Essas coisas, logo aí embaixo... Palavras ditadas por um Ghost Writer.
26 de jun. de 2008
Entorpecido Observador
Percebe o gesto que eu não fiz
Nota o que eu não expresso
Enquanto eu molho a garganta
Me ouve calar
Me escondo num copo de
Cerveja sem colarinho
No vento do inverno um
Pouco mais quente que Eu
Minha Auto-Estima fugiu
Enquanto eu olhava televisão
Agora Eu acompanho a
Vida alheia
Sou um Entorpecido Observador.
12 de jun. de 2008
Hoje...
9 de jun. de 2008
Entrevista?! Mini, da Walverdes
E, pasmem!, meu texto FOI PUBLICADO no Babélia [que agora percebo ser bem pior do que eu pensava antes...] – jornal do qual não consegui link NENHUM na internet – apesar da força descomunal que algumas colegas fizeram para que ele não fosse “ao ar” [ao papel, na verdade...]. Lembrando que este texto, feito para a disciplina de Redação Jornalística I, foi o motivo pelo qual eu fiz a “cobertura” do evento [bom, de qualquer maneira, com ou sem trabalho, eu iria no festival. Mas isso não importa, hehehe...].
OBSERVAÇÃO: Comprei [MAIS!] um livro do Bukowski [Notas de um Velho Safado], além de um do Nietzsche [Além do Bem e do Mal]. Ler o “Dirty Old Man” me faz bem, muito bem. Rola aquela sensação de identificação e tal... O cara fala muitas coisas as quais eu ainda TENTO [mal e porcamente, como diria a minha mãe] explanar. Tudo lá, tudo lá. Já o Nietzsche é leitura bem mais complicada, “tou” remando pra ler o livro.
Mas, sem mais delongas, as perguntas feitas ao Gustavo Mini, via email:
1 - Qual os efeitos, para a banda, de apresentações em festivais? Novos contatos, divulgação, histórias engraçadas, como essas experiências já influíram (e influem) na Walverdes?
Quando são bem organizados e estruturados, festivais são ótimos porque o público dos festivais geralmente é um público "de festival", disposto a ver várias bandas diferentes. A soma é maior do que as partes e isso é bom para as bandas. Também é sempre uma forma de intercâmbio com outras bandas, produtores e jornalistas. Os festivais foram fundamentais para o crescimento do mercado independente nos últimos de anos, mas também precisam ser bem estruturados. Costumamos ser criteriosos na escolha dos festivais onde tocamos, porque tem muita roubada. O mínimo que um festival precisa oferecer é uma boa estrutura, com som de qualidade, acomodação pra banda e pro público. Também é preciso uma noção de curadoria, saber escolher e misturar as bandas bem.
2 – As iniciativas (festivais) no interior do RS, como o Texugo Rock Festival respondem à demanda do público por música? Os festivais gaúchos "ficam devendo" em alguma coisa para os eventos no resto do país?
O Rio Grande do Sul chegou atrasado nessa história de festival. Mas muito é porque em outras cidades os festivais aconteceram pra preencher uma lacuna que especialmente em Porto Alegre não existe: falta de lugar e de público. Bem ou mal, aqui sempre teve um público interessado e locais para tocar, por mais toscos que fossem. Agora estamos entrando com a cultura dos festivais, que é uma forma de interação diferente entre bandas e público mas que aos poucos parece estar pegando.
3 – Na opinião de vocês, qual é o papel do público em uma apresentação? A música da Walverdes pode ser definida como algo bastante "energético", principalmente ao vivo. Como encaram as diferentes reações das pessoas, umas animadas ao som da música, e outras mais observadoras?
Em 15 anos a gente aprendeu a lidar com todo tipo de público. É muito melhor pegar uma platéia quente, que vibra e não fica parada, mas sendo de Porto Alegre aprendemos que temos que nos preocupar mesmo é com a energia em cima do palco, não temos vocação pra animadores. Procuramos nos divertir e fazer um show intenso. O resto é lucro...
Deixando o lado jornalista de lado, uma pergunta de guitarrista: Quais os pedais que tu usa? (Se não quiser tocar no assunto entendo. O Josh Homme, por exemplo, é um que não revela o set de pedais por nada...).
Há alguns anos eu tenho usado só uma distorção T-Bone da Danelectro. Ela é ótima, mas estou cansando e pensando em mudar.
24 de mai. de 2008
A História em seu devido lugar
Comentários Escritos [vulgo CE]. Esse nome tem uma história... Eu poderia simplesmente dizer “eu cunhei o termo”, mas as coisas não são tão simples de explicar, assim. Nem seria totalmente verdadeiro.
Como esta[va] escrito na descrição do blog, tudo começou nas aulas de biologia do Ensino Médio, lá nos idos de 2003 [saudoso, mas nem tanto, hahahaha!!]. O Eduardo, o Rodrigo e Eu começamos, meio que de frescura, a rabiscar uns comentários sobre as aulas numas folhas arrancadas dos cadernos. Éramos, como viemos a ser definidos por uma professora do segundo ano do Ensino Médio [heheehehe!!!], muito “auto suficientes”. Não nos misturávamos ao resto da turma, e nem tínhamos essa pretensão.
