Essas coisas, logo aí embaixo... Palavras ditadas por um Ghost Writer.

29 de jan. de 2008

Ainda [dá pra olhar] a eMeTeVê?!!

Sim, amiguinho, a eMeTeVê ainda apresenta [clipes?! Oh!!] razões para ser assistida. Claro, não tô falando do VMB, ou da programação diurna da emissora. Tou fazendo referência à madruga... Saca, quando o sono não bate, ou a pessoa tem motivos [acabo de não achar no dicionário a palavra que queria usar aqui: "escusos". Como não gosto de usar palavras erradas, paciência, uso uma "expressão-quebra-galho", pra - tentar!! - me fazer entender...] variados pra não ir dormir?!


Eu ainda acho que a TV Musical cavou a própria cova com os novos rumos que escolheu [escolheram?!] pra si. Penso que, no atual momento, com Youtubes e MP3's da vida, o melhor caminho de uma TV que se baseia em música seria a diversificação de programas segmentados, especializados, apresentados por gente interessada e entendida no assunto... Afinal isso é bem mais difícil de se achar na internet, e não é em todo lugar que o cara já pôde ter a chance de ouvir comentários de Gastão Moreira, Fábio [??!] Massari, Thunderbird, entre outros...


Não vai ser se enquadrando conforme as possibilidades oferecidas pela internet que a eMeTeVê vai manter a audiência com a TV ligada! Até por que, nesse formato, a rede de computadores ganha muito mais adeptos [é aquela coisa de “jogar no campo do adversário”, saca?! Ele já tem as manhas, e tu ali, tentando aprender, engatinhando. É ÓBVIO que vai dar em merda...].


Assim [apresentando diversos programas, com temáticas musicais variadas – tipo, um programa de “Stoner Rock”, um outro de “Rap Underground” e, claro, programas com temática mais pop e tal...] eles não teriam uma audiência massiva durante todo o dia, mas teriam audiência do segmento com o qual o programa dialoga!!


Claro, a partir do momento em que o Zico Góes [... E eu pensava que esse cara era uma "invenção" dos caras do Rockgol... Mas o "eMiTiVí Debate" me provou o contrário.], diretor da bagaça, vai num dos programas e diz algo do tipo: "quer ver clipe, vai no 'eMiTiVí Overdráive'", ou "estamos aumentado o Target [SEI LÁ SE É ASSIM QUE SE ESCREVE ISSO!! que fique claro...] da audiência da emissora, pessoas com mais idade estão vendo a eMiTiVí por que estamos veiculando narrativas mais longas do que um video clipe, blablabla...”, dá pra ver que o pessoal tá muito preso à “pesquisas” - genéricas – do que com o telespectador, propriamente...


Ahpoisé [!!], mas quem sou eu pra falar tudo isso, né?! Só um bobão que descobriu muito sobre rock nos últimos 6 anos, e alguma parte graças à essa rede de TV?! Um estudantezinho de jornalismo, com aspirações literárias & megalomaníacas?! Um louco com 1/2 [leia-se MEIA] dúzia de idéias legais?! É, pode ser tudo isso aí... Mas o mais importante de tudo, eu sou PÚBLICO, sou parte da [provável] audiência dessa emissora. Falando em termos bem empresariais, que eles devem entender melhor: eu sou CLIENTE dessa joça!! E o cliente tem sempre razão, "nénão"?!


Tipo, vou listar as belezocas que eu andei vendo no madrugadão: Ultramen [alguma música do último disco deles...]; Cooper Cobras [Rockão dos bons!!]; Sonic Youth [dispensa comentários, mas só pra deixar claro, ver o clipe de Teenage Riot é uma daquelas coisa lindas da vida.]; QotSA [clipe de “3's and 7's”, do Era Vulgaris: muuuito bom. Deserto, carros, película arranhada, estética doidona e garotas gostosas. Um clipe precisa de mais alguma coisa, além da música boa?!!]; Tim Maia [aquele vozeirão da fase “Racional” não precisa de qualquer explicação...]; Smashing Pumpkins [algum clipe novo, não lembro ao certo. E eu gostei do disco novo!!]; Stone Roses [I wanna be adored... I wanna be adooooooooooooored!!!]


