ao som do disco London Calling em tardes amenas de 2005 (ou seria 2004?).

Mas eu vim aqui atualizar essa coisa só pra uns comentários rápidos:

#LittleJoy - não vou (DE NOVO!) ao show... Muita grana, muita mão, sem parcerias dispostas. Estou ficando velho. ALÉM DISSO, vocês já devem ter notado o "branco" que ficou na postagem anterior. Pois bem, ali eu tinha postado uma imagem de outro site com um flyer dos shows do #littlejoy no Brasil e tal. Apagaram o site, ou a imagem, e como não guardei cópia, fica assim.

#ThemCrookedVultures - vocês já ouviram falar dessa banda, né?! ela reúne os melhores guitarrista-e-baterista da atualidade, Josh Homme (#QotSA) e Dave Grohl (#FF e #NIRVANA!), respectivamente (FINALMENTE o Grohl voltou a SENTAR A BUNDA no banquinho da bateria, pelamordedeus!). Pra completar, simplesmente, JOHN PAUL JONES como baixista. Você NÃO sabe quem é ele?! Pois não merece respirar, então...

A história sobre o #TCV é longa, e a minha madrugada é curta, portanto, com este PONTAPÉ que lhes proporciono, saiam a busca de informações na internet (#orkut, #facebook e #twitter são boas pistas). Abaixo, 14 SEGUNDOS do que eles já liberaram (eles fizeram o 1º show essa semana, mas os arquivos na internet são de baixa qualidade):



Mais um link para o Crooked Vultures aqui.

E por fim, mas não menos interessante, domingo tou pensando em ir a #Portalegre ver um show(?), peça(?), do #EronDalMolin, radialista que admiro (CULLLPADO, portanto, nesta minha escolha insana pelo #Jornalismo) e humorista de mão-cheia. O mais importante = é DE GRAÇA! Uhúúú.

Infos AQUI.

Acho que erasisso. Fui-me!
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3 de ago de 2009

Joy(nha)!


E eles vêm novamente à #CapitalDaProvíncia! Dia 13, quinta-feira da próxima semana, o #Little_Joy toca uma-vez-mais no #Bar_Opinião.

(Da última vez, em pleno mês de fevereiro, o pessoal reclamou do calor. Ainda bem que agora, em agosto, não tem falta de refrigeração que atrapalhe o show, hahahaha!)

Tou lá, já. (Perdi quando vieram no início do ano, mas vi a reunião dos Hermanos, e mês passado vi o Camelo - com o HURTMOLD, tenho que escrever sobre, ainda! Dessa vez não posso deixar de ver o show do Little Joy. Certo que não.)

INFORMAÇÕES AQUI.

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29 de jul de 2009

Hail, semiótica!

Quando eu digo que Gravataí é “legalpacaraio” é por causa de coisas como essa! Numa aparentemente simples formatura de guardas mostramos TODO o nosso DOMÍNIO da semiologia!

(Atentem para o SÍMBOLO da empresa de ônibus, ao fundo, e para a POSIÇÃO dos desavisados guardas. Saias-justas acontecem, pessoal...)



(Lembre-se: são apenas INDÍCIOS - aquele papo de "vir a ser" e blábláblá. Nada de nada prova nada.)

Hail, Charles Peirce!
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21 de jul de 2009

De Dostoiévski a Bataclan - Festival de Inverno de Porto Alegre

Tava zapeando na TV nessa noite-madrugada de segunda quando vi a reprise do Radar (... programa gaúcho secular - rimou!) e vi o coordenador de Comunicação da (secretaria de) Cultura da Capital-da-Província falando sobre o Festival de Inverno. Só pelo que eles citaram na conversa já me interessei e, entrando na "internéti" fui conferir a agenda completa.

Segue, abaixo, o achei de mais interessante no Festival. Claro, nem preciso dizer - You Know -, minha opinião é SIMPLESMENTE a VERDADE ABSOLUTA. Confiram:



Festival de Inverno de Porto Alegre 2009


De 27 a 31 de Julho

9h30
Nietzsche e Dostoiévski - Oswaldo Giacóia Jr - Sala Álvaro Moreyra

Será oferecida uma introdução ao pensamento de Nietzsche e Dostoievski sob a ótica de sua atualidade e relevância, abordando, a cada dia, um aspecto essencial de sua filosofia.

De 28 de Julho a 2 de Agosto

sessões: 15h, 17h e 19h
Ciclo de Cinema - Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro

Mostra de curtas da escola de cinema Le Fresnoy, uma das mais prestigiadas da França (28 de julho a 2 de agosto);
Exibição do documentário Conversas com Jean-Luc Godard, de Alain Fleischer (diretor da Le Fresnoy), inédito no Brasil (dias 29 e 31 de julho e 2 de agosto);
Sessão comemorativa dos 25 anos de lançamento do filme Nunca Fomos Tão Felizes, de Murilo Salles, com a presença do diretor e do ator Cláudio Marzo (30 de julho, 19h);
Lançamento do livro Dicionário de Filmes Brasileiros, de Antônio Leão da Silva Neto, com a presença do autor (1º de agosto, 17h).

30 de Julho

18h30 - Palestra
Contra os Mitos Argentinos - Juan José Sebreli - Teatro Renascença

Juan José Sebreli é dos maiores sociólogos da Argentina e também uma estrela midiática. Autor de Cômicos e Mártires - Ensaio Contra os Mitos, demole alguns dos maiores ícones de seu país, como Maradona, Carlos Gardel, Evita Perón e Ernesto Che Guevara.

19h - Show
Bataclã FC (show Richard Serraria) - Teatro de Câmara

A banda gaúcha Bataclã FC se apresentará no 4. Festival de Inverno no Teatro de Câmara dia 30 de julho às 19h como convidada do músico Richard Serraria com o show Crenças ao Céu Aberto.

1º de Agosto

19h - Show
Pública - Teatro de Câmara

Grande vencedora do Prêmio Açorianos de Música 2008, a Pública será uma das atrações do 4. Festival de Inverno e faz seu show dia 1º de agosto às 19h, no Teatro de Câmara.

21h - Show
Banda Municipal de Porto Alegre – Teatro Renascença

Set List:
1) Dja (abertura do espetáculo com um tributo à Djavan) arranjo de disco; com a Banda Municipal somente
2) "Suíte Pernambucana de Bolso" composição de Mestre Duda; com a Banda Municipal somente
3) Ângela Jobim canta "Baby" e "Tropicália", ambas de Caetano Veloso
4) Vanessa Longoni canta "Sabiá" de Tom Jobim e Chico Buarque e "Arrastão" de Edu Lobo
5) Marisa Rotenberg canta "Alegria Alegria" de Caetano Veloso e Sá Marina de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar.
6) Andréa Cavalheiro canta "Que Pena" de Jorge Benjor e "Cérebro Eletrônico" de Gilberto Gil
Outras virão. Pode ser que feche o espetáculo com "Panis et Circences" com as quatro cantoras juntas.

Ingressos e senhas gratuitas

Shows
1) De 21 a 24 de julho os ingressos para os shows do 4. Festival de Inverno serão vendidos EXCLUSIVAMENTE na Usina do Gasômetro (av. Pres. João Goulart, 551), de 10h a 20h, em oito guichês.
2) No dia 25, a venda será transferida para o Centro Municipal de Cultura (av. Érico Veríssimo, 307) das 13h às 18h.
3) Apenas a partir do dia 26, se ainda sobrarem ingressos, as bilheterias dos locais de shows vão vendê-los.
Preços
Os shows no Teatro Renascença, Teatro do CIEE, Theatro São Pedro, Teatro do Bourbon Country e Opinião entre os dias 26 de julho e 3 de agosto custarão entre R$ 10,00 e R$ 20,00.
Shows gratuitos
Todos os shows no Teatro de Câmara e na Usina do Gasômetro serão gratuitos. Para estes será necessário retirar senha uma hora antes dos eventos no local.

Cursos, oficinas e palestras
As inscrições para os cursos e oficinas começaram no dia 3 de julho na Livraria Ilhota do CMC, das 9h às 12h e das 13h às 18h. Não há inscrições via internet.
Endereço: Centro Municipal de Cultura - Livraria Ilhota
Av. Erico Verissimo, 307 - CEP: 90160.181
Telefone: 3289-8069
Preços
Os cursos e oficinas custarão entre R$ 10,00 e R$ 20,00 e terão duração aproximada de 90 minutos, cada encontro.
Palestras Gratuitas
As palestras no Teatro Renascença serão gratuitas, com retirada de senhas no local uma hora antes dos eventos.

Ciclo de Cinema
O ciclo de cinema e suas palestras acontecerão na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro (av. Pres. João Goulart, 551 - 3. Andar), a preços usuais (R$ 3,00 a meia entrada e R$ 6,00). Para os que quiserem assistir apenas as palestras do ciclo após a exibição de filmes, não será cobrado ingresso.
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Mais informações no site da Secretaria de Cultura de Poa, nesse link.

Obs.: Eu ia postar algo totalmente diferente, ainda relacionado ao meu "encontro com o jazz", mas esse Serviço se fez urgente. É provável que os ingressos e inscrições acabem MUITO rápido.
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17 de jul de 2009

SO NICE to meet you, Mr. Jazz

Eu já procurava esse encontro há algum tempo, já, mas ele só foi possível no começo dessa semana. Essa demora, como muitas outras coisas, foi causada pela minha preguiça, além de um comodismo gigante. Mas o que importa é que aconteceu, finalmente baixei um disco clássico de JAZZ. Nessa estréia (com é!) o disco não poderia ser outro: Kind of Blue, do Miles Davis. Desde as comemorações do cinquentenário (sim, eu SEI falar difícil, hehehe!) do álbum o meu interesse por ele vinha aumentando.

