Essas coisas, logo aí embaixo... Palavras ditadas por um Ghost Writer.

21 de mai. de 2009

Introducin' thiago_ks

Essa semana, em uma conversa com o amigo Éder - sempre garantia de bom papo em meio ao mar de chatisse e afetação do Centro 3 - caguei [você leu direitinho, sim: caguei. escrevi isso mesmo!] na cabeça do Twitter e sobre a [des]necessariedade de um "micro blog". Afinal de contas, "eu mal consigo dar conta do blog, vou arrumar MAIS uma coisa pra ter que atualizar?".

E não é que estou lá, agora?!

Entrei só pra "seguir" amigo[a]s e algumas instituições, mas meu dedo coçou quando o cursor apareceu, e eu não aguentei, postei pela primeira vez.

É assim que começam essas pragas, vícios, hahaha! Os modismos da [pseudo]vida digital.
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14 de mai. de 2009

E o show do Oasis, hein?!

Palavras de "um colega de trabalho" - que foi ao show! - fizeram eco ao medo que eu já anunciava desde o anúncio da vinda dos caras pro Brasil, mais especificamente pra Porto Alegre, "Capital do Mooondo":

"Foi uma merda. Eles ficaram velhos."

[Só pra deixar claro: desde que o show tá confirmado me passava pela cabeça coisas tipo "eles estão velhos e não são mais nem a metade do que eram até o 3º disco, é melhor ficar com a idealização deles no meu mp3 do que me decepcionar gastando quase 200 contos". Dito e feito. Mas a curiosidade me bate, um pouco, admito.]

Mas o setlist do show é interessante. As músicas que eu teria interesse em ver reproduzidas ao vivo, em vermelho:

Fuckin in the Bushes
Rock & Roll Star
Lyla
Shock of the Lightining
Cigarettes and Alcohol
The Meaning of Soul
To be Where There's Life
Waitng for the Rapture
The Masterplan
Songbird
Slide Away
Morning Glory
Ain't Got Nothin'
The Importance of Being Idle
I'm Outta Yime
Wonderwall
Supersonic

Don't Look Back in Anger
Fall' Down
Champagne Supernova
I Am the Walrus
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Eu ainda prefiro o que eles faziam nessa época:


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6 de mai. de 2009

Sonho-radio-ativo

uma vez eu não sabia ao certo o que fazer com o resultado de uma prova que eu fiz. na verdade eu sabia, mas pouco, estava inseguro [uma grande novidade na minha vida, hahaha!] sobre novos rumos e decisões. esses "novos rumos" eram a respeito da entrada na faculdade. o "resultado de uma prova que eu fiz" era minha nota no enem - 7,5 na redação e 52 acertos entre as 63 questões objetivas da prova, garantia de vaga pelo prouni e resultado do qual ainda me orgulho, apesar de praticamente não alardear. pois bem. foi então que eu parei e pensei: o que eu gosto? eu gostava de filosofia e sociologia, na escola, e de rock, como um todo. o rock entrou na minha vida graças a mtv [saudoso programa "album mtv", que um dia me mostrou o nirvana, in utero, os berros, "do it yourself", insatisfação, "Teenage angst has paid off well/Now I'm bored and old"], mas só se manteve através do rádio. e, no final do ensino médio, eu escutava muito rádio. e gostava muito disso. o fato é que, apesar de ter ganho uma passagem pra universidade, eu tinha a mínima noção do que eu faria lá. foi então que o estalo veio: eu escuto rádio o dia inteiro, por que não fazer jornalismo?

e desde então segue uma looonga história [que em alguns pontos pode ser estória], e eu estou na unisinos, no 6º semestre do curso de jornalismo.

na época da decisão eu ouvia, basicamente, duas coisas. o programa cafézinho, na pop rock, rádio que anteriormente eu até escutava, mas que já não me saciava na minha "busca sedenta e viciada em rock". mas o costume de ouvir o programa não mudou. até hoje, quando tenho tempo - trabalho no horário do programa, hoje em dia - ouço os caras. no resto do meu dia, provavelmente desde 2003 - quando fui apresentado à rádio -, escutava a unisinos fm, que me passou lições valorosas de rock n' roll. foi por causa da unisinos fm que eu escolhi o curso de jornalismo da unisinos. na época, eu dizia "eu vou pra lá por que quero trabalhar na unisinos fm".

e fui pra lá.

