Essas coisas, logo aí embaixo... Palavras ditadas por um Ghost Writer.
26 de dez. de 2007
Comentários [escritos, ora bolas...] de fim de ano
Rimas de fim de ano [sem rima!].
Segurar o meu ímpeto dói-me! Ah, e Deus sabe disso.
Dói-me nos rins, nos pés, nos braços, na cabeça e me faz ranger os dentes.
Faz doer mais ainda os meus culhões. Muito, mesmo.
Eles, tão mal-tratados e desconsiderados por esta pessoa...
Isso tudo em virtude da razão, que me foi ensinada nos primeiros anos de vida
[e ao longo dela],
e que me assombra e policia desde então
Ah, se as pessoas que me rodeiam soubessem o que se passa entre minhas orelhas,
logo abaixo desse cabelo esquisito...
Nem andariam perto de alguém como eu, por certo.
E chega o verão, a estação do calor...
E o calor pode fazer com que coisas estourem!
Imaginar as perdas que tenho me doem tanto, ou mais, quem sabe.
Afinal, tudo é possibilidade
Só esperando a ignição, a iniciativa criadora
Hou, hou, hou.
Jingle Hell's*
Hey Papai Noel...
O presente que eu quero tu não tem!
6 de dez. de 2007
ATENÇÃO: Esse texto NÃO é meu!! Mas diz muito sobre o que eu penso...
"Quando era criança, minha mãe me ensinou a respeitar os limites dos outros. Eu aprendi por conta própria a desrespeitar os meus. No colégio eu era sempre um dos melhores alunos da classe até passar a desconfiar do que me ensinavam por lá. Então passei a ser apenas o cara que tirava a nota exata pra não reprovar. As pessoas se esqueceram de mim e eu conseguia me manter discreto e me dar ao luxo de não pensar mais neles. Eu cresci e percebi que todas as pessoas bem sucedidas estavam dispostas e abertas a negociações. Então entendi que jamais jantaria no mesmo restaurante que eles. Minhas opções e convicções me transformaram num sujeito triste na maior parte do tempo. Então decidi que não ia tentar persuadir mais ninguém. Fico apenas desse lado da janela olhando as pessoas dançando felizes do lado de lá. Viro as costas para elas com a certeza de que o lado de cá pode até não ser o mais divertido, mas é o lado que escolhi estar. E a possibilidade de escolher não é pra qualquer um."
Recomendo o blog do cara, fortemente!!
Taí o link: http://atirenodramaturgo.zip.net/
24 de out. de 2007
Bom, sabe "comequié"...
Ele foi gerado a partir de uma idéia para um texto pessoal, aqui pro blog, mesmo. Como eu tinha que fazer um conto para a aula, e tinha este "esboço", utilizei-o em benefício do meu período de "ócio criativo" em sala de aula!! Rá! Aí está ele, colocado sem depuração dos "termos técnicos". OU SEJA... Ele está aí no mesmo formato como vai para uma lauda de rádio. Notem as peculiaridades...
Nem tudo aí escrito é MENTIRA!! Hahahahahahaha...
Em mim falta, e sempre faltou, cara-de-pau./ Nela, sobra um namorado./ Ela é mais velha, vinte e um anos de vida nesse mundo de deus, se não me engano./ Mora com os pais numa belíssima casa que eu nunca vi, numa cidade que eu freqüento diariamente./ !É sempre assim, mas não é por um gosto sórdido, não pense mal de mim! Notou a rima?!/ Não, não foi intencional./
Elas sempre têm namorados sobrando./ !Ou namoradas, vá saber!/ Arrisco dizer que uma delas, certa vez, tinha até noivo, marido, ou algum outro tipo de parceiro estável e acomodado./ E eu sempre tenho qualquer tipo de estima faltando./ ?!Por que eu, justo um desajustado como eu, vou agradar alguém?!/ Não é lógico, não é racional, é totalmente improvável./ E eu creio muito pouco em coisa improváveis./
Sempre são mais velhas./ É uma sina, não é uma escolha./ Eu sempre me pergunto “?!e por que não as gurias da minha idade?!”./ Mas eu não sei./ Só sei que eu sigo a onda, e ela vem assim./ Na verdade eu nem sei se isso realmente importa alguma coisa./ Jovens ou experientes, sempre existe algo pra atrapalhar./ Provavelmente essa história de diferença de idade seja uma desculpa esfarrapada gerada pelo meu inconsciente./ ?! Mas será inconsciente mesmo?!/
Me falta um psicanalista./ Mas me sobram papel, caneta, teclado, mouse, monitor./ E editor de texto.../ Aquela coisa vulgarmente conhecida como Word!/ Tudo bem, WORD é marca e não um substantivo simples, mas por acaso alguém chama o achocolatado de achocolatado ao invés de NESCAU?!/ Ela tem amigas./ Com certeza não desconfiam de nada./ !Pelo menos é o que eu acho!/ Eu realmente não entendo. Essas meninas, que eu considero legais, com namorados amedrontando a minha imaginação – !Vai saber se algum deles, num dia qualquer, descobre meus pensamentos! – são a praga do meu mundo, tão doido e avoado./
É certo./ Se rola uma conversa legal com alguma guria, pode saber.../ No outro dia ela me fala despretensiosamente sobre o namorado, e blá blá blá./