E é impressionante a mescla PERFEITA das faixas do "Kind" com o climão dessa semana. A garoa observada ao som das levadas de piano. A bateria fazendo a "cama" para os instrumentistas improvisarem, enquanto Gravataí vai se desenrolando lá fora, na janela do ônibus.

Falando em Gravataí... Provavelmente quem me conhece sabe o quanto eu tenho afeição pela cidade, o quanto me sinto em casa (coisa de bicho-do-mato, hahaha!), apesar de não me "ver" vivendo aqui a vida toda! Considero a cidade "a melhor das moradas possíveis", de acordo com minhas possibilidades atuais. Perto o suficiente da Capital da Província, longe o necessário nos momentos convenientes.

Mas ESTES últimos dias têm sido especiais, essa combinação de chuva, umidade, tempo nublado, e frio trazem um "clima" especial às ruas da cidade. Um baita contraste com os dias sufocantes de verão. Pra um cara como eu, que se define como um "observador", então, esse tal clima é um prato cheio, totalmente convidativo a flanar "poraí".

Ainda mais ouvindo um JAZZ. Deus do céu, como isso é afudê. O sax tinindo nos (pra mim!) bucólicos inícios de tarde no centro da cidade, com (novos-)jovens indo e vindo das escolas, pessoas indo-e-vindo do trabalho, e eu ali, parado-na-parada, esperando o ônibus da degola enquanto celebridades que me conhecem pelo nome passam em carros cinzas sem olhar para os lados.


Basicamente o som aflora (ou deflora?!) a percepção para os detalhes da rua, a vida (alheia) desfilando despretensiosamente(?) em frente à tua FUÇA.

"Freedie Freeloader", A música, O ritmo. Todas as músicas (do Kind of Blue) com levadas "contemplativas", observadoras, sem nunca deixar de serem brilhantes, vívidas. A única que destoa, lindamente, desse paradigma é "BLUE In Green" (CAIXA ALTA em "blue" por minha conta!). O ritmo é quase idêntico às outras faixas - a bateria pouco se modifica ao longo do álbum. Mas a melodia, AHHH, a melodia. Ela é de uma certa tristeza linda, sutil. Mas íntegra, sem se integrar ao chororô lugar-comum que infesta alto-falantes nos quatro cantos do mundo, ultimamente.

Tenho escutado muita música instrumental (#Hurtmold #MacacoBong #PataDeElefante). Parece que esse gênero vai aumentar na minha "coleção". E as viagens pela Região Metropolitana não serão mais as mesmas!

(Lembrei disso tudo e "organizei" esse post mentalmente enquanto ouvia, mais uma vez, o Kind of Blue. Voltando da capital da Província. Noite, faróis, Rubem Fonseca (#OFescenino) & garoa de inverno num terminal qualquer de uma Farrapos bastante humana. Como eu GOSTO do bafo do inverno - essa "fumaça" que só sai da boca das pessoas no inverno.)
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Obs.: Postagem sem hiperlinks (escrever na madruga cansa!). Se possível faço update no decorrer da sexta;
Obs 2.: NADA A VER com o tema em questão. Mas a ceva SEMPRE salva. Veja NESSE LINK.

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Agora sim, tchau.
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14 de jul de 2009

O Rock


Ele não me deu nada. Ou melhor, fez com que eu me tornasse o que sou hoje. (Tommy Iommi & Rubem Fonseca.) Provavelmente mais de 90% dos rumos da minha vida nos últimos SETE (6 e meio, vá lá...) anos tem ele como "variável preponderante". Me tornei um questionador inveterado depois de conhecê-lo. Entendo de AUTORREFERENCIALIDADE INTRAMIDIÁTICA CORPORATIVA e NÂO entendo de garotas. Ele está ao meu lado em ambos os momentos.

Pois este é o rock. Que me faz sentir mal a cada vez que começo a me acomodar num modelinho de vida-fácil-classe-média-universitária, com chimarrão no fim de semana e gola pólo; meninas-almofadas legais e meio insossas. Que não se encaixa no Brazilian-ghetto-way-of-life que a Regina Casé insiste, semanalmente, que eu devo seguir (por ser da periferia).

Eu podia ser um ignorante feliz, mas não. Ele entrou na minha casa e roubou minha atenção, capturou minha mente. KURT Cobain, distorção grito & Pennyroyal Tea. Foda-se o mundo, eu vou ser diferente, vou trasngredir. As regras, os acordos, a hipocrisia. NÃÃÃÃÃOO!

Viveria bem tendo feito o curso do Senai de Mecânica, Segundo Grau, no máximo alguma facul de alguma coisa também mecânica (ambos, objeto de estudo e aprendizagem, mecânicos), sonhar com carro tunado, garotas dançando um funkezinho safado, ficar parado com cara de macho-ALFA-bobão num posto de gasolina qualquer. Ora, o prazer das pequenas coisas. Ora, a ignorância É UMA BENÇÂO!

Ele não permitiu, ELE fez com que eu questionasse e o life-style simples que me chutou a bunda durante toda a vida colegial até então (e quem disser que a escola NÂO é o ambiente mais hostil do mundo não tem um pingo de neurônios no mar salgado que é o cérebro...). Eu aprendi o quanto é engraçado não ser engraçado, assustar pessoas e contrariar as pessoas. Um outro mundo é possível, não?!

Não. Esse é o mundo, e com ele você vive como pode.


Mas nesse mundo eu criei outro. Com letras do A-B-C & dissonâncias & melodias & harmonias & barulhos. E nesse espaço-tempo que eu levo comigo pra passear poraí, eu crio um Frankestein há anos; ele ainda não ganhou vida pra levantar e apavorar o mundo, mas eu creio que, um dia, eu ache a fórm(ul)a pra que o meu animalzinho avance sobre as multidões bovinas, ruminando distorções.

E além de tudo isso, agora, ele me ensinou a ser dissimulado e velho como EU sou dissimulado & velho & cético & meio-cínico & descrente (com quadris largos de PSEUDO-cevada acumulada que eu tanto me regozijo). É isso aí, Josh e Lanegan.

O dia sacramentado do Diabo Rock foi ontem. Hoje, eu - preguiçoso e atrasado MÓR - falo dele, porque ele não me deixa livre NENHUM DIA desde o distante ano da Graça de Deus de 2002, do Ronald(inh)o com cabelo do Cascão & fim de Primeiro Grau.

Rindo, me debulhando ou caindo (de tragos & prantos) o rock não larga do meu pé NENHUM dia. Meus dias em oferenda à ele.

GOD gave Rock n' Roll to you, ass hole bastard.

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Obs.: Foto 1 = Macaco Bong, afudê pra caralho na quinta passada.
Obs 2.: Foto 2 = Shows da Damn Laser e copos de vidro cheios de ceva NÃO combinam.

Obs 3.: Culpa pelas fotos =
Void (menos na que eu apareço com a MINHA guitarra).
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8 de jul de 2009

Sobre chinelos e amigos chinelos

Hoje é o dia. Thiago, companheiro, chinelão, gravataino (heheeheh) completa mais um ano de vida, de trago e de estágio (hehehhehe duplo). O cara é foda! Ideal para cervejas no bar do alemão, pra discussões midiaticas, e pra curtir um punk rock.

21 anos, é isso? Quase uma década a menos que eu. Barbaridade! Ou, como diz a frase genial do MSN dele "21 anos de péssima comunicação interpessoal". Bobagem, o teu texto tá cada vez melhor. E teu programa na rádio Unisinos, edição unica, foi um sucesso. Só perdeu pro velório do Michael.

Não esquenta Thiago, é um fato que já constatei: os inbecis herdarão a terra. Retardados em seus carros tunados, ouvindo funk e de cabelo arrepiado tem mais chance de se reproduzir do que pessoas como nós, que achamos toda essa merda ridícula. Mas é prefirivel ser um gênio incompreendido do que um idiota que todo mundo já sacou. ((((Viu só que frase genial?))))

Pelo jeito você não aparecerá na Unisinos hoje. Por isso, no sábado, tomarei um porre em sua homenagem (ia beber de qualquer forma, mas, enfim...). Tomarei um litro de vinho branco seco. E vodka. Talvez alguma cerveja. Pode ser até que eu faça uma lavagem estomacal em sua homenagem. Quem sabe, sou imprevisivel...

Amigos são como chinelos, quanto mais o tempo passa melhor ficam. Amigos chinelos são melhor ainda, quanto mais o tempo passa, mais desbotados e detonados ficam. Mas mais identificados com eles ficamos. (Perai, essa é uma analogia muito tosca. Mas não vou mudar agora. O título ficou muito legal)

As mulheres um recado: deêm pro cara! Amor, carinho, atenção, dinheiro, alimentação, cerveja e música. O resto que vier, aposto que ele não vai dispensar.

Um abraço, caro amigo.

Vamos marcar um trago um dia desses...
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6 de jul de 2009

Super, mas nem tão novas (musicais e textuais)

Ou Macacos Gêmeos & Camelos Virgens

Aloha, amiguinhos. Estou crendo que, nessas férias da faculdade, vou postar com maiorfrequencia. Quero acreditar nessa bela inverdade.

O semestre está (quase!) acabado... Tenho nessa terça, ainda, uma prova de recuperação. Justamente em Redação (III), única matéria na qual tinha nota “azul” (a/c #EduardoHerrmann, hahaha. Piada interna) ao fim da primeira metade do semestre (vulgo Grau A, para o não iniciados nos ritos semestrais d'Aquela Grande Instituição de Ensino “Superior” do Vale dos Sinos que eu frequento). Logo a disciplina onde MAIS me destaco – fato, escrevo textos melhores do que a maioria dos colegas em metade do tempo & com 70% menos interesse e/ou disciplina. Falsa modéstia aos fracos, pois. Hahaha.

