Essas coisas, logo aí embaixo... Palavras ditadas por um Ghost Writer.

12 de nov. de 2008

RADIOHEAD!!

No Brasil, no ano que vem!! Já tá até no site dos caras!! Inegávelmente uma das melhores bandas do mundo [e nem adianta tentar me convencer do contrário!], além de trilha sonora dconstante no meu dia-a-dia.


Vendo órgãos [acho que meus olhos são bons...] do meu corpo. Ou ele inteiro, a quem interessar. Também farei rifas e chás beneficentes [à minha causa, é ÓBVIO!]. Assaltos a velhinhas nos centros de Gravataí e Porto Alegre não estão descartados.

Curiosidade: Eu tava QUASE conseguindo dormir antes das 2 da manhã nessa madrugada de terça/quarta. Até que essa bomba cai no meu colo!

Agora vai ser foda ficar calmo até conseguir organizar viagem, compra de ingresso, etc. Nunca atravessei o Mampituba. Chegou a hora. Por que, obviamente, o show será em São Paulo ou no Rio.

Meu primeiro show internacional, minha primeira viagem pra fora do Rio Grande do Sul [Pampas, ou Centro do Universo, como descrito por alguns], gastos, loucuras, coisas caóticas.

E lá vamos nós...

[Entendam, esse post não tem nenhuma lógica, são só um monte de idéias levemente interligadas por um fato excepcionalmente legal.]
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11 de nov. de 2008

Já diria a "Superguidis"...

"SEU amor é um mercado norte americano
emitindo falsos lucros!"


... e segue.

Obs.: Diga-se de passagem, fiz uma "alteração de cunho libertário-poético" na letra. E, de quebra, inventei um novo termo ININTELIGÍVEL e SEM noção.
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7 de nov. de 2008

Monobloco Reflexivo

Velho, barrigudo & bêbado. Muito mais anos de idade do que meus dedos das mãos [mesmo ajudados pelos dos pés] podem contar. Uma ironia ácida que corrói até mesmo o "emissor". Uma incrível descrença nas Instituições estabelecidas. Uma incrível descrença em si próprio como agente de mudanças. Um gosto escatológico por coisas sem sentido, & um gosto sem sentido para coisas escatológicas. Sensibilidade que fez aflorar um exoesqueleto. Ósseo?! Titânico! Desumano. Libido & alguma vivacidade. Ambas perdidas [e diminuídas] dentro do tal exoesqueleto. Amante do blues. Apreciador convicto da melancolia, da dor que pressiona a massa encefálica a pensar. Regurgitar. Incompreensível, incompreendido & incompreendedor. Inventor de palavras. Descrente na [e pela] sociedade. Propagador de coisa nenhuma. Nem a raiva lhe sobra. Hoje ela é só resignação. Um apaixonado pela "beleza". De idealização tamanha que se torna impraticável, inalcansável. Impossível! Idiota, mas prestativo na medida do possível. Um bloco de gelo. Um sorriso inexistente. Não dança. Bebe. Não ri. Bebe de novo. Não interage. Continua bebendo. Ouve Mark Lanegan. Sonha beber. Amedrontado de tanto desejo e vontade. Abraça o copo, bebe só pra variar. Tanto quer que nada tem. Cervejas geladas e inanimadas não são um desafio à auto-estima, não questionam, não desafiam. Só anestesiam. Existem melhores companias?
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"Homenagem" ao velho Bukowski. Mas, claro, com algum toque personalizado.

A Musa e o Despretensioso Perseguidor [parte 3 de 3]

... Ultrapasso alguns transeuntes [ótima palavra. Sempre pega algum desavisado de sobressalto. “Como se lê, professora? tran-ze-ún-tes ou tran-seun-tes...”]. Adoro brincar disso em meio a multidão, desviando, como uma nave espacial tentando sair de uma tempestade de meteoros... Uma dança de culto ao caos, em meio à desordem do povo, desviando dos caminhos gananciosos por espaço na calçada, na rua, por tudo. Direita, esquerda, mais pra esquerda, puxa a mochila pra não bater em ninguém, gira o corpo, sempre andando.

Sem parar.

