Essas coisas, logo aí embaixo... Palavras ditadas por um Ghost Writer.

8 de jul. de 2009

Sobre chinelos e amigos chinelos

Hoje é o dia. Thiago, companheiro, chinelão, gravataino (heheeheh) completa mais um ano de vida, de trago e de estágio (hehehhehe duplo). O cara é foda! Ideal para cervejas no bar do alemão, pra discussões midiaticas, e pra curtir um punk rock.

21 anos, é isso? Quase uma década a menos que eu. Barbaridade! Ou, como diz a frase genial do MSN dele "21 anos de péssima comunicação interpessoal". Bobagem, o teu texto tá cada vez melhor. E teu programa na rádio Unisinos, edição unica, foi um sucesso. Só perdeu pro velório do Michael.

Não esquenta Thiago, é um fato que já constatei: os inbecis herdarão a terra. Retardados em seus carros tunados, ouvindo funk e de cabelo arrepiado tem mais chance de se reproduzir do que pessoas como nós, que achamos toda essa merda ridícula. Mas é prefirivel ser um gênio incompreendido do que um idiota que todo mundo já sacou. ((((Viu só que frase genial?))))

Pelo jeito você não aparecerá na Unisinos hoje. Por isso, no sábado, tomarei um porre em sua homenagem (ia beber de qualquer forma, mas, enfim...). Tomarei um litro de vinho branco seco. E vodka. Talvez alguma cerveja. Pode ser até que eu faça uma lavagem estomacal em sua homenagem. Quem sabe, sou imprevisivel...

Amigos são como chinelos, quanto mais o tempo passa melhor ficam. Amigos chinelos são melhor ainda, quanto mais o tempo passa, mais desbotados e detonados ficam. Mas mais identificados com eles ficamos. (Perai, essa é uma analogia muito tosca. Mas não vou mudar agora. O título ficou muito legal)

As mulheres um recado: deêm pro cara! Amor, carinho, atenção, dinheiro, alimentação, cerveja e música. O resto que vier, aposto que ele não vai dispensar.

Um abraço, caro amigo.

Vamos marcar um trago um dia desses...
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6 de jul. de 2009

Super, mas nem tão novas (musicais e textuais)

Ou Macacos Gêmeos & Camelos Virgens

Aloha, amiguinhos. Estou crendo que, nessas férias da faculdade, vou postar com maiorfrequencia. Quero acreditar nessa bela inverdade.

O semestre está (quase!) acabado... Tenho nessa terça, ainda, uma prova de recuperação. Justamente em Redação (III), única matéria na qual tinha nota “azul” (a/c #EduardoHerrmann, hahaha. Piada interna) ao fim da primeira metade do semestre (vulgo Grau A, para o não iniciados nos ritos semestrais d'Aquela Grande Instituição de Ensino “Superior” do Vale dos Sinos que eu frequento). Logo a disciplina onde MAIS me destaco – fato, escrevo textos melhores do que a maioria dos colegas em metade do tempo & com 70% menos interesse e/ou disciplina. Falsa modéstia aos fracos, pois. Hahaha.

Poisentão. Nessa “cadeira” eu estou de recuperação. Creio que pela minha indisciplina, certamente, o professor me pregou essa peça. Pois não creio que alguém (inegavelmente bom no que faz em aula) fique abaixo da nota necessária por MEIO PONTO. Tudo bem, serão dois textos dissertativos (entre Editorial, Artigo e Crônica) sobre um mesmo tema. Não farei com uma mão amarrada, pois isso realmente atrapalharia a digitação, mas com os olhos no que a internet da Unisinos tem a me oferecer, com toda a certeza.

Falando na aula de Redação (III), foi nela que o meu texto mais PERTURBADOR – heavy metal mesmo! - foi RECORTADO, dilacerado. Dia desses posto-o aqui. E olha que ele tem, além do parágrafo removido SEM ANESTESIA, um final “na versão do diretor”, digamos. (Eu mudei o final do texto que foi publicado no jornalzinho do Centro 3 a pedido do professor.)

Mas vamos à música, que é o que me interessa mesmo.