Poisentão. Nessa “cadeira” eu estou de recuperação. Creio que pela minha indisciplina, certamente, o professor me pregou essa peça. Pois não creio que alguém (inegavelmente bom no que faz em aula) fique abaixo da nota necessária por MEIO PONTO. Tudo bem, serão dois textos dissertativos (entre Editorial, Artigo e Crônica) sobre um mesmo tema. Não farei com uma mão amarrada, pois isso realmente atrapalharia a digitação, mas com os olhos no que a internet da Unisinos tem a me oferecer, com toda a certeza.

Falando na aula de Redação (III), foi nela que o meu texto mais PERTURBADOR – heavy metal mesmo! - foi RECORTADO, dilacerado. Dia desses posto-o aqui. E olha que ele tem, além do parágrafo removido SEM ANESTESIA, um final “na versão do diretor”, digamos. (Eu mudei o final do texto que foi publicado no jornalzinho do Centro 3 a pedido do professor.)

Mas vamos à música, que é o que me interessa mesmo.

O Mark Lanegan fez show em São Paulo (junto como o Greg Dulli, ou vice-versa, segundo o pessoal que foi e postou na comunidade do cara no Orkut) na mesma noite em que eu fiz meu MELHOR Programa do Aluno, na Unisinos FM. É claro, ninguém ouviu, além da minha mãe, meu pai e meu irmão. Eu SEI! Mas eu pude mandar e desmandar na minha rádio preferida (e que me fez estudar Jornalismo) por uma hora. Tem coisas que o Mastercard não paga. Mesmo. Mas ele pagaria ida à SP e ingresso para o show. E apesar de ter colocado pra tocar muita doidera na Unisinos FM, eu queria mesmo era estar em São Paulo naquela noite. Fazeroquê, né?!

Shows “Internacionais” na capital da Província, este mês:

Macaco Bong, quinta que vem (9), no mesmo Ocidente em que eu vi a Damn Laser Vampires no último dia 2. Os caras fazem um rock instrumental-virtuoso-from-hell-com-referências-mil. É isso, não tem muito o que explicar. Irei, certo.

Velhas Virgens. Rock n' roll safado como sempre deveria ser. Influência de Blues, putarias, tragos e mil coisas mais. Dia 12 - domiiiingo! -, no Opinião. Quero ver. Irei, acho.

Marcelo Camelo no Teatro do Bourbon Country, dia 19. Tipo, dentre os “Bítous”, eu sempre vou preferir o Amarante. Mas só que o “Paul” vai vir a Porto (uma cidade não muito) Alegre acompanhado pelo HURTMOLD!! E o Hurtmold é SIMPLESMENTE uma das cinco melhores bandas desse País atualmente. Séria candidata a uma das DEZ melhores do UNIVERSO!! E sabe-se lá quando terei outra oportunidade de gritar “O meu, vocês são foda!” pro pessoal do Hurtmold?! Estou lá, já.



Fora isso, mandei um email pra uma promoção. (E daí, Thiago?) Bom, e daí que, caso eu seja selecionado (update: Nããão!) e depois escolhido pelo VOTO POPULAR (alô, é nessa hora que vocês, milhares de leitores deste blog, entram em ação!) pra discotecar no Laika, em Porto Alegre. Discotecar? Poisé, isso mesmo. Enquanto eu não consigo montar/produzir uma banda de rock de verdade, decente, vou tentando outras possibilidades. Além do quê poderei ENSINAR aos portoalegrenses (grande parte indies BUNDÕES!) o que é rock.

Mais informações em breve (mais do que vocês devem imaginar, hehehe!)

Trust!
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1 de jul de 2009

A Unisinos FM (de novo!) e o Mark Lanegan (só dessa vez)

Poisentão, gente boa. Hoje, quarta, primeiro de julho, apresento MAIS UMA VEZ (uhúú!) o Programa do Aluno, na Unisinos FM. 103.3 no dial e na internet nesse link.

Dessa vez o programa promete ser beeem mais interessante! Tou fazendo a produção e nosso tema vai ser rock!, já que no dia 13 é dia do Rock e blablabla. Nada de futebol, nada de notícias díspares, vai ser rock no talo do início ao fim.

Teremos ATÉ uma entrevista com A MELHOR BANDA GAUDÉRIA DA ATUALIDADE!! Preciso dizer quem é?!

Escutem. É a partir das 20 horas. Não se arrependerão.

Mas mudando de assunto.

Nessa mesma quarta-feira de Deus vai acontecer O SHOW QUE EU MAIS ESPERO NO BRASIL NO ÙLTIMO ANO!! Pequeno detalhe: será somente em São Paulo, enquanto estou aqui no Rio Grande do Sul!

Nada mais nada menos que MARK LANEGAN (o cara mais fodão do rock, como já disse algumas vezes por aqui...) se apresentará com o Greg Dulli. Este último, pra mim, um ilustre desconhecido. Mas amigo do Lanegan. E isso basta.

E eu não poderei ver o show do cara que eu mais escuto desde o ano passado. Incrível como não tinha falado histéricamente sobre isso aqui, ainda.



É isso. That's all, folks.
(Acho.)
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24 de jun de 2009

Gilmar and Jesus

Segundo a Bíblia, disse o filho de Deus que seu pai “escreve certo por linhas tortas”. Esse filho, sabemos (pressuponho isso), é Jesus Cristo e a firmação se refere ao fato de que Deus sempre conduz o destino de forma sábia (pelo menos para aqueles que nele acreditam), apesar de isso parecer nebuloso, por vezes.

Pois na última semana esta máxima se provou verdadeira (verdadeira?). Gilmar Mendes, ministro – e presidente – do Supremo Tribunal Federal, foi o relator do processo que extinguiu a obrigatoriedade do diploma em Jornalismo para o exercício da profissão. Ele mesmo, que soltou duas vezes o banqueiro Daniel Dantas em menos de 24 horas e que ouviu um sonoro “saia às ruas!” do também ministro do Supremo Joaquim Barbosa.

Mas o que dizer sobre o fim dessa obrigatoriedade? Excecrá-lo (esse final) "simplesmente” por que o presidente do STF não tem nenhuma credibilidade perante o povo e comparou uma atividade que pode mudar a opinião pública à culinária – meu respeito e admiração a quem sabe fazer um bom prato? Ora, são argumentos menores.

O que de fato acontece é que, apesar do julgamento ter um pressuposto errôneo, a tal “Justiça” foi feita. Ou você é capaz de subestimar qualquer pessoa simplesmente por ela não ter estudado as Teorias da Comunicação? O Jornalismo pede, basicamente, domínio das linguagens de comunicação e postura ética. Agora, pense: isto não deveria ser ensinado às crianças desde suas primeiras lições na escola?

O que faz necessário o curso superior em Jornalismo, no Brasil, é a precariedade dos ensinos Fundamental e Médio. O aluno mal sabe usar vírgulas em uma frase, ao sair da escola. Eu (!!) sou um exemplo disso. A faculdade me ensinou a usar vírgulas – e algumas palavras bonitas, mas essas são desnecessárias. Basicamente. Ética eu não aprendi nas salas de aula, não mesmo. No máximo, tento praticar a amoralidade.

Na era digital, onde todos estão ligados a tudo (só depende do quanto você tem para investir em tecnologia) qualquer pessoa com um mínimo de discernimento e erudição pode desempenhar o papel de “jornalista”, tirando fotos com seu celular, postando em seu blog, etc.

Claro que a maioria da população não tem base teórica para isso, mas não devermos esquecer das exceções, os casos de “notório saber comunicacional”, por assim dizer.
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Obs.: Texto produzido pra aula de Redação III, em meia hora, acho. (Claro, essa é a versão "extendida", já que na aula fazemos redações dissertativas com SOMENTE 1500 caracteres. Não dá nem tempo de tossir com 1500 caracteres!)
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22 de jun de 2009

Diplomados deflorados

Eder Zucolotto

Estudante do 6º Semestre de Jornalismo


Na última quinta-feira os ministros do Supremo Tribunal Federal me tiraram o diploma de jornalista que ainda nem ganhei. Agora eu, um ateu convicto, sei como Deus, se é que ele existe, deve se sentir. Ninguém acredita mais na formação de jornalista. Um exemplo disso foi que assim que falei a meu pai do causo – pois ainda me nego a crer que é verdade o ocorrido - ele demorou alguns milissegundos pra perguntar se eu conseguia trocar de curso ainda pro próximo semestre.

Não o culpo pela preocupação com o meu futuro. Seis semestres de curso. è metade do camiho pra ir ou pra voltar. Estou no final do primeiro tempo de jogo e mudaram as regras do campeonato. E se os juizes são do supremo então a decisão é suprema. A cagada também é suprema.

Não sei ainda o que fazer. Sigo em frente no curso e o termino ou pego um atalho, tranco a faculdade e já saio no mercado de trabalho do jornalismo agora? Talvez quanto antes melhor, assim eu não passo pelas cadeiras que discutem a ética da profissão e todas aquelas teorias e práticas que no final das contas vão ser uma desvantagem competitiva. Afinal, debates sobre ética e consciência sobre a produção e o impacto das matérias vão me distrair com questões menores. Pior ainda: questões que podem reduzir o lucro.

Em meio aos meus questionamentos pessoais também tenho tempo pra ficar imaginando os pobres incautos que acabam de se formar e estão com um diploma na mão que não tem mais validade do ponto de vista de registro profissional. Caro colega – se é que ainda formamos uma classe - ainda não é hora de se desesperar. A esperança ainda não foi revogada pelo supremo. A vida é imprevisível (tão imprevisível como o funcionamento da cabeça de um juiz) e ainda podemos reaver a validade do diploma. Esse papel que, pelo menos no momento, só tem valor sentimental.