as coisas mudaram, eu escuto bem menos a rádio, não sou tão fascinado por ela quanto antigamente e descobri que bolsistas não podem estagiar lá. nem tudo é perfeito. tenho achado jornalismo um saco, ainda sou um inseguro do caramba [quem sabe até mais], não acredito em nada além do ponto de vista. parte disso graças ao curso.

mas HOJE eu posso dizer que, de certa forma, vou realizar um sonho. durante uma hora EU vou ser a voz da rádio nessa quarta. das 20 às 21 horas EU vou tocar o barco da unisinos fm., a radio rock n' roll, onde o jimi joe fala diariamente, onde eu ouvi a katia suman por um bom tempo, onde eu descobri o gordurama, onde eu escutei clássicos e novidades pra mim, onde o blues faz guitarras chorarem durante a madrugada.

claro, não farei isso sozinho, uma vez que será a apresentação de um trabalho em grupo de uma disciplina de radiojornalismo, um programa "variado". não será o programa rock n' roll dos meus sonhos, mas vai ter um pouquinho do mumu dele. mas eu estarei lá no estúdio, e algum incauto que nunca me ouviu vai me ouvir, e eu vou colocar um rock pra tocar, e eu vou fazer questão de falar "caralho, vocês não sabem o quanto eu desejei esse momento".

poisé. de certa forma eu cheguei onde queria lá em 2005/2006.

escutem. no fm, procurem por 103.3. ou ouçam atráves do site da rádio - eu recomendo o site pra quem puder escolher, o sinal da unisinos fm é beeem fraco, até dentro da unisinos, mesmo.

obs.:não tava a fim de usar maiúsculas, nem de revisar o texto. ele simplesmente jorrou, aos borbotões.
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28 de abr. de 2009

Autorreferencialidade [é assim que escreve, pós Acordo dos infernos?]

"Poisentão", gente amiga. Vou contar uma histórinha.

Esse semestre estou fazendo a disciplina de "Seminário em Projeto de Pesquisa" onde, TEORICAMENTE, eu deveria iniciar a pesquisa sobre a qual será baseado o meu TC[C]. MAS, só pra variar, minha megalomania avacalhou tudo. Queria fazer algo que ligasse algum tema filosófico [status quo, valores sociais] ao Jornalismo, mostrando como este último reforça os valores da sociedade capitalista, individualista e bláblablá.

Só que há um porém [ahhh, porém!] nisso: esse tema é muito "aberto", é como o Nelson Ned [o cantor anãozinho, saca?!] tentar abraçar o mundo. Não dá.

Por isso, fui pesquisar atentamente um tema interessante para estudar durante as aulas de Projeto de Pesquisa [mentira, peguei uma Zero Hora num dia qualquer, no trabalho, e defini o que parecia ser um tema razoável]. Foi então que cheguei a "autorreferencialidade e o corporativismo".

Explicando em miúdos, quero mostrar, atráves de exemplos, que os grupos de comunicação pautam "eventos" de outras empresas do mesmo grupo [tipo a Zero Hora dando destaque, no Segundo Caderno, aos eventos da Rádio Atlântida, ambos da RBS], muitas vezes "esquecendo" eventos de igual importância realizados por empresas "concorrentes" [as festas das rádios Ipanema e Pop Rock, por exemplo. Apesar de reunirem milhares de pessoas são referidas na mesma Zero Hora com, no máximo, uma notinha com um leadzinho tosco].

Interessante, não?!

Poisé. Fiz tudo isso só pra também exercer uma ação de autorreferencialidade corporativa. Convidar o pessoal a acessar [semanalmente!!] o outro blog que faz parte do grande conglomerado comunicativo CE Comunicação [hahahahahaha].

comentários.digitados.
Eras isso - e a resenha do Radiohead está "somente" umas cinco semanas atrasada, paciência.
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8 de abr. de 2009

30, faz sentido?

Pra ler ouvindo No Surprises, do Radiohead


Os 30 estão chegando e os 20 foram uma merda. 30. Metade da vida. Sei que não passo dos 60. Muito açúcar, sal, gordura, televisão, coca-cola, a cadeira espremendo minha prostática enquanto escrevo no computador. A vida é uma cueca apertada que eu não vejo a hora de tirar. O cabelo já está ralo, a gordura da oleosidade da minha pele tapa os orifícios capilares e mata a raiz dos fios que por infelicidade do destino vieram a nascer no topo da minha cabeça. Fios brancos começam a aparecer na minha barba. È questão de pouco tempo até que cheguem no meu saco escrotal. Pentelhos brancos são o fim da picada.