O Mark Lanegan fez show em São Paulo (junto como o Greg Dulli, ou vice-versa, segundo o pessoal que foi e postou na comunidade do cara no Orkut) na mesma noite em que eu fiz meu MELHOR Programa do Aluno, na Unisinos FM. É claro, ninguém ouviu, além da minha mãe, meu pai e meu irmão. Eu SEI! Mas eu pude mandar e desmandar na minha rádio preferida (e que me fez estudar Jornalismo) por uma hora. Tem coisas que o Mastercard não paga. Mesmo. Mas ele pagaria ida à SP e ingresso para o show. E apesar de ter colocado pra tocar muita doidera na Unisinos FM, eu queria mesmo era estar em São Paulo naquela noite. Fazeroquê, né?!

Shows “Internacionais” na capital da Província, este mês:

Macaco Bong, quinta que vem (9), no mesmo Ocidente em que eu vi a Damn Laser Vampires no último dia 2. Os caras fazem um rock instrumental-virtuoso-from-hell-com-referências-mil. É isso, não tem muito o que explicar. Irei, certo.

Velhas Virgens. Rock n' roll safado como sempre deveria ser. Influência de Blues, putarias, tragos e mil coisas mais. Dia 12 - domiiiingo! -, no Opinião. Quero ver. Irei, acho.

Marcelo Camelo no Teatro do Bourbon Country, dia 19. Tipo, dentre os “Bítous”, eu sempre vou preferir o Amarante. Mas só que o “Paul” vai vir a Porto (uma cidade não muito) Alegre acompanhado pelo HURTMOLD!! E o Hurtmold é SIMPLESMENTE uma das cinco melhores bandas desse País atualmente. Séria candidata a uma das DEZ melhores do UNIVERSO!! E sabe-se lá quando terei outra oportunidade de gritar “O meu, vocês são foda!” pro pessoal do Hurtmold?! Estou lá, já.



Fora isso, mandei um email pra uma promoção. (E daí, Thiago?) Bom, e daí que, caso eu seja selecionado (update: Nããão!) e depois escolhido pelo VOTO POPULAR (alô, é nessa hora que vocês, milhares de leitores deste blog, entram em ação!) pra discotecar no Laika, em Porto Alegre. Discotecar? Poisé, isso mesmo. Enquanto eu não consigo montar/produzir uma banda de rock de verdade, decente, vou tentando outras possibilidades. Além do quê poderei ENSINAR aos portoalegrenses (grande parte indies BUNDÕES!) o que é rock.

Mais informações em breve (mais do que vocês devem imaginar, hehehe!)

Trust!
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1 de jul. de 2009

A Unisinos FM (de novo!) e o Mark Lanegan (só dessa vez)

Poisentão, gente boa. Hoje, quarta, primeiro de julho, apresento MAIS UMA VEZ (uhúú!) o Programa do Aluno, na Unisinos FM. 103.3 no dial e na internet nesse link.

Dessa vez o programa promete ser beeem mais interessante! Tou fazendo a produção e nosso tema vai ser rock!, já que no dia 13 é dia do Rock e blablabla. Nada de futebol, nada de notícias díspares, vai ser rock no talo do início ao fim.

Teremos ATÉ uma entrevista com A MELHOR BANDA GAUDÉRIA DA ATUALIDADE!! Preciso dizer quem é?!

Escutem. É a partir das 20 horas. Não se arrependerão.

Mas mudando de assunto.

Nessa mesma quarta-feira de Deus vai acontecer O SHOW QUE EU MAIS ESPERO NO BRASIL NO ÙLTIMO ANO!! Pequeno detalhe: será somente em São Paulo, enquanto estou aqui no Rio Grande do Sul!

Nada mais nada menos que MARK LANEGAN (o cara mais fodão do rock, como já disse algumas vezes por aqui...) se apresentará com o Greg Dulli. Este último, pra mim, um ilustre desconhecido. Mas amigo do Lanegan. E isso basta.

E eu não poderei ver o show do cara que eu mais escuto desde o ano passado. Incrível como não tinha falado histéricamente sobre isso aqui, ainda.