Enquanto esse dia não chega, tenho algumas dicas do que pode ser feito com o seu querido e inútil diploma de jornalismo. Pra você que, com todo orgulho, pendurou o seu diploma de jornalismo emoldurado num lindo quadro na parede da sala de estar, ainda há como tirar proveito dele. Pelo menos da moldura. Retire o seu diploma e o coloque naquela caixa de documentos esquecidos - como aquela conta de luz de 2003 que você ainda guarda, apesar de não se lembrar mais o porquê. Depois coloque uma foto na moldura e recoloque na parede. Pode ser aquela foto da sua mãe que a sua namorada pediu pra tirar da cabeceira da cama, pois não conseguia transar com a sogra a olhando (com aquele olhar maternal, ainda por cima). Sua mãe ficará muito feliz quando for lhe visitar e ver a posição de destaque que recebeu, ao invés daquele papel feio e sem sentido. Colocar a foto da sua progenitora no lugar do diploma é um grande acerto, afinal ha um risco muito pequeno que num futuro próximo os ministros do supremo declarem que a condição de mãe perdeu a validade no mundo contemporâneo.

Outra dica válida é aproveitar a lembrança das trocentas cadeiras de jornalismo que você cursou e fazer um lindo origami, com trocentas dobraduras. Sua sobrinha vai adorar o presente. Se você não tiver sobrinha, pode mandar o mimo pra Associação Brasileira dos Donos de Emissoras de Tv e Rádio. São pessoas que sabem apreciar um bom trabalho manual, principalmente se for feito por um amador (o que segundo a Associação dá mais mérito ao êxito). Apenas omita a informação que o artefato é produzido com um diploma do curso de jornalismo, pois eles têm verdadeira ojeriza a tal aberração acadêmica.

Dentre as opções há uma ótima forma de fazer um protesto velado: quando sair para a próxima pauta, leve o diploma e use o verso como bloco de anotações para sua matéria. Isso provará que o dito cujo, ou maldito cujo diploma de jornalismo, ainda tem utilidade jornalística.

E se você não tiver problemas com o politicamente coreto - mas que diabos, agora somos livres de qualquer responsabilidade com o público - pode, devidamente munido de um fumo em corda picado (ou algo similar), fumar seu diploma. Assim a comprovação de sua formação acadêmica se tornara tão etérea quanto a fumaça.

Uma última, drástica e anti-ecologica opção é usar o diploma para sua higienização após o uso do vaso sanitário. Uma alternativa, entretanto, não recomendada. Não pela afronta a formação acadêmica (se um Ministro do Supremo não nos ofende, não será eu, um Ministro do Inferior Tribunal de Mim Mesmo a ofendê-los), mas devido a gramatura do papel ser um tanto elevada para uma função tão delicada, e que pode agredir suas partes íntimas. E é bom não agredir essa região da sua anatomia, pois, mesmo que você não use a sua área anal de forma recreativa, fique sabendo que tem gente tentando usá-la ha muito tempo. Queriam muito nos ferrar. E finalmente conseguiram.
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Minuto de Sabedoria Cepacol

Você sabia que o sulfixo "ismo" é geralmente usado em tom jocoso, ou depreciativo?

(((Então já que vão acabar com a formação de jornalismo podemos criar o curso de juizismo.)))
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Eder Z
Cabra macho.
Ainda não diplomado,
mas já deflorado...
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16 de jun de 2009

Roubo de audiência

Hoje vou ser breve. Vim até vocês pedir encarrecidamente que visitem o meu blog.

Fiquei um ano sem postar nada. Hoje coloquei dois novos contos. Minha meta é colocar pelo menos um por semana.

Leiam.
http://ederfz.wordpress.com/

Se gostarem voltem.
Muito obrigado pela atenção.

Eder Z

Blogueadeiro

11 de jun de 2009

Foi, então?!

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10 de jun de 2009

Tópicos Comunicacionais

Tipo, como não vai dar tempo [preguiiiça+estágionovo+trabalhosacadêmicos - assim mesmo, tudo junto] pra eu falar sobre esses fatos detalhadamente, apesar de achá-los interessantes, vou só citá-los aqui superficialmente. Procurem se aprofundar por aí.

  • Vocês viram o arranca-rabo entre RBS e o Correio do Povo/Record?! Ahhh, se as empresas de comunicação lavassem mais a roupa suja desse jeito, as coisas seriam BEM mais legais, hahaha. Informação via Twitter. E eu disse que essa porcaria não serviria pra nada - sou ótimo nesse negócio de errar, hahahaha;
  • Vocês viram [2] o "blog da Petrobras"?! Sinceramente, achei uma baita sacada da Comunicação da empresa, apesar do blog ser administrado por uma empresa de comunicação externa, quando a "Petro" tem mais de mil jornalistas... Mas o fato é que, dessa forma, a informação fica disponibilizada NUA E CRUA pra todo mundo na internet - tá, é informação "oficial", mas se o jornalista quer apurar extraoficialmente não adianta mandar email pra assessoria de imprensa da empresa, né?! Tem gente dizendo que isso é intimidação, atenta à liberdade de imprensa e blablabla. Pra mim só mostra uma coisa: o jornalismo, na era digital, NÃO EXISTE - pelo menos não da forma como sempre existiu;
  • E olha só o pessoal querendo discutir e se conhecer, hahaha! Encontro de estudantes de Comunicação... Antes que alguém pergunte: Eu NÃO quero [mais] mudar o mundo, vou lá basicamente [tentar] praticar a retórica. E tentar [eu disse TENTAR!!] ser jovem, feliz, blablabla. Quem sabe eu esboce um sorrisinho, hahaha!

Alguém aí tem horas sobrando no seu dia pra me emprestar?!
Fui.
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4 de jun de 2009

Deixe o Thiago POSSESSO...

... Edite, corte, recorte, ou QUALQUER outra coisa que atente contra a integridade de algum TEXTO dele! Por que a integridade dele [próprio] é "o de menos", tanto que ele não liga para xingamentos e o escambau. Mas os textos são como filhinhos, malditos causadores de UMA DOR DO CARALHO durante seus nascimentos, mas que dão uma alegria danada - para o Thiago - quando mostram a cara pro mundo.

Um professor fez isso essa semana SEM aviso prévio. E isso NÃO é bom! Mais detalhes quando tiver tempo para escrever sobre.

[Bufando em frente ao computador.]
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3 de jun de 2009

Lá vamos nós outra vez...

... em queda livre.

Nessa quarta, novamente, estarei cuspindo nos microfones da Unisinos FM a partir das 20 horas, no Programa do Aluno. Vou falar sobre a briga judicial de Ozzy Vs. Tommy Iommi [Deeeus dos Riffs!], o disco novo e quase-calmo-com-música-do-Jobim do Iggy Pop [Rawwww Poooooower!!] além, ATÉ, do Bítous, que admitiram essa semana que nunca passaram de bonequinhos de videogame.

Informações sobre como ouvir a Unisinos FM no rádio ou na internet NESTE post.

[E dessa vez eu prometo que não estarei bufando de raiva atrás do microfone...]
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30 de mai de 2009

Admirável Velho Mundo

O fenômeno Susan Boyle diverte os medíocres e mostra a face triste de nossa sociedade consumista

A primeira vez que tive contato com o famigerado vídeo de Susan Boyle, agora uma pop star, mas no registro campeão de acessos na internet, caloura de um programa que procura revelações da música britânica, foi através de um colega de trabalho. No video postado no youtube, a cena, de cerca de nove minutos, mostra como a figura bizarra de Susan Bayle, pelo menos para os padrões de beleza atuais, com seus cabelos desgrenhados e secos, suas sobrancelhas grossas, sua cintura larga de quem está acima do peso e com um vestido nem um pouco fashion, enfrentava os jurados que a encaravam com ar de deboche, e em seguida entoava um canto com sua voz magistral, surpreendendo a todos.

Surpreendendo a todos. Isso é o que mais se ouve sobre o fenômeno Susan Boyle. Já devo ter recebido uma duzia de email sobre Susan Boyle, esbarrado com ela em blogs, páginas de internet, programas de tv, no rádio. Nenhuma mídia deve ter escapado dela. E o assunto sempre gira em torno disso: “Vejam como Susan Boyle, surpreende os jurados”. Mas não é isso que os leva a repercutirem tanto o assunto Susan Boyle. Não são apenas os jurados que se surpreendem com a performance da cantora inglesa. È toda a sociedade.

E se ela cantasse mal? Terrivelmente mal? Certamente cairia para a categoria dos personagens bizarros que se aventuram nesse tipo de programa de calouros, por fama, falta de noção das suas possibilidades vocais, ou seja lá por que diabos os levem a se exporem ao ridículo, para diversão da plebe. A questão é que isso seria esperado pela audiência. Para a público, uma pessoa dita feia para os padrões de beleza contemporâneos, cantar mal, é tido como normal. Porquê?

Os antigos gregos esculpiam estátuas dos corpos humanos procurando a proporção perfeita das partes, tentando assim atingir o mais alto nível físico de excelência. A perfeição física era associada a perfeição da mente, do espirito humano (por favor não confundir espírito com alma). Mens sana in corpore sano. Mente sadia num corpo são. Se isso fosse verdade Aristóteles seria burro como uma porta, afinal como sua face era terrivelmente desproporcional. Mas os gregos não queriam se contradizer, por isso nem tocavam no assunto.