Até Tequila Baby, que não é lá a melhor coisa do mundo [nem o melhor cover dos ramones, heheheehe... Sorry, perder o respeito, tudo bem. A ironia, NUNCA!!] foi legal de ver na madrugada "eMeTeVêanica". Tanto por ser uma banda que nunca teve tanto espaço, aparecendo numa "brecha" da programação, como por causa do saudosismo. Afinal eu já toquei [no violão] e pogueei ao som da tequila [e só pra deixar registrado: aquele CD ao vivo deles, no dia mundial do rock, de DOIS 100, acho, é FODAPRACARAIO...]. Sim, eu já fui jovem e [mais] esperançoso, hahahahaha!!


Falar mal da eMeTeVê é como falar mal do Orkut... O problema não está no meio [de comunicação], mas sim no uso que as pessoas dão a ele... Eu tanto posso quebrar gravadoras através de links encontrados “nUM Grande Site de Relacionamento da Internet” como posso escrever idiotices, só depende de mim [e da “mão invisível” do nosso amigo Google, que anda deletando postagens e tópicos 'à torto e à direito'!!]. Então era isso pessoas, no mais, desliguem a TV e vão ler Bukowski [ou Hunter Thompson... Ou Rubem Fonseca!!].

26 de dez. de 2007

Comentários [escritos, ora bolas...] de fim de ano

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

Rimas de fim de ano [sem rima!].

Segurar o meu ímpeto dói-me! Ah, e Deus sabe disso.

Dói-me nos rins, nos pés, nos braços, na cabeça e me faz ranger os dentes.

Faz doer mais ainda os meus culhões. Muito, mesmo.

Eles, tão mal-tratados e desconsiderados por esta pessoa...


Isso tudo em virtude da razão, que me foi ensinada nos primeiros anos de vida

[e ao longo dela],

e que me assombra e policia desde então


Ah, se as pessoas que me rodeiam soubessem o que se passa entre minhas orelhas,

logo abaixo desse cabelo esquisito...

Nem andariam perto de alguém como eu, por certo.


E chega o verão, a estação do calor...

E o calor pode fazer com que coisas estourem!


Imaginar as perdas que tenho me doem tanto, ou mais, quem sabe.

Afinal, tudo é possibilidade

Só esperando a ignição, a iniciativa criadora


Hou, hou, hou.

Jingle Hell's*

Hey Papai Noel...

O presente que eu quero tu não tem!

6 de dez. de 2007

ATENÇÃO: Esse texto NÃO é meu!! Mas diz muito sobre o que eu penso...

Putz, tinha que compartilhar isso com os [3, e diminuindo...] leitores do C. E. [O dia que eu escrever desse jeito vou estar beeem feliz...]:

"Quando era criança, minha mãe me ensinou a respeitar os limites dos outros. Eu aprendi por conta própria a desrespeitar os meus. No colégio eu era sempre um dos melhores alunos da classe até passar a desconfiar do que me ensinavam por lá. Então passei a ser apenas o cara que tirava a nota exata pra não reprovar. As pessoas se esqueceram de mim e eu conseguia me manter discreto e me dar ao luxo de não pensar mais neles. Eu cresci e percebi que todas as pessoas bem sucedidas estavam dispostas e abertas a negociações. Então entendi que jamais jantaria no mesmo restaurante que eles. Minhas opções e convicções me transformaram num sujeito triste na maior parte do tempo. Então decidi que não ia tentar persuadir mais ninguém. Fico apenas desse lado da janela olhando as pessoas dançando felizes do lado de lá. Viro as costas para elas com a certeza de que o lado de cá pode até não ser o mais divertido, mas é o lado que escolhi estar. E a possibilidade de escolher não é pra qualquer um."