É isso. That's all, folks.
(Acho.)
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24 de jun. de 2009

Gilmar and Jesus

Segundo a Bíblia, disse o filho de Deus que seu pai “escreve certo por linhas tortas”. Esse filho, sabemos (pressuponho isso), é Jesus Cristo e a firmação se refere ao fato de que Deus sempre conduz o destino de forma sábia (pelo menos para aqueles que nele acreditam), apesar de isso parecer nebuloso, por vezes.

Pois na última semana esta máxima se provou verdadeira (verdadeira?). Gilmar Mendes, ministro – e presidente – do Supremo Tribunal Federal, foi o relator do processo que extinguiu a obrigatoriedade do diploma em Jornalismo para o exercício da profissão. Ele mesmo, que soltou duas vezes o banqueiro Daniel Dantas em menos de 24 horas e que ouviu um sonoro “saia às ruas!” do também ministro do Supremo Joaquim Barbosa.

Mas o que dizer sobre o fim dessa obrigatoriedade? Excecrá-lo (esse final) "simplesmente” por que o presidente do STF não tem nenhuma credibilidade perante o povo e comparou uma atividade que pode mudar a opinião pública à culinária – meu respeito e admiração a quem sabe fazer um bom prato? Ora, são argumentos menores.

O que de fato acontece é que, apesar do julgamento ter um pressuposto errôneo, a tal “Justiça” foi feita. Ou você é capaz de subestimar qualquer pessoa simplesmente por ela não ter estudado as Teorias da Comunicação? O Jornalismo pede, basicamente, domínio das linguagens de comunicação e postura ética. Agora, pense: isto não deveria ser ensinado às crianças desde suas primeiras lições na escola?

O que faz necessário o curso superior em Jornalismo, no Brasil, é a precariedade dos ensinos Fundamental e Médio. O aluno mal sabe usar vírgulas em uma frase, ao sair da escola. Eu (!!) sou um exemplo disso. A faculdade me ensinou a usar vírgulas – e algumas palavras bonitas, mas essas são desnecessárias. Basicamente. Ética eu não aprendi nas salas de aula, não mesmo. No máximo, tento praticar a amoralidade.

Na era digital, onde todos estão ligados a tudo (só depende do quanto você tem para investir em tecnologia) qualquer pessoa com um mínimo de discernimento e erudição pode desempenhar o papel de “jornalista”, tirando fotos com seu celular, postando em seu blog, etc.

Claro que a maioria da população não tem base teórica para isso, mas não devermos esquecer das exceções, os casos de “notório saber comunicacional”, por assim dizer.
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Obs.: Texto produzido pra aula de Redação III, em meia hora, acho. (Claro, essa é a versão "extendida", já que na aula fazemos redações dissertativas com SOMENTE 1500 caracteres. Não dá nem tempo de tossir com 1500 caracteres!)
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22 de jun. de 2009

Diplomados deflorados

Eder Zucolotto

Estudante do 6º Semestre de Jornalismo


Na última quinta-feira os ministros do Supremo Tribunal Federal me tiraram o diploma de jornalista que ainda nem ganhei. Agora eu, um ateu convicto, sei como Deus, se é que ele existe, deve se sentir. Ninguém acredita mais na formação de jornalista. Um exemplo disso foi que assim que falei a meu pai do causo – pois ainda me nego a crer que é verdade o ocorrido - ele demorou alguns milissegundos pra perguntar se eu conseguia trocar de curso ainda pro próximo semestre.

Não o culpo pela preocupação com o meu futuro. Seis semestres de curso. è metade do camiho pra ir ou pra voltar. Estou no final do primeiro tempo de jogo e mudaram as regras do campeonato. E se os juizes são do supremo então a decisão é suprema. A cagada também é suprema.

Não sei ainda o que fazer. Sigo em frente no curso e o termino ou pego um atalho, tranco a faculdade e já saio no mercado de trabalho do jornalismo agora? Talvez quanto antes melhor, assim eu não passo pelas cadeiras que discutem a ética da profissão e todas aquelas teorias e práticas que no final das contas vão ser uma desvantagem competitiva. Afinal, debates sobre ética e consciência sobre a produção e o impacto das matérias vão me distrair com questões menores. Pior ainda: questões que podem reduzir o lucro.