Os romanos, por sua vez, copiaram dos gregos o conceito de perfeição plena. Mas na história da humanidade os padrões de beleza já mudaram muito. As gordinhas já estiveram muito em alta na renascença, onde ter carne em excesso não era um pecado. Homens já usaram perucas ridículas. As mulheres rebocavam a face com tanto pó branco que pareciam até fantasmas. Não existe uma perfeição, só a perfeição que se projeta.

Estamos na era do consumo. As coisas valem o quanto nos são úteis. Pessoas não são diferentes. Feios, que não tem habilidades que os destaquem, não tem utilidade alguma. Se Susan Boyle fosse uma cantora ruim, teria utilidade, pois seria cômica. Se fosse razoável, não teria utilidade nenhuma, pois não fugiria da média. Como boa cantora ela surpreende o público. Um feio devia fazer coisas feias. Uma pessoa bonita coisas bonitas. O sofismo por fim vence a razão. E Susan Boyle encanta o mundo medíocre cheio de ideias retrogradas. O nosso admirável velho mundo.
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27 de mai de 2009

Só o que importa:


Mais informações aqui.
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21 de mai de 2009

Introducin' thiago_ks

Essa semana, em uma conversa com o amigo Éder - sempre garantia de bom papo em meio ao mar de chatisse e afetação do Centro 3 - caguei [você leu direitinho, sim: caguei. escrevi isso mesmo!] na cabeça do Twitter e sobre a [des]necessariedade de um "micro blog". Afinal de contas, "eu mal consigo dar conta do blog, vou arrumar MAIS uma coisa pra ter que atualizar?".

E não é que estou lá, agora?!

Entrei só pra "seguir" amigo[a]s e algumas instituições, mas meu dedo coçou quando o cursor apareceu, e eu não aguentei, postei pela primeira vez.

É assim que começam essas pragas, vícios, hahaha! Os modismos da [pseudo]vida digital.
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14 de mai de 2009

E o show do Oasis, hein?!

Palavras de "um colega de trabalho" - que foi ao show! - fizeram eco ao medo que eu já anunciava desde o anúncio da vinda dos caras pro Brasil, mais especificamente pra Porto Alegre, "Capital do Mooondo":

"Foi uma merda. Eles ficaram velhos."

[Só pra deixar claro: desde que o show tá confirmado me passava pela cabeça coisas tipo "eles estão velhos e não são mais nem a metade do que eram até o 3º disco, é melhor ficar com a idealização deles no meu mp3 do que me decepcionar gastando quase 200 contos". Dito e feito. Mas a curiosidade me bate, um pouco, admito.]

Mas o setlist do show é interessante. As músicas que eu teria interesse em ver reproduzidas ao vivo, em vermelho:

Fuckin in the Bushes
Rock & Roll Star
Lyla
Shock of the Lightining
Cigarettes and Alcohol
The Meaning of Soul
To be Where There's Life
Waitng for the Rapture
The Masterplan
Songbird
Slide Away
Morning Glory
Ain't Got Nothin'
The Importance of Being Idle
I'm Outta Yime
Wonderwall
Supersonic

Don't Look Back in Anger
Fall' Down
Champagne Supernova
I Am the Walrus
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Eu ainda prefiro o que eles faziam nessa época:


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6 de mai de 2009

Sonho-radio-ativo

uma vez eu não sabia ao certo o que fazer com o resultado de uma prova que eu fiz. na verdade eu sabia, mas pouco, estava inseguro [uma grande novidade na minha vida, hahaha!] sobre novos rumos e decisões. esses "novos rumos" eram a respeito da entrada na faculdade. o "resultado de uma prova que eu fiz" era minha nota no enem - 7,5 na redação e 52 acertos entre as 63 questões objetivas da prova, garantia de vaga pelo prouni e resultado do qual ainda me orgulho, apesar de praticamente não alardear. pois bem. foi então que eu parei e pensei: o que eu gosto? eu gostava de filosofia e sociologia, na escola, e de rock, como um todo. o rock entrou na minha vida graças a mtv [saudoso programa "album mtv", que um dia me mostrou o nirvana, in utero, os berros, "do it yourself", insatisfação, "Teenage angst has paid off well/Now I'm bored and old"], mas só se manteve através do rádio. e, no final do ensino médio, eu escutava muito rádio. e gostava muito disso. o fato é que, apesar de ter ganho uma passagem pra universidade, eu tinha a mínima noção do que eu faria lá. foi então que o estalo veio: eu escuto rádio o dia inteiro, por que não fazer jornalismo?

e desde então segue uma looonga história [que em alguns pontos pode ser estória], e eu estou na unisinos, no 6º semestre do curso de jornalismo.

na época da decisão eu ouvia, basicamente, duas coisas. o programa cafézinho, na pop rock, rádio que anteriormente eu até escutava, mas que já não me saciava na minha "busca sedenta e viciada em rock". mas o costume de ouvir o programa não mudou. até hoje, quando tenho tempo - trabalho no horário do programa, hoje em dia - ouço os caras. no resto do meu dia, provavelmente desde 2003 - quando fui apresentado à rádio -, escutava a unisinos fm, que me passou lições valorosas de rock n' roll. foi por causa da unisinos fm que eu escolhi o curso de jornalismo da unisinos. na época, eu dizia "eu vou pra lá por que quero trabalhar na unisinos fm".

e fui pra lá.

as coisas mudaram, eu escuto bem menos a rádio, não sou tão fascinado por ela quanto antigamente e descobri que bolsistas não podem estagiar lá. nem tudo é perfeito. tenho achado jornalismo um saco, ainda sou um inseguro do caramba [quem sabe até mais], não acredito em nada além do ponto de vista. parte disso graças ao curso.

mas HOJE eu posso dizer que, de certa forma, vou realizar um sonho. durante uma hora EU vou ser a voz da rádio nessa quarta. das 20 às 21 horas EU vou tocar o barco da unisinos fm., a radio rock n' roll, onde o jimi joe fala diariamente, onde eu ouvi a katia suman por um bom tempo, onde eu descobri o gordurama, onde eu escutei clássicos e novidades pra mim, onde o blues faz guitarras chorarem durante a madrugada.

claro, não farei isso sozinho, uma vez que será a apresentação de um trabalho em grupo de uma disciplina de radiojornalismo, um programa "variado". não será o programa rock n' roll dos meus sonhos, mas vai ter um pouquinho do mumu dele. mas eu estarei lá no estúdio, e algum incauto que nunca me ouviu vai me ouvir, e eu vou colocar um rock pra tocar, e eu vou fazer questão de falar "caralho, vocês não sabem o quanto eu desejei esse momento".

poisé. de certa forma eu cheguei onde queria lá em 2005/2006.

escutem. no fm, procurem por 103.3. ou ouçam atráves do site da rádio - eu recomendo o site pra quem puder escolher, o sinal da unisinos fm é beeem fraco, até dentro da unisinos, mesmo.

obs.:não tava a fim de usar maiúsculas, nem de revisar o texto. ele simplesmente jorrou, aos borbotões.
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28 de abr de 2009

Autorreferencialidade [é assim que escreve, pós Acordo dos infernos?]

"Poisentão", gente amiga. Vou contar uma histórinha.

Esse semestre estou fazendo a disciplina de "Seminário em Projeto de Pesquisa" onde, TEORICAMENTE, eu deveria iniciar a pesquisa sobre a qual será baseado o meu TC[C]. MAS, só pra variar, minha megalomania avacalhou tudo. Queria fazer algo que ligasse algum tema filosófico [status quo, valores sociais] ao Jornalismo, mostrando como este último reforça os valores da sociedade capitalista, individualista e bláblablá.

Só que há um porém [ahhh, porém!] nisso: esse tema é muito "aberto", é como o Nelson Ned [o cantor anãozinho, saca?!] tentar abraçar o mundo. Não dá.

Por isso, fui pesquisar atentamente um tema interessante para estudar durante as aulas de Projeto de Pesquisa [mentira, peguei uma Zero Hora num dia qualquer, no trabalho, e defini o que parecia ser um tema razoável]. Foi então que cheguei a "autorreferencialidade e o corporativismo".

Explicando em miúdos, quero mostrar, atráves de exemplos, que os grupos de comunicação pautam "eventos" de outras empresas do mesmo grupo [tipo a Zero Hora dando destaque, no Segundo Caderno, aos eventos da Rádio Atlântida, ambos da RBS], muitas vezes "esquecendo" eventos de igual importância realizados por empresas "concorrentes" [as festas das rádios Ipanema e Pop Rock, por exemplo. Apesar de reunirem milhares de pessoas são referidas na mesma Zero Hora com, no máximo, uma notinha com um leadzinho tosco].

Interessante, não?!

Poisé. Fiz tudo isso só pra também exercer uma ação de autorreferencialidade corporativa. Convidar o pessoal a acessar [semanalmente!!] o outro blog que faz parte do grande conglomerado comunicativo CE Comunicação [hahahahahaha].

comentários.digitados.
Eras isso - e a resenha do Radiohead está "somente" umas cinco semanas atrasada, paciência.
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8 de abr de 2009

30, faz sentido?

Pra ler ouvindo No Surprises, do Radiohead


Os 30 estão chegando e os 20 foram uma merda. 30. Metade da vida. Sei que não passo dos 60. Muito açúcar, sal, gordura, televisão, coca-cola, a cadeira espremendo minha prostática enquanto escrevo no computador. A vida é uma cueca apertada que eu não vejo a hora de tirar. O cabelo já está ralo, a gordura da oleosidade da minha pele tapa os orifícios capilares e mata a raiz dos fios que por infelicidade do destino vieram a nascer no topo da minha cabeça. Fios brancos começam a aparecer na minha barba. È questão de pouco tempo até que cheguem no meu saco escrotal. Pentelhos brancos são o fim da picada.