Esse texto é do escritor-ator-blueseiro-blogueiro-diretor-e-o-que-der-na-mente Mário Bortolotto. Simplesmente resume 90% [ou mais] dos rumos para os quais eu levei os meus dias. Impressionante quando a gente vê algo assim, alguém [que eu nem conheço pessoalmente] traduzindo e pensando o que passa na minha cabeça... Fora tudo isso o cara tem ótimos textos, e ótimos amigos que também tem outros ótimos textos...

Recomendo o blog do cara, fortemente!!
Taí o link: http://atirenodramaturgo.zip.net/

24 de out. de 2007

Bom, sabe "comequié"...

Aí vai um conto escrito na aula de "Redação para rádio", naquela "Grande Instituição de Ensino do Vale dos Sinos" que freqüento de quatro à cinco vezes por semana. Como a "base" para o dito conto era[m] uma[s] pessoa[s] da sala de aula, tive de "entortar" a história, pra manter seu cunho subliminar!! Detalhe: Ao postar, reli e dei uma levíssima recauchutada em algumas partes... Tenho em mente terminar a "versão original" e depois comparar com esta aí, que eu acho que está "bemboa".

Ele foi gerado a partir de uma idéia para um texto pessoal, aqui pro blog, mesmo. Como eu tinha que fazer um conto para a aula, e tinha este "esboço", utilizei-o em benefício do meu período de "ócio criativo" em sala de aula!! Rá! Aí está ele, colocado sem depuração dos "termos técnicos". OU SEJA... Ele está aí no mesmo formato como vai para uma lauda de rádio. Notem as peculiaridades...

Nem tudo aí escrito é MENTIRA!! Hahahahahahaha...

Conto inacabado – faltas e sobras e faltas./ !E sobras!/

Em mim falta, e sempre faltou, cara-de-pau./ Nela, sobra um namorado./ Ela é mais velha, vinte e um anos de vida nesse mundo de deus, se não me engano./ Mora com os pais numa belíssima casa que eu nunca vi, numa cidade que eu freqüento diariamente./ !É sempre assim, mas não é por um gosto sórdido, não pense mal de mim! Notou a rima?!/ Não, não foi intencional./

Elas sempre têm namorados sobrando./ !Ou namoradas, vá saber!/ Arrisco dizer que uma delas, certa vez, tinha até noivo, marido, ou algum outro tipo de parceiro estável e acomodado./ E eu sempre tenho qualquer tipo de estima faltando./ ?!Por que eu, justo um desajustado como eu, vou agradar alguém?!/ Não é lógico, não é racional, é totalmente improvável./ E eu creio muito pouco em coisa improváveis./

Sempre são mais velhas./ É uma sina, não é uma escolha./ Eu sempre me pergunto “?!e por que não as gurias da minha idade?!”./ Mas eu não sei./ Só sei que eu sigo a onda, e ela vem assim./ Na verdade eu nem sei se isso realmente importa alguma coisa./ Jovens ou experientes, sempre existe algo pra atrapalhar./ Provavelmente essa história de diferença de idade seja uma desculpa esfarrapada gerada pelo meu inconsciente./ ?! Mas será inconsciente mesmo?!/

Me falta um psicanalista./ Mas me sobram papel, caneta, teclado, mouse, monitor./ E editor de texto.../ Aquela coisa vulgarmente conhecida como Word!/ Tudo bem, WORD é marca e não um substantivo simples, mas por acaso alguém chama o achocolatado de achocolatado ao invés de NESCAU?!/ Ela tem amigas./ Com certeza não desconfiam de nada./ !Pelo menos é o que eu acho!/ Eu realmente não entendo. Essas meninas, que eu considero legais, com namorados amedrontando a minha imaginação – !Vai saber se algum deles, num dia qualquer, descobre meus pensamentos! – são a praga do meu mundo, tão doido e avoado./