Em meio aos meus questionamentos pessoais também tenho tempo pra ficar imaginando os pobres incautos que acabam de se formar e estão com um diploma na mão que não tem mais validade do ponto de vista de registro profissional. Caro colega – se é que ainda formamos uma classe - ainda não é hora de se desesperar. A esperança ainda não foi revogada pelo supremo. A vida é imprevisível (tão imprevisível como o funcionamento da cabeça de um juiz) e ainda podemos reaver a validade do diploma. Esse papel que, pelo menos no momento, só tem valor sentimental.

Enquanto esse dia não chega, tenho algumas dicas do que pode ser feito com o seu querido e inútil diploma de jornalismo. Pra você que, com todo orgulho, pendurou o seu diploma de jornalismo emoldurado num lindo quadro na parede da sala de estar, ainda há como tirar proveito dele. Pelo menos da moldura. Retire o seu diploma e o coloque naquela caixa de documentos esquecidos - como aquela conta de luz de 2003 que você ainda guarda, apesar de não se lembrar mais o porquê. Depois coloque uma foto na moldura e recoloque na parede. Pode ser aquela foto da sua mãe que a sua namorada pediu pra tirar da cabeceira da cama, pois não conseguia transar com a sogra a olhando (com aquele olhar maternal, ainda por cima). Sua mãe ficará muito feliz quando for lhe visitar e ver a posição de destaque que recebeu, ao invés daquele papel feio e sem sentido. Colocar a foto da sua progenitora no lugar do diploma é um grande acerto, afinal ha um risco muito pequeno que num futuro próximo os ministros do supremo declarem que a condição de mãe perdeu a validade no mundo contemporâneo.

Outra dica válida é aproveitar a lembrança das trocentas cadeiras de jornalismo que você cursou e fazer um lindo origami, com trocentas dobraduras. Sua sobrinha vai adorar o presente. Se você não tiver sobrinha, pode mandar o mimo pra Associação Brasileira dos Donos de Emissoras de Tv e Rádio. São pessoas que sabem apreciar um bom trabalho manual, principalmente se for feito por um amador (o que segundo a Associação dá mais mérito ao êxito). Apenas omita a informação que o artefato é produzido com um diploma do curso de jornalismo, pois eles têm verdadeira ojeriza a tal aberração acadêmica.

Dentre as opções há uma ótima forma de fazer um protesto velado: quando sair para a próxima pauta, leve o diploma e use o verso como bloco de anotações para sua matéria. Isso provará que o dito cujo, ou maldito cujo diploma de jornalismo, ainda tem utilidade jornalística.

E se você não tiver problemas com o politicamente coreto - mas que diabos, agora somos livres de qualquer responsabilidade com o público - pode, devidamente munido de um fumo em corda picado (ou algo similar), fumar seu diploma. Assim a comprovação de sua formação acadêmica se tornara tão etérea quanto a fumaça.

Uma última, drástica e anti-ecologica opção é usar o diploma para sua higienização após o uso do vaso sanitário. Uma alternativa, entretanto, não recomendada. Não pela afronta a formação acadêmica (se um Ministro do Supremo não nos ofende, não será eu, um Ministro do Inferior Tribunal de Mim Mesmo a ofendê-los), mas devido a gramatura do papel ser um tanto elevada para uma função tão delicada, e que pode agredir suas partes íntimas. E é bom não agredir essa região da sua anatomia, pois, mesmo que você não use a sua área anal de forma recreativa, fique sabendo que tem gente tentando usá-la ha muito tempo. Queriam muito nos ferrar. E finalmente conseguiram.
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Minuto de Sabedoria Cepacol

Você sabia que o sulfixo "ismo" é geralmente usado em tom jocoso, ou depreciativo?

(((Então já que vão acabar com a formação de jornalismo podemos criar o curso de juizismo.)))
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Eder Z
Cabra macho.
Ainda não diplomado,
mas já deflorado...
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16 de jun. de 2009

Roubo de audiência

Hoje vou ser breve. Vim até vocês pedir encarrecidamente que visitem o meu blog.

Fiquei um ano sem postar nada. Hoje coloquei dois novos contos. Minha meta é colocar pelo menos um por semana.

Leiam.
http://ederfz.wordpress.com/

Se gostarem voltem.
Muito obrigado pela atenção.

Eder Z

Blogueadeiro