Eu tive a chance de acabar com tudo isso. Aos 27. Como Kobain, como Hendrix. Mas o caso deles é diferente. Eles concluíram grandes obras antes de morrer. Até os 27 eu não tinha feito merda alguma. E até agora fiz menos ainda.

Vamos prosseguir pra ver no que dá, eu pensei. Agora a beira dos 30 vejo que não fiz merda nenhuma. Sem um livro escrito. No meio da faculdade e sem animo de chegar ao final. Estagiário (existe coisa mais patética do que um estagiário de 30 anos?). Ganhando uma ninharia. Sem namorada (eu sou o cara que o Cazuza cantava, sem pódio final e sem beijo de namorada). Com poucos amigos. Pensei que podeira fazer como o Hemingway, concluir uma grande obra e quando começar a sentir o gosto amargo da decadência ter a decência de espalhar os meus miolos aos quatro ventos. Mas e vale a pena esperar? Esperar mais uns 30 anos?

Os meus 30 chegam em um mês e meio. Sei exatamente tudo que farei no próximo mês. Dia por dia. Hora por hora. Minha vida é sempre a mesma merda. Meu melhor amigo também pensa em estourar os miolos. Devíamos achar amigos mais empolgados com a vida ou simplesmente seguir os instintos e duas balas resolveriam tudo?

Thiago disse que ia escrever sobre suicidas. Estou esperando. Talvez a sua defesa pelo direito de acabar com a própria vida me ajude a tomar uma decisão. Vi um texto dele muito interessante sobre como a hipocrisia tem condenado os suicidas a serem renegados pela sociedade, como covardes. Covarde sou eu pra nunca levar a sério meus instintos mais destrutivos. Por um lado isso ajudou a manter meu pescoço longe de forcas, mas também me manteve longe de grandes paixões. Me declarei poucas vezes, de forma canhestra e torta. Sempre as amei loucamente, mas nunca consegui expressar meus sentimentos. Por conseguinte elas nem bola me deram. A mulher que mais amei até hoje se esqueceu de mim em um mês e casou com meu amigo.

Venho me adaptando pra esperar sempre o pior das pessoas. Assim, quando elas são capazes de um ato bom, eu me surpreendo. Tenho me surpreendido bem pouco ultimamente.

Comecei com sonhos grandes, de tomar o mundo em minhas mãos. Depois desisti das conquistas monumentais e passei a me contentar com um sucesso mediano. Depois comecei a admirar a vida das pessoas comuns, que antes eu achava medíocre, e a ideia de lar, família, filhos, jantar com amigos num sábado a noite, passou a parecer com real felicidade. Mas não atinjo nem mesmo essas coisas que parecem simples.

Os 30 estão chegando e a vida ainda não faz muito sentido. Deus não existe e isto é claro para mim. Claro e confortador, pois sem Deus o mundo faz mais sentido do que com ele. Se você é bom, se você é mal, se sua mãe morreu, se você ajudou uma pessoa, se você matou alguem, tudo tem o mesmo peso no universo. 30, 60, 120, vivo, morto, feliz, infeliz, existe alguma diferença? Fazer 30 não faz o menor sentido. O mundo foi parido pelo caos, não por Deus. Até agora tenho resistido só por curiosidade, afinal o caos traz inconstância no universo e surpresas. Então porque minha vida é tão monótona? Os retardados herdarão a terra. Pedófilos morrem de velhos em asilos caros, fiéis despencam de onibús em despenhadeiros e morrem carbonizados. Adoro a incoerência humana, a minha incoerência, a incoerência do universo. Viva o caos! Me despeço de vocês aqui. E até uma próxima. Se houver próxima...

Tiago
30 é número, primo?
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3 de abr de 2009

Só pra atiçar

Dêem uma olhadinha .

É só um arremedo mal-feito do que eu tenho em mente [alô, megalomania, hahaha!], mas já é algo. Tudo bem, eu admito que dificilmente conseguirei "parir" as idéias [com é!] da forma perfeita como elas "flutuam" na minha cabeça. Fato. Mas o texto que sairá AQUI certamente será mais fodão do que a "pseudo resenha" de lá.

Amarras jornalísticas, pé no saco, pois.
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26 de mar de 2009

Vamos linkar uma foto, enquanto o Seu Texto não vem...

Acho que uma "resenha" só será parida na sexta-feira, e olhe lá! Mas já postei uma imagem do domingo lá no Master_Liga. Não é uma foto do show, ou da banda, mas eu achei ótima. Por enquanto não vou explicar muito. Só dizer que a excursão foi legal, o show valeu o esforço e a experiência adquirida nessa viagem ainda não foi totalmente computada. E nem poderia ser agora, integralmente.

Mas eu queria "Just", "2+2=5" e "Wolf at the Door".
Ahhh, eu queria!
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Não Esqueçam passem [pra ver a imagem].
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20 de mar de 2009

E lá vamos nós

A incrível jornada começará por volta das 6 e meia da manhã desse sábado. E só termina deus-sabe-lá-quando! Quase perdi a excursão, tivwe de argumentar muito em casa, mas agora é definitivo... Lá vou eu ver os "cabeças de rádio" e o show de reunião dos "bítous", hahahahaha!

São Paulo que se prepare, hohoho!

[E tomara que eu consiga canalizar a minha empolgação para a produção de um texto fodão... Assim desejo.]



Saudações e até a volta, cambada!
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17 de mar de 2009

Back to the basic

Oba Lá Vem Ela
Jorge Ben


Oba lá vem ela estou de olho nela

Não me importo que ela não me olhe
Não diga nada e nem saiba que eu existo
Quem eu sou pois eu sei muito bem quem é ela
E fico contente só em ver ela passar

Oba lá vem ela estou de olho nela

A noite é linda e ela mais ainda
Todinha de rosa mais linda
Mais meiga que uma rosa
Oba lá vem ela estou de olho nela

Não me importo que falem que pensem
Pois sem saber ela é minha alegria
Ela tem um perfume de uma flor que eu não sei o nome
Mas ela deve ter um nome bonito igual a ela

Oba lá vem ela estou de olho nela

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Estou há dias pra elaborar um texto sobre a "atração incondicional". Tou numas neuras de explicar isso em seus vários âmbitos, mostrando não só os clichês - tipo Jesus e "amor incondicional" dele, clichê maior impossível. Até porque o que tenho em mente não é extamente [mas em parte] isso.

E aí eu escuto essa música do Jorge Ben [Jor] no rádio hoje. Não abrange tudo, mas explica com uma simplicidade ímpar.

E foda-se o resto, haha!
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14 de mar de 2009

Jornalismo, jornalista, blablablá

Novo post lá no meu outro blog. O tema da vez é um conjunto de mudanças no currículo de Jornalismo propostas pelo MEC, etc. Tá bem meia-boca, mas tá legal.

Leiam.
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13 de mar de 2009

Elliott, Kurt & Layne

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"Os melhores cantores são aqueles que calam a própria voz"

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Saca os caras do título [a saber: Elliott Smith, Kurt - esse eu preciso explicar?! - Cobain e Layne Stanley]? Poisé, tenho uma admiração muito doida por eles... Alguém vai pensar que é alguma espécie de loucura, insanidade, coisa e tal. Até pode ser. Mas esses caras cantaram a alma, colocaram nas músicas coisas extremamente pessoais, mas, no entanto, de entendimento universal. Não foram rasos nem pegaram leve. Era "pacote completo", genialidade+bestialidade. Afinal, coisas que a gente esconde dentro de si durante os dias e tal.

Eu tenho um texto, incompleto, é verdade, mas já bem desenvolvido, sobre esse "tipo" de caras. Uma dissertação formal, em seu formato, por incrível que pareça. Provavelmente seja um texto meio chocante e tal, visto que foge bastante ao senso comum. Mas e daí?! Eu acho que o que vale é mesmo é o conflito, de qualquer forma...

A dúvida, o questionamento e a diferença são as coisas que comunicam.
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6 de mar de 2009

"Cês" viram...

... o novo comparsa deste blog [e deste que vos digita]?! Sem a pompa e a circunstância necessárias recebemos, na semana passada, o Éder - estudante de "Jornalismo", escritor afudê e bebedor de vodka - aqui no CE. Uma parte dos meu planos megalomaníacos [risada má: uáááhahahahahaaha!!!] está finalizada, com isso. Temos três caras que entendem [literalmente!] do riscado aqui, e o CE volta a ser um blog "comunitário". Apesar disso, sempre deixo claro que sou Editor-revisor-gerente-e-DEEEUS-auto-intitulado do blog. Mas isso não vem ao caso. O que importa é que, aqui, todo mundo acredita em uma [UMA!!] coisa:

Jornalismo se aprende [e se faz!] é no boteco!
E tenho dito.
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3 de mar de 2009

Quase Um Alcoólatra

Para ouvir enquanto lêem o próximo post:

Quase Um Alcoólatra
Wander Wildner

Composição: Jean Carlo Morelli

Eu sei que eu ando bebendo demais,
Você já me disse.
Eu sei que eu ando caindo no chão,
E que isso causa uma má impressão.

Mas eu preciso disso,
Quero que você entenda,
Só quero que você entenda
O quanto eu preciso disso!

Sou quase um alcoólatra,
Quase um alcoólatra,
Eu sou quase um alcoólatra,
Quase um alcoólatra.