É certo./ Se rola uma conversa legal com alguma guria, pode saber.../ No outro dia ela me fala despretensiosamente sobre o namorado, e blá blá blá./

Com ela também foi assim./ A gente começou a conversar, despretensiosamente, falando algumas coisas idiotas./ Algo normal entre pessoas que não tem qualquer vínculo mas que começam, num dia qualquer, a conviver numa mesma parte do espaço-tempo./

Parece uma regra./ ?!Ela é legal?!/ ?!Fala algo interessante?!/ Pois contente-se em saber isso, ela não é pro seu bico!/ Se a juventude veio pra me provar algo, com certeza foi isso./

Ah, é, não expliquei onde nos conhecemos./ Pois bem.../ Não trabalhamos juntos, mas perto./ Uma distância suficiente para eu vê-la quase todos os dias, durante o expediente todo./ Como eu já contei, a gente começou a conversar por pura casualidade./ Só que, aos poucos, eu via que combinávamos em muitas coisas./ !Muito, muito mais importante do que isso!/ Depois de uma fase de envolvimento superficial, baseado simplesmente no trabalho, tínhamos um diálogo livre e direto, sem amarras ou farsas./ Nossos contatos fluíam de forma natural, assustadoramente simples, algo que eu sempre prezei nos contatos com pessoas em geral mas, principalmente com meninas./

Hoje eu estava muito irritado./ !Comigo!/ Pensei em chegar e gritar tudo que atormenta minha cabeça todos os dias./ Tipo o IGGY POP cantando, um esporro./ Raiva, amor e medo em relação à vida./ Tudo junto, na voz berrada, nos trejeitos malucos./ Na urgência PUNK de fazer algo e não se importar com os efeitos./ Como vomitar as tripas depois de um porre gigante, pra se sentir um pouco melhor./ !Mas só um pouco!/

E eu cheguei, abri a porta, disse oi pra ela./ Começou mais um dia, mas hoje algo mudou./ Eu “tô a fim” de ver o mundo explodir, e nem ligo pras conseqüências. Tô a fim de jogar tudo por cima do lugar onde ela se posta./ Tipo quando a pessoa joga fora, !raivosamente!, alguma coisa que lhe traz sentimentos controversos e difíceis./ Vamos ver no que dá...//

Tenho tido consistentes lampejos de idéias... Agradeçam aos contos do Rubem Fonseca!!

14 de out. de 2007

Sobre como se deve viver

As pessoas dizem:
"Pra viver bem
Devemos ter ambição"

E eu
o que faço então?

Se aqui, dentro de mim
Não existe essa tal ambição?

Ter carro, casa
Dinheiro pra fazer
Tudo nos conformes
Comer bem, comprar o que quer
Parecer um cidadão decente...

O que eu faço
Se nada disso me atrai?

Mas se eu não tenho ambição na vida
Pelo menos tenho desejos!!
(Por que os desejos são mais singelos, menos traiçoeiros
A ambição é feia, é boçal
Como um "playboy" ignorante que faz tudo o que quer
Sem lembrar das outras pessoas)

Mas o que fazer
Se a maioria é no mínimo impossível?

Democracia e/ou verdade
Certo e errado
Garotas bonitas
Senso de vida em comunidade
Dominar a semiótica

Pessoas vivendo
Na maior simplicidade

É tão fácil reunir essas palavras
Se as coisas "reais" fossem descomplicadas assim...
(Mas são! O problema é a comunicação entre as pessoas...
E os conflitos de egos!)

Realmente
É dificíl viver sem ambição...
Mais dificíl pra mim é entender o porquê da ambição

Eu não quero ser "bem sucedido"
Não quero ser "popular"
(Por que as pessoas não me animam
Por que eu não concordo com a vida
Que eu vejo todo dia quando acordo, já cansado)
Não quero um monte de coisas

Só quero ser eu mesmo
Sereno, despreocupado...

A ambição move o mundo
Não sei bem pra onde
Mas eu não quero ir junto...