Nesse ritmo, chego perto Dela, em alguns passos. Mãos segurando as alças da mochila. Crianças andam dessa forma, se bem me lembro. Andando apressado e, já que Ela está logo a frente mesmo, observando a moça bonita. Mas claro, como estagiário atrasado, não tenho o tempo todo pra contemplar a beleza feminina pelas ruas...

E já que não era muito ligeira nos seus passos, sim, eu a ultrapassaria, pra seguir meu caminho. Eis que ela percebe um sujeito andando rapidamente, vindo pelo seu lado esquerdo. Lado da bolsa, que é apertada junto ao corpo, debaixo do braço. Ela olha pra trás e apressa o passo.

Tomou um susto.

Pois é, não tenho o rostinho do Gianechinni, nem do galã-loiro-da-vez da Novela das Oito [que começas às Nove!], muito menos desses outros atores de sorriso exemplar e cabelinho meticulosamente [des]ajeitado. Tô mais pra jardineiro [ou motorista] de novela, ou favelado de matéria de telejornal, sobre criminalidade. Afinal, pretinho como Eu só aparece desse jeito, a não ser o Lázaro Ramos, mas aí a história é outra. E o tempo, curto demais pras [repentinas] políticas de compensação histórica das emissoras de TeVê.

E é por isso que agradeço diariamente por morar neste belo pedaço de continente chamado “Brazil”. Um lugar que não é assolado por terremotos, maremotos, vulcões ou outras catástrofes naturais titânicas....

Um lugar marcado pela mistura de etnias, credos, pensamentos e culturas e que, mesmo assim, vive em paz, ao contrário do Oriente Médio, por exemplo, só pra citar um clichê[-chicletudo].

Um lugar onde todas as pessoas são simples, sinceras, generosas, humildes e mais uma infinidade de adjetivos positivos... Por fim, um recanto onde não existe preconceito entre as pessoas, de forma alguma...

Mas será mesmo?!
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OBS.: É bom avisar que, em tempos de Barack Obama eleito "presidente do mundo", eu já tenho essa histórinha escrita há mais de seis meses. Tinha outra observação [provavelmente alguma idéia de uma mente melancólica e descrente, fazer o quê...], mas esqueci. Pena [ou sorte, vá saber!].
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5 de nov. de 2008

“Give me another BLOWJOB...” [versão atualizada!]

Nada melhor que iniciar o post com um pouquinho [mas bem pouquinho, mesmo!, fazer o quê...] de putaria. Mas é putaria abstrata, artística, limpinha. Só no Mundo das Idéias. Ouvindo Mark Lanegan. O cara que lá em 94 pedia “Whiskey pros Fantasmas Sagrados” [ACESSE o link logo aí atrás! Não é uma sugestão, é uma AFIRMAÇÃO!] e também o “blowjob” do título.

O que Mark Lanegan faria frente as situações que EU vivo? O quê o cara que faz a trilha sonora das minhas paranóias, com sua voz rouca & INCONFUNDÍVEL [!!] - além daquela levada “blues melancólico” das músicas dele – diria? Mandaria um sonoro “fuck off” pra todo mundo? Cederia aos instintos e faria besteiras, levado pela testosterona?

Vá saber... A única coisa que dá pra ter certeza é que a música dele é singular, e as melodias que ele canta não me trazem a mínima necessidade de tradução. Ouçam [!!], é bom. Eu recomendo. Ainda mais se você estiver no ônibus/trem, num dia de Sol ameno, pensando nas doideras da vida.

Mas, indo aos fatos. Por que, afinal de contas, sou um [pseudo-]jornalista:

Nos dias 8 e 9 de novembro tem Mostra de Cinema em Gravataí – também conhecida como “Bromelândia”, hahahaha. É o [festival] ou a [mostra] Gravacine. Iniciativa bem interessante, e diferente para os parâmetros da minha QUERIDA [acreditem se quiserem, mas isso é verdade!] Terra Natal. Até a Mary Mezzari, da Ipanema FM, vai estar lá! Ela vai ser mediadora de um debate e tal... E vai ser exibido o “3 Efes”, do Carlos Gerbase, eterno Replicante.

Como sou adorador do Deus Ócio não vou postar aqui a programação ou o que quer que seja. Mas aviso que é necessária inscrição no evento. Então corram pros links que eu vou dar DE BANDEJA pra vocês e se programem. Tem o site oficial do Gravacine e o blog do festival. Com isso já dá pra se virar...