Damn Vodka With Fanta Uva

Ou como eu fui ao show da Damn Lazer Vampires e não estive lá

Vociferado por Pig Spirit, psicografado por Zuco

Tudo começou, por ironia, na mesa de um bar. Mais precisamente numa mesa do Xis do Alemão, defronte a Unisinos, quando convenci o sr. Thiago a gazear a aula de quinta(o dia da semana, não a qualidade da cadeira) para uma interação etílica. Depois da terceira ceva o Thiago comentou sobre sua intenção de ver um show da banda gravataiense Damn Lazer Vampires no sábado seguinte num barzinho em Cachoeirinha. Não era a primeira vez que ouvia o nobre colega comentando sobre a banda. Ele é um fã entusiasta do som que o pessoal faz. Um punk rock de qualidade com um visual vampiresco muito afudê, dizia ele. Estava curioso pra ver a performance da galera ao vivo, além de estar afim de mudar de ares(viver em Campo Bom está me matando). Por isso me auto-convidei pra participar da empreitada com ele. Thiago achou uma boa idéia (na mesa de um bar, regadas a cerveja, todas as idéias parecem boas), e combinei que se desse iria pra Gravataí no sábado.

Sábado, aniversário de 54 anos da gloriosa Sapiranga, onde trabalho como estagiário na Assessoria de Comunicação da Prefeitura. Intimado pra trabalhar (No sábado? Vocês tem noção?). Porém a convivência com os políticos está me tornando um negociador. Olha chefa, será que dá pra me incluir fora dessa? E não é que fui liberado! Mais não de graça. Foi somente graças ao meu trabalho na cobertura do Carnaval no domingo anterior(não desfilei, mas não saí da avenida). Vamos pra Gravataí, pois então.

Convidei o Tiago, meu primo, pra essa aventura. Munidos de quarenta reais no bolso(cada um) e um pacote de amendoim japonês salgado(meu grande vicio) partimos rumo ao desconhecido, digo, Gravataí. Saímos seis da tarde de CB. Uma hora de translado até são Leopoldo, mais uma hora até Gravataí, quando desembarcamos as oito e pouco naquilo que parecia ser o centro da cidade devido a configuração: um hipermercado, um posto de gasolina, uma praça, uma pizzaria e uma igreja nas imediações(já dá pra iniciar uma civilização por aqui, eu conclui). Liguei para que o Thiago viesse ao nosso encontro, antes de sermos assaltados ou estrupados(ainda antes de sair de casa minha mãe disse preocupada: não vai pra Gravataí, meu filho, aquilo é muito violento!).

Enquanto esperávamos fomos até o hiper nos preparar para a noite. Emborcamos reto no corredor de bebidas. Escolhi a vodka. Sempre escolho a vodka(tenho aprendido a falar russo também, mas isso eu conto em outra postagem). Já o Tiago queria um vinho e não estava afim de negociar. Não conseguimos chegar a um consenso e acabamos levando a vodka e o vinho. Além da Fanta Uva necessária pra deixar a vodka tragável. Fomos até a praça ali perto e esperamos a chegada do anfitrião.

Nove e pouco o Thiago chegou com sua camiseta de tiete do Dawn Lazers Vampires e fomos com ele até o banco pra sacar parte do seu suado dinheiro, que seria convertido posteriormente em cerveja(suor vira cerveja*, aguá vira vinho+, cada santo com seu milagre). No caminho ainda tivemos a oportunidade de nos depararmos com uma cena insólita: uma festa evangélica acontecendo dentro de uma funerária. Perfeitamente normal pra um grupo como o nosso que iria ver uma banda de vampiros dali a algumas horas. Mal saímos do banco já abrimos a vodka e preparamos nosso primeiro drink. O gosto doce da Fanta Uva escondia perfeitamente o ranço traiçoeiro do álcool. Fizemos uma longa caminhada até a casa do Thiago e já chegamos lá levemente calibrados. O cão do Thiago(eu preciso fazer essa reclamação) não gostou de mim. Não quero levantar uma falsa acusação, mas acredito que tenha sido por puro racismo por parte do pincher. Quando sai do banheiro da casa do Thiago ainda encontrei meu primo olhando apavorado para uma mancha de vinho no seu casaco. Olha só o que você fez, disse ele. O cara apronta o diabo na rua e diz pra mãe dele que sou eu o culpado, vai dizer que fui eu que derrubei o vinho também. È a vida, mas depois ele pagaria sua penitência e alcançaria a redenção.

Na parada encontramos a amiga de Thiago, a Tassi. Um morena, por volta dos seus vinte anos, estudante de biologia na Unisinos. Eis que surge um interresse romântico na trama do mocinho. Achei a moça bem interessante e até gostaria de te-la conhecido melhor, mas a essa altura o álcool já se embrenhara no meu organismo e começara seu trabalho nefasto. Talvez se parasse por ali, ou desse uma maneirada, seguiria melhor a noite e poderia investir minhas atenções na moça. Porém quando estou com uma garrafa de vodka na mão me peçam tudo, menos bom senso. Embarcamos no bus e seguimos rumo a Cachoeirinha.

Chegando as onze em Cachoeirinha encontramos mais um grupo de amigas do Thiago. O cara tem muitas amigas. Mais do que gostaria(não que ele não goste delas, mas é que algumas ele gostaria de passar da amizade para um outro nível de relacionamento, mas não entrarei em maiores detalhes – moças: qualquer dúvida em relação as intenções do rapaz, perguntem a ele). Minha língua já estava enrolando, seria um ótimo momento pra parar de beber. Mas ainda havia um litro da mistura mágica e eu simplesmente não conseguia parar. Ao chegar na frente do bar a duvida: o que fazer com a bebida?

Mocoziar o veneno foi a saída. Meu primo e eu levamos a garrafa até um murro e a escondemos numa folhagem pra pegarmos de volta na saída do show. Entramos no bar e nos deparamos com dois lances de escadas com uns cem degraus por lance(lembrem-se dessa escada, ela será importante no decorrer do relato). Chegando lá em cima, cada um marchou nos dez pila da entrada. Era um barzinho de uns vinte metros quadrados, com meia luz, bem pouco habitado, pelo que pude perceber. O lugar estava bem vazio. Bem mesmo. Uma duzia de gatos pingados andava pelas penumbras. As únicas mulheres pareciam ser aquelas que chegaram acompanhadas da gente. Fazer o que? Beber, eu disse. Como se meu figado já não estivesse trabalhando a toda. Ceva, pedi, só latinha, disse o camarada garçom. Dois e cinquenta a skol gelada. Tomei uma e disse: vou lá fora dar um teco na mistura e já volto. Peguei uma ficha pra poder retornar com o porteiro e desci as escadas. Degraus curtos, um corrimão de cimento salpicado, eu até persenti que aquilo ia dar merda. Fui lá dei uns goles homéricos e voltei. Mais uns minutos com o pessoal e desci novamente, fui até a folhagem e pensei(pensei só tecnicamente, que raciocinar de verdade eu não estava mais) vou levar isso até a entrada do bar e esconder atrás da porta. Grande idéia!(quando TODAS idéias parecerem boas você, com certeza, está BÊBADO!) Subi, desci, subi, desci. Isso era uma meia-noite, e já estava totalmente fora da casinha. Meu primo pediu que parasse de beber. Não ouvi e desci de novo. Cada vez andando mais rápido. Desafiando as probabilidades de dar merda. E desafiando a gravidade, que não estava mais do meu lado. Foi quando senti, descendo pela décima vez a escada, chegando no final do primeiro lance, que tinha errado o degrau. Control-alt-del, dá um pause, reseta, nada adiantou. Voei. E foi bom, por um segundo foi bom. Mas depois veio a parede, de encontro a minha cabeça, e cai. Devia saber que num enfrentamento entre o meu crânio e a parede eu sairia perdendo. Levantei não sei se sozinho ou com ajuda de alguém) e desci, tomei mais um gole de bebida, o resto da mistura. E era isso. Depois só me lembro das seis horas da manhã quando eu e os T(h)iagos estávamos na parada esperando um ônibus pra São Leopoldo. A essa hora minha consciência começou a voltar, devagar. O Thiago esperou junto da gente até o ônibus chegar, as oito da manhã, para só então pegar o seu ônibus pra Gravataí. Duas horas depois eu chegava em Campo Bom, as oito da manhã, e me atirava em minha cama.

Uma hora da tarde de domingo acordei, ainda bêbado. Levantei e fui tomar um banho gelado pra ver se o porre passava, pra só então poder curtir a boa e velha ressaca. Minha cabeça doía, por dentro e por fora. Até mesmo as gotas da água do chuveiro machucavam ao bater em meu couro cabeludo(não muito cabeludo). Comecei a fazer um levantamento de danos. Relatório de estragos: No topo da minha cabeça havia um caroço, que eu sabia ser da batida na parede. Na nuca, no lado esquerdo da base do meu crânio também havia um caroço de impacto. As extremidades dos meus dedos da mão esquerda estavam terrivelmente roxos, como se tivessem sido esmagadas. Também tinha muita dor nas costas, na altura da minha bacia, no lado esquerdo. Além de pequenos arranhões na mão direita e uma mancha roxa na perna direita, parte posterior da coxa. Além da batida no topo da minha cabeça não sabia dizer de onde vieram os outros hematomas. Era preciso remontar a noite e não tinha as peças do quebra-cabeças. Liguei para o Thiago, o de Gravataí. Perguntei se estava tudo bem, se tinha aprontado muito(se EU tinha aprontado muito). Não, tranquilo, disse ele. Não acreditei, devia ter feito muito fiasco na noite anterior. Peguei meu guarda-chuva e sai mancando naquela tarde mormacenta de domingo até a casa de meu primo Tiago.