Sobrava pra todo mundo: a[s] colega[s] gostosa[s], a[s] professora[s] chata[s], a[s] morte[s... OPS!! Sorry, erramos. Chega de tanto “s”.] do Charles Bronson e, também, para os colegas chatos [esse tipo de gente que também me incomoda muito lá “Numa Grande Instituição Jesuíta de Ensino 'Superior' do Vale dos Sinos”]. Quando algum colega notava [e tentava ler] nossos escritos, não entendia nada, geralmente. Nós também não fazíamos questão que alguém entendesse.
Surgiu, então, a idéia: batizar o nosso “folhetim” [quase diário, hehehehe] de Comentários Escritos ou, como também foi descrito diversas vezes, “Koment... Escr...”, “CE”.
Em 2006, terminado o Ensino Médio – onde nós três nos conhecemos e formamos o CE – veio o que me parece uma evolução natural para o CE se transformar num blog [coletivo]. Desde então passamos por uns três endereços [esse, depois esse e, por último, o Blogspot mesmo...]. Não sei como o Blogspot ainda aguenta esse blog... Os blogs do Uol e do Terra “pediram penico”, hahaha!!
Depois de um bom período em que o Rodrigo e Eu nos revezamos nas postagens, tendo o Sr. Eduardo como participante esparso, assumi o leme dessa barca. Após esse momento, há mais ou menos 1 [Hum] ano, só eu posto nessa querida bagaça. Com isso, o blog tomou um tom muito mais pessoal. Um exemplo disso é que surgiram até os “Rascunhos [Pseudo] Poéticos”, coisa até então improvável nos meus escritos, tão cáusticos – mas eu não larguei mão dos comentários ácidos, só estou dando vazão à outros segmentos criativos, hehe!
Pois bem, como ato final nesse processo, escrevo esta breve história, pra deixar marcada a história disso tudo. A partir de agora, teremos mudanças na página do blog, e as tais “características pessoais” serão assumidas integralmente. Obrigado à todos que fizeram o CE chegar até aqui. Daqui em diante eu assumo, oficialmente, as pontas por aqui!
Nos próximos dias, pra coroar as mudanças, postarei minha 2ª [eu disse SEGUNDA!!] entrevista feita como jornalista[-estudante]. Quatro perguntinhas feitas para o Mini, da Walverdes, banda da qual eu gosto “pacaraio”.
Por hoje é só, pessoal.
23 de mai. de 2008
Esses versos aí embaixo...
Acontece que eu fui um dos colaboradores na revista "Tá Combinado?" [blog da revista aqui]. Engraçado é que a revista [que tem meu texto publicado] circula lááááá em Uruguaiana, uma cidade da qual eu só conheço "de ouvir falar".
A responsável pela revista, que é de lá, é a Bibiana, colega que mereceria um parágrafo a parte, mas deixa quieto, por enquanto...
O fato, no momento, é que eu estou contente [feliz, alegre?! Tão me achando com cara de quê?! Esses são adjetivos que eu não atiro por aí, "a 3 por 2", heheehe!] por este fato [ter um texto numa publicação].
Acho que, sendo os textos uma expressão que busca tocar "o emocional" das pessoas, cumpri meu papel com esse texto. Uma colega de trabalho, que é mãe, se emocionou ao ler o que eu escrevi.
Quem diria, um andróide emocionando as pessoas, hein?! Até me assusto com isso.
Mais um texto sobre o Dia das Mães
Ora, mãe, eu poderia vir aqui e dizer – como todo mundo faz nessa época – que eu te adoro, tu é ótima e tal, e que todas as mães são essenciais na vida dos filhos.
Poderia falar o quão desnutrido eu poderia ser se não fosse tua comidinha feita de forma especial e com sabor inconfundível.
Nem vou falar das madrugadas em claro – Ah, as madrugadas em claro! – em que tu sofria junto comigo, por causa da MINHA rinite alérgica ou de qualquer outra doença que faz a gente acordar de madrugada pra tomar banho frio.
Nada disso. Na verdade, nessa data querida, vim denunciar-te! Tu e as outras!
Vocês têm vantagens que nós, filhos, não temos. Sabem o que vai acontecer e, quando não sabem, fazem acontecer.
Quando tu me diz “Leva o teu casaco” e eu vejo o sol castigar o dia lá fora.
É líquido e certo, pode saber, o tempo muda assim que eu coloco os pés na rua!
Se eu chego em casa, a passos leves, de madrugada, e tu nem vê como fui dormir, mesmo assim, no outro dia, tu consegue fazer um relatório minucioso da minha bebedeira e da minha chegada em casa.
Você, e todas as mães têm uma linha direta com o “Cara Lá de Cima”. Eu sei! Vocês tem informações privilegiadas e, quando isso não basta, vêem suas sentenças se tornarem realidade, com certeza por interferência “Dele”.
Mas seguinte, apesar de tudo isso, valeu.
Valeu por utilizar esses dons em favor de nós, pobres e desfavorecidos filhos.