Infelizmente não vou poder conferir toda a programação do Gravacine, mas é por uma boa causa. Podem acreditar.

E essa causa é o Texugo Rock Festival. Esta é a segunda edição do festival esse ano [até fiz matéria pra cadeira de Redação da faculdade no primeiro, mas ela foi devidamente retalhada e descaracterizada pra entrar no “Babélia”, jornalzinho dos estudantes do Centro 3].

Começando a partir de sexta e indo até o domingo, vai ter bandas “afudêpacaralho” como LARANJA FREAK [devo um jornalzinho pro baixista deles, que eu entrevistei na edição anterior – quando fiz a matéria pra cadeira de Redação I – e foi super gente fina!], Cartolas [não é a melhor banda de todos os tempos, mas é divertida...], Daniel Rosa e Saturno Experiment [vi no Morrostock e, pelo que lembro – hahahaha! – foi legal], Pública [torcia o nariz pra eles, antes, mas agora até curto, apesar de serem porto alegrenses, hahahaha!], DAMN LASER VAMPIRES [sem comentários!!], Locomotores, SUPERGUIDIS e Os Replicantes [tudo bem, eles já não são o que foram antigamente, mas ainda soa legais pra poguear e tomar CEVA!!].

Acesse o blog do Texugo. Here.



[Sábado vai estar MUITO À Foder!! Hohoho!]
E até lá!
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OBS.: Sejá lá por quê, o posto ficou todo mal arrumado. Entonces, "repostei" o texto, direitinho, com tudo no lugar...
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31 de out. de 2008

A Musa e o despretensioso Perseguidor [parte 2 de 3]

... Mas sim, nós três não estávamos sozinhos naquela rua. Haviam as pessoas esperando seus ônibus, os intermunicipais que levam à capital da província, todos os dias, milhares, milhões de provincianos. Naquela rua, exatamente, ficam à espera de ônibus [quem sabe à espera de milagres também, vá saber...] as pessoas que vão para Guaíba. A cidade quem tem o nome do rio. Que não [NÃO!!] é rio! Mas tudo bem, no fundo isso não importa muito pra ninguém, de qualquer forma.

E Ela andava pela calçada, entre os “guaibenses” [nem sei se esse é o adjetivo correto para os moradores de Guaíba, mas me fiz entender, creio. E claro, nem todos que esperavam a condução por ali deviam ser de Guaíba, mas a grande maioria deve ser, como a grande maioria das pessoas que esperam os ônibus de Gravataí – e esses eu conheço bem! – são gravataienses!] e os ônibus estacionados. Ahhh, claro, tinham também os vendedores. De balas, refrigerante, rapadura, amendoim, salgadinhos diversos, quinquilharias baratas. Todos na busca do sustento, diariamente.

“Vai uma aguinha aí, tio?”.

Eu também estava andando naquela calçada. Com meus All Stars surrados [sujos e furados], desviava de qualquer resquício de substância liquida vista [vistosa? Viscosa?! Visconde de Sabugosa! Rimas...] no chão. Em lugares como esse, essas marcas são sempre de origem duvidosa. Na verdade, muitas vezes, o aroma vindo dessas “marcas” atesta sua procedência. É só prestar atenção. Abrir o nariz para os odores da cidade. Não me dou tal luxo, sinusite, asma, bronquite e rinite me impedem.

Bom senso também.

Controlo meu passo. Não tentando alcançá-la [pelo menos não conscientemente!], nem por nada muito óbvio. Simplesmente porque caminho de forma atrapalhada, principalmente em meio a pessoas [se noto alguém ME OLHANDO o problema piora!!]. Sou um grande desajeitado, na realidade. Por isso, policio minha caminhada, tentando corrigir meus passos desajustados. Tento me distrair, pensar em outra coisa que me faça esquecer do meu andar desajeitado.

E aí volto a prestar atenção. Nela.
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OBS.: Tem gente lendo isso aqui? A história tá legal, interessante, qualquer coisa?! Aceito opiniões [apesar de ser totalitário o suficiente pra não dar o braço a torcer, hahaha!], é pra isso que posto nessa bagaça!
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