Ele tinha a outra parte da história, aquela que eu não me lembrava. E contou. Logo que desci as escadas os dois ouviram o barulho de minha queda e imaginaram que podia ter sido eu voando escada abaixo(me lembrei agora da cena final do Exorcista, logo eu que sou ateu, e não quero morrer igual a um padre lutando com o demônio). Me encontraram semi-consciente(por causa da bebida, por causa da batida, por causa da formação escolar numa instituição pública) e me rebocaram para o banheiro no segundo andar. È bom lembrar que eu ainda conservava a capacidade de andar, o que possibilitou minha remoção. (Para aqueles que não me conhecem é bom saberem que pertenço ao grupo dos grandes mamíferos, tenho 120 quilos e se eu cair num lugar e decidir não cooperar só um guincho pra me remover).

Chegando no banheiro os dois tentaram técnicas avançadas de ressuscitamento desenvolvidas pelo MIT(Massachusetts Institute of Tecnology) arremessando água fria na minha cara. O que explica o penteado, ou a falta dele, que eu apresentava quando cheguei em casa. Depois de me colocarem mais ou menos lúcido, os T(h)iagos me removeram até a parte de baixo do bar. Decidi não perguntar mais nada ao Tiago sobre o que fizera na noite anterior. A degradação só tem graça quando vem de pessoa alheia. Não sei ainda tudo o que aconteceu aquela noite. Nem sei se quero saber.

Resumindo: não sei se vi o show da Damn Lazer Vampires. Os caras se vestem de vampiro, tocam punk rock podreira(no bom sentido) e mesmo assim não consigo me lembrar se vi ou não o show deles naquele sábado a noite. Sei que vou voltar a beber, mas espero não chegar a tal ponto novamente. Agora ainda é fácil fazer essa afirmação, pois meus dedos da mão esquerda doem enquanto digito esse texto. Fora a minha cabeça que ainda está latejando(não descarto uma tomografia do crânio nos próximos dias). Acredito que muita coisa em nossas vidas esteja fora de nossas mãos decidir, mas pelo menos espero poder ter algum controle sobre meus atos. E a bebida não me dá essa possibilidade. Pretendo não ter mais que depender de terceiros para dizer o que eu fiz na noite anterior.

Peço desculpas aos T(h)iagos que aguentaram as pontas enquanto eu entrava em orbita. Ao primo Tiago por ter de me pajear ao invés de chegar na linda morena amiga do Thiago na qual ficou interessado. Ao colega Thiago, por ter sido um lorde Inglês ciceroneando um Irlandês maluco de 120 quilos e seu primo gente fina saído direto da renascença. E até mesmo a Tassi (devo ter causado uma má impressão tremenda com a guria) a quem gostaria de ter conhecido melhor, mas acabei estragando tudo.

Emfim, não sei se cumprirei essa meta. Já tinha prometido que não beberia mais tanto desde aquela vez quandoeu e meus amigos fomos parar na delegacia e eu fraturei a mão(Uma história pra outro post). Um dia espero alcançar a redenção, mas só depois de chafurdar mais um pouco no lodo da existência. Só espero não quebrar o pescoço no caminho. Enfim, é a vida. E a Vodka com Fanta Uva.


Comentários escritos, nem sempre lidos ou comentados

Semana passada recebi um ofício pelo correio no qual o nobre colega Thiago me convidava com toda a pompa e cerimonia pra participar de seu blog, Comentários escritas. Na verdade o convite foi feito numa mesa de bar regado a muita ceva e a uma distância segura das aulas de jornalismo que transcorrem mesmo quando não comparecemos para assisti-las. O Thiago é um grande amigo com quem sempre se pode contar. 1, 2, 3, 4. Entendeu a piada? Contar. Esquece!

Esse é meu primeiro post. E acho que será um dos mais curtos que vocês vão ver por aqui. Estou sempre tentando exercitar meu poder de síntese. Mas nem sempre consigo. Tentarei.

Meu nome é Eder. 120 quilos e subindo. Cem anos de solidão. Clube da Luta. Azul. Firefox. Baixinhas. Skol. Vira-latas. Loiras. Morenas. Sopa. As que derem sopa. Negras. Preto(cor, não pego homem).29 anos. Ateu, graças a Deus. Solteiro. Jornalismo. Estágio. Miséria. Homer. Rubem Fonseca. O Cheiro do Ralo. Heminguay. Tiro na cabeça. Meu codinome é Zuco.

“O Thiago é um homem da palavra”, disse o professor que não conheço quando encontrou eu e o Thiago bebendo no bar. Foi um ótimo alógio. Fiquei com inveja do cara. Na verdade eu tento dominar meu lado mal, mas não consigo. Saiba, Thiago, que sofro da síndrome de Caim, e um dia ainda posso rachar seu crânio com uma pedra. Hehehehe. Nunca se sabe...

Eu, por minha vez, não escrevo, psicografo. Recebo os textos de um espirito de outro nível de experiencia existencial. Acho que não de um nível mais elevado. Provavelmente de um nível inferior de existência. Já disse a ele pra parar de ditar suas experiências, que não acredito nessa merda de espiritismo. Mesmo assim ele só me deixa em paz quando digito os textos para ele. O nome dele é Pig Spirit. E, antes que me esqueça, quero mais que ele não ache a luz nunca, esse chato de carteirinha.

Meu próximo post será enorme. Se a história vai valer a pena, só lendo pra saber. Os ranhentinhos que estão acostumados a entrar na internet só pra ler um ou dois parágrafos vão abandonar o texto. Vou obrigar meu amigos a lerem meus posts, ameaçando não falar mais com eles. Se não lerem mesmo assim é porque meus textos são muito ruins. Ou meu papo é muito ruim. Ou as duas coisas. Pensando melhor acho que não devo ameaçar aqueles que se arriscam a ser meus amigos.

Para meu próximo texto peço que ouçam a música do Wander Wildner, Quase um alcoolatria. Dito isso, até!

2 de mar de 2009

Megalomania pouca é bobagem, e até algum Jornalismo

Bom, vocês podem não saber [aham, claaaro...], mas eu curso Jornalismo. Sim, lááá no final de 2005, terimando o Ensino Médio, eu pensei "bá, jornalismo deve ser legal, e afinal de contas, quem vai querer fazer jornalismo hoje em dia?". Poisé, cai na piada... A faculdade de Jornalismo deve ser uma das mais "concorridas" [na real a concorrência nem é tão grande, tem muita gente ruim, a questão é que tem muito mais gente do que o mercado absorve...].

Tá, mas contei toooda essa história triste pra dizer que tenho um novo blog, mais um canal pra "espraiar" minha loucura e megalomania. Mas, contudo, porém, no entanto, lá a coisa é mais "jornalística", seja lá o que isso quer dizer. O conteúdo é para a disciplina de "Jornalismo On Line". Acredito que vá ter de tudo um pouco lá. Música, rock, guitarras, música, rock guitarras... Bom, quer dizer, também vai ter isso, mas outros assuntos também "brotarão", tipo... ah, tipo... Bom, vocês verão [e eu inverno, hahaha!]...

Portanto, acompanhem o tal blog e vejam algumas matérias, entrevista, blablabla. Vai ter encheção de linguiça, mas, o cara legal que aqui escreve também estará naquelas linhas.

O nome do blog é tri original [tem uma história longa - nem tanto! - sobre isso, mas quem se importa?!]: comentários.digitados. .

Acessem. Pro bem de vocês, hahaha!
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24 de fev de 2009

Papos pro ar[-condicionado]:

Conversa no trabalho. Elaborando portfólio, essas coisas [estagiário precavido e ciente do término do seu contrato vale por 10 - eu disse DEZ!! - "efetivos"]:
- Thiago, teu blog é bom, coloca o endereço no portfólio.
- Meu blog??!
- É, guri. Tu sabe que o teu blog é bom...
- Tá, eu sei. Eu sou megalomaniáco, é claro que acho meu blog ótimo!
- Então?
- É que eu coloco muito "as tripas [SANGUE escorre do cantinho da boca nesse momento, hehehe]" nele. Não dá certo misturar isso com o trabalho, hahaha... Imagina só o que alguém que vai me contratar pode pensar se ver o blog! Serviria se eu fosse tentar trabalho na Rolling Stone, mas pra assessoria não dá, hahaha...
Eu deveria estar de férias. Quem sabe numa praia paradisíaca, tomando drinks doces e vendo moças bonitas e biquinis sumários. Mas tava no trabalho. Tudo por um portfólio, hehehe...

E a Rolling Stone que me aguarde. Quero minha vaga de "discípulo de H. Thompson" na publicação. Ou eu domino o mundo antes. Jornalismo é só um detalhe. E eu tou me lixando pra esse detalhe, o que eu queria mesmo era ser rockstar, hahahaha!! Jornalismo é só um passatempo no qual eu engano bem. Melhor do que muita gente que leva a piada à sério...
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Mas a propósito, que "cês" acham da minha afirmação [no relato, ou nos outros que permeiam o texto, vá lá...]?!
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19 de fev de 2009

"Cês" sacam que eu sou anarquista, né?!

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“Hierarquia é, na grande maioria das vezes, uma desculpa para pessoas incoerentes conseguirem impor suas irracionalidades. Refúgio da ignorância e da incompetência.”
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Essa tava guardada desde o final do ano passado. Ou antes, quem sabe... Mas eu sempre achei essa frase sentencial demais [quem me conhece sabe que eu NÃO creio em coisas absolutas, muito pelo contrário]. Mas depois de uns fatos ocorridos essa semana, tava precisando soltar essa "ferinha". Posso dizer uma coisa sobre a idéia-base dessa frase: Quem tem que conquistar respeito no grito, subjulgando pessoas em situação desfavorável, NÃO merece o objeto que deseja [no caso, o tal respeito]. A [verdadeira] liderança só pode ser alcançada com sabedoria. E, antes de tudo, respeitando as pessoas das quais se quer respeito. PONTO!
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1 de fev de 2009

Aí está...

"O que mais enche minha cabeça são coisas inexistentes e fatos que ainda não aconteceram."
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