Com ela também foi assim./ A gente começou a conversar, despretensiosamente, falando algumas coisas idiotas./ Algo normal entre pessoas que não tem qualquer vínculo mas que começam, num dia qualquer, a conviver numa mesma parte do espaço-tempo./
Parece uma regra./ ?!Ela é legal?!/ ?!Fala algo interessante?!/ Pois contente-se em saber isso, ela não é pro seu bico!/ Se a juventude veio pra me provar algo, com certeza foi isso./
Ah, é, não expliquei onde nos conhecemos./ Pois bem.../ Não trabalhamos juntos, mas perto./ Uma distância suficiente para eu vê-la quase todos os dias, durante o expediente todo./ Como eu já contei, a gente começou a conversar por pura casualidade./ Só que, aos poucos, eu via que combinávamos em muitas coisas./ !Muito, muito mais importante do que isso!/ Depois de uma fase de envolvimento superficial, baseado simplesmente no trabalho, tínhamos um diálogo livre e direto, sem amarras ou farsas./ Nossos contatos fluíam de forma natural, assustadoramente simples, algo que eu sempre prezei nos contatos com pessoas em geral mas, principalmente com meninas./
Hoje eu estava muito irritado./ !Comigo!/ Pensei em chegar e gritar tudo que atormenta minha cabeça todos os dias./ Tipo o IGGY POP cantando, um esporro./ Raiva, amor e medo em relação à vida./ Tudo junto, na voz berrada, nos trejeitos malucos./ Na urgência PUNK de fazer algo e não se importar com os efeitos./ Como vomitar as tripas depois de um porre gigante, pra se sentir um pouco melhor./ !Mas só um pouco!/
E eu cheguei, abri a porta, disse oi pra ela./ Começou mais um dia, mas hoje algo mudou./ Eu “tô a fim” de ver o mundo explodir, e nem ligo pras conseqüências. Tô a fim de jogar tudo por cima do lugar onde ela se posta./ Tipo quando a pessoa joga fora, !raivosamente!, alguma coisa que lhe traz sentimentos controversos e difíceis./ Vamos ver no que dá...//
Tenho tido consistentes lampejos de idéias... Agradeçam aos contos do Rubem Fonseca!!
14 de out. de 2007
Sobre como se deve viver
"Pra viver bem
Devemos ter ambição"
E eu
o que faço então?
Se aqui, dentro de mim
Não existe essa tal ambição?
Ter carro, casa
Dinheiro pra fazer
Tudo nos conformes
Comer bem, comprar o que quer
Parecer um cidadão decente...
O que eu faço
Se nada disso me atrai?
Mas se eu não tenho ambição na vida
Pelo menos tenho desejos!!
(Por que os desejos são mais singelos, menos traiçoeiros
A ambição é feia, é boçal
Como um "playboy" ignorante que faz tudo o que quer
Sem lembrar das outras pessoas)
Mas o que fazer
Se a maioria é no mínimo impossível?
Democracia e/ou verdade
Certo e errado
Garotas bonitas
Senso de vida em comunidade
Dominar a semiótica
Pessoas vivendo
Na maior simplicidade
É tão fácil reunir essas palavras
Se as coisas "reais" fossem descomplicadas assim...
(Mas são! O problema é a comunicação entre as pessoas...
E os conflitos de egos!)
Realmente
É dificíl viver sem ambição...
Mais dificíl pra mim é entender o porquê da ambição
Eu não quero ser "bem sucedido"
Não quero ser "popular"
(Por que as pessoas não me animam
Por que eu não concordo com a vida
Que eu vejo todo dia quando acordo, já cansado)
Não quero um monte de coisas
Só quero ser eu mesmo
Sereno, despreocupado...
A ambição move o mundo
Não sei bem pra onde
Mas eu não quero ir junto...
28 de set. de 2007
Poesia Concreta
[O poema, [na versão final e sem restrições de espaço pra escrita!] abaixo da imagem tem algumas alterações, coisas que eu desenvolvi a partir da "idéia-base" o texto na folha.

Todos os meus pensamentos que eu não mato, me matam.
Raiva, sono, calor. Tudo junto. Raiva por
não fazer o que eu quero/acho-que-devo fazer [...o pudor e a liberdade individual me impedem de entrar em detalhes]. Sono por
que [uma caneta passa voando pela sala de aula!
É assim que o professor resolve o problema de déficit
de atenção de alguns colegas...]
eu durmo pouco, eu vivo procurando alguma
coisa que eu não sei [será que não?!] o que é
ao certo. Calor por que FAZ calor em pleno
inverno. Calor por causa da poluição atmosférica, calor por que não é frio o que eu
tô sentindo. E isso até me dá vontade de
tomar um banho... Cabelos [longos, longos...],
mãos & braços & gestos lindamente femininamente delicados. Tão
perto, e TÃOOOO longe...
Tééédiooooooooo...
Alegria não rende texto, vida fácil
não rende texto. Texto vem junto
com a quebra, com ruptura de conceitos, é o
resultado por remar contra a
maré, dar o contra, não
entender, confundir
e não sentir vergonha
de achar isso
engraçado.
Isso é difícil
[não rende
dinheiro,
nem foda,
nem fama],
mas, mesmo
assim
eu
me
divirto!
Sarcasmo.