Eu tive a chance de acabar com tudo isso. Aos 27. Como Kobain, como Hendrix. Mas o caso deles é diferente. Eles concluíram grandes obras antes de morrer. Até os 27 eu não tinha feito merda alguma. E até agora fiz menos ainda.

Vamos prosseguir pra ver no que dá, eu pensei. Agora a beira dos 30 vejo que não fiz merda nenhuma. Sem um livro escrito. No meio da faculdade e sem animo de chegar ao final. Estagiário (existe coisa mais patética do que um estagiário de 30 anos?). Ganhando uma ninharia. Sem namorada (eu sou o cara que o Cazuza cantava, sem pódio final e sem beijo de namorada). Com poucos amigos. Pensei que podeira fazer como o Hemingway, concluir uma grande obra e quando começar a sentir o gosto amargo da decadência ter a decência de espalhar os meus miolos aos quatro ventos. Mas e vale a pena esperar? Esperar mais uns 30 anos?

Os meus 30 chegam em um mês e meio. Sei exatamente tudo que farei no próximo mês. Dia por dia. Hora por hora. Minha vida é sempre a mesma merda. Meu melhor amigo também pensa em estourar os miolos. Devíamos achar amigos mais empolgados com a vida ou simplesmente seguir os instintos e duas balas resolveriam tudo?

Thiago disse que ia escrever sobre suicidas. Estou esperando. Talvez a sua defesa pelo direito de acabar com a própria vida me ajude a tomar uma decisão. Vi um texto dele muito interessante sobre como a hipocrisia tem condenado os suicidas a serem renegados pela sociedade, como covardes. Covarde sou eu pra nunca levar a sério meus instintos mais destrutivos. Por um lado isso ajudou a manter meu pescoço longe de forcas, mas também me manteve longe de grandes paixões. Me declarei poucas vezes, de forma canhestra e torta. Sempre as amei loucamente, mas nunca consegui expressar meus sentimentos. Por conseguinte elas nem bola me deram. A mulher que mais amei até hoje se esqueceu de mim em um mês e casou com meu amigo.

Venho me adaptando pra esperar sempre o pior das pessoas. Assim, quando elas são capazes de um ato bom, eu me surpreendo. Tenho me surpreendido bem pouco ultimamente.

Comecei com sonhos grandes, de tomar o mundo em minhas mãos. Depois desisti das conquistas monumentais e passei a me contentar com um sucesso mediano. Depois comecei a admirar a vida das pessoas comuns, que antes eu achava medíocre, e a ideia de lar, família, filhos, jantar com amigos num sábado a noite, passou a parecer com real felicidade. Mas não atinjo nem mesmo essas coisas que parecem simples.

Os 30 estão chegando e a vida ainda não faz muito sentido. Deus não existe e isto é claro para mim. Claro e confortador, pois sem Deus o mundo faz mais sentido do que com ele. Se você é bom, se você é mal, se sua mãe morreu, se você ajudou uma pessoa, se você matou alguem, tudo tem o mesmo peso no universo. 30, 60, 120, vivo, morto, feliz, infeliz, existe alguma diferença? Fazer 30 não faz o menor sentido. O mundo foi parido pelo caos, não por Deus. Até agora tenho resistido só por curiosidade, afinal o caos traz inconstância no universo e surpresas. Então porque minha vida é tão monótona? Os retardados herdarão a terra. Pedófilos morrem de velhos em asilos caros, fiéis despencam de onibús em despenhadeiros e morrem carbonizados. Adoro a incoerência humana, a minha incoerência, a incoerência do universo. Viva o caos! Me despeço de vocês aqui. E até uma próxima. Se houver próxima...

Tiago
30 é número, primo?
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3 de abr. de 2009

Só pra atiçar

Dêem uma olhadinha .

É só um arremedo mal-feito do que eu tenho em mente [alô, megalomania, hahaha!], mas já é algo. Tudo bem, eu admito que dificilmente conseguirei "parir" as idéias [com é!] da forma perfeita como elas "flutuam" na minha cabeça. Fato. Mas o texto que sairá AQUI certamente será mais fodão do que a "pseudo resenha" de lá.

Amarras jornalísticas, pé no saco, pois.
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