Essas coisas, logo aí embaixo... Palavras ditadas por um Ghost Writer.

24 de out. de 2007

Bom, sabe "comequié"...

Aí vai um conto escrito na aula de "Redação para rádio", naquela "Grande Instituição de Ensino do Vale dos Sinos" que freqüento de quatro à cinco vezes por semana. Como a "base" para o dito conto era[m] uma[s] pessoa[s] da sala de aula, tive de "entortar" a história, pra manter seu cunho subliminar!! Detalhe: Ao postar, reli e dei uma levíssima recauchutada em algumas partes... Tenho em mente terminar a "versão original" e depois comparar com esta aí, que eu acho que está "bemboa".

Ele foi gerado a partir de uma idéia para um texto pessoal, aqui pro blog, mesmo. Como eu tinha que fazer um conto para a aula, e tinha este "esboço", utilizei-o em benefício do meu período de "ócio criativo" em sala de aula!! Rá! Aí está ele, colocado sem depuração dos "termos técnicos". OU SEJA... Ele está aí no mesmo formato como vai para uma lauda de rádio. Notem as peculiaridades...

Nem tudo aí escrito é MENTIRA!! Hahahahahahaha...

Conto inacabado – faltas e sobras e faltas./ !E sobras!/

Em mim falta, e sempre faltou, cara-de-pau./ Nela, sobra um namorado./ Ela é mais velha, vinte e um anos de vida nesse mundo de deus, se não me engano./ Mora com os pais numa belíssima casa que eu nunca vi, numa cidade que eu freqüento diariamente./ !É sempre assim, mas não é por um gosto sórdido, não pense mal de mim! Notou a rima?!/ Não, não foi intencional./

Elas sempre têm namorados sobrando./ !Ou namoradas, vá saber!/ Arrisco dizer que uma delas, certa vez, tinha até noivo, marido, ou algum outro tipo de parceiro estável e acomodado./ E eu sempre tenho qualquer tipo de estima faltando./ ?!Por que eu, justo um desajustado como eu, vou agradar alguém?!/ Não é lógico, não é racional, é totalmente improvável./ E eu creio muito pouco em coisa improváveis./

Sempre são mais velhas./ É uma sina, não é uma escolha./ Eu sempre me pergunto “?!e por que não as gurias da minha idade?!”./ Mas eu não sei./ Só sei que eu sigo a onda, e ela vem assim./ Na verdade eu nem sei se isso realmente importa alguma coisa./ Jovens ou experientes, sempre existe algo pra atrapalhar./ Provavelmente essa história de diferença de idade seja uma desculpa esfarrapada gerada pelo meu inconsciente./ ?! Mas será inconsciente mesmo?!/

Me falta um psicanalista./ Mas me sobram papel, caneta, teclado, mouse, monitor./ E editor de texto.../ Aquela coisa vulgarmente conhecida como Word!/ Tudo bem, WORD é marca e não um substantivo simples, mas por acaso alguém chama o achocolatado de achocolatado ao invés de NESCAU?!/ Ela tem amigas./ Com certeza não desconfiam de nada./ !Pelo menos é o que eu acho!/ Eu realmente não entendo. Essas meninas, que eu considero legais, com namorados amedrontando a minha imaginação – !Vai saber se algum deles, num dia qualquer, descobre meus pensamentos! – são a praga do meu mundo, tão doido e avoado./

É certo./ Se rola uma conversa legal com alguma guria, pode saber.../ No outro dia ela me fala despretensiosamente sobre o namorado, e blá blá blá./

Com ela também foi assim./ A gente começou a conversar, despretensiosamente, falando algumas coisas idiotas./ Algo normal entre pessoas que não tem qualquer vínculo mas que começam, num dia qualquer, a conviver numa mesma parte do espaço-tempo./

Parece uma regra./ ?!Ela é legal?!/ ?!Fala algo interessante?!/ Pois contente-se em saber isso, ela não é pro seu bico!/ Se a juventude veio pra me provar algo, com certeza foi isso./

Ah, é, não expliquei onde nos conhecemos./ Pois bem.../ Não trabalhamos juntos, mas perto./ Uma distância suficiente para eu vê-la quase todos os dias, durante o expediente todo./ Como eu já contei, a gente começou a conversar por pura casualidade./ Só que, aos poucos, eu via que combinávamos em muitas coisas./ !Muito, muito mais importante do que isso!/ Depois de uma fase de envolvimento superficial, baseado simplesmente no trabalho, tínhamos um diálogo livre e direto, sem amarras ou farsas./ Nossos contatos fluíam de forma natural, assustadoramente simples, algo que eu sempre prezei nos contatos com pessoas em geral mas, principalmente com meninas./

Hoje eu estava muito irritado./ !Comigo!/ Pensei em chegar e gritar tudo que atormenta minha cabeça todos os dias./ Tipo o IGGY POP cantando, um esporro./ Raiva, amor e medo em relação à vida./ Tudo junto, na voz berrada, nos trejeitos malucos./ Na urgência PUNK de fazer algo e não se importar com os efeitos./ Como vomitar as tripas depois de um porre gigante, pra se sentir um pouco melhor./ !Mas só um pouco!/

E eu cheguei, abri a porta, disse oi pra ela./ Começou mais um dia, mas hoje algo mudou./ Eu “tô a fim” de ver o mundo explodir, e nem ligo pras conseqüências. Tô a fim de jogar tudo por cima do lugar onde ela se posta./ Tipo quando a pessoa joga fora, !raivosamente!, alguma coisa que lhe traz sentimentos controversos e difíceis./ Vamos ver no que dá...//

Tenho tido consistentes lampejos de idéias... Agradeçam aos contos do Rubem Fonseca!!

14 de out. de 2007

Sobre como se deve viver

As pessoas dizem:
"Pra viver bem
Devemos ter ambição"

E eu
o que faço então?

Se aqui, dentro de mim
Não existe essa tal ambição?

Ter carro, casa
Dinheiro pra fazer
Tudo nos conformes
Comer bem, comprar o que quer
Parecer um cidadão decente...

O que eu faço
Se nada disso me atrai?

Mas se eu não tenho ambição na vida
Pelo menos tenho desejos!!
(Por que os desejos são mais singelos, menos traiçoeiros
A ambição é feia, é boçal
Como um "playboy" ignorante que faz tudo o que quer
Sem lembrar das outras pessoas)

Mas o que fazer
Se a maioria é no mínimo impossível?

Democracia e/ou verdade
Certo e errado
Garotas bonitas
Senso de vida em comunidade
Dominar a semiótica

Pessoas vivendo
Na maior simplicidade

É tão fácil reunir essas palavras
Se as coisas "reais" fossem descomplicadas assim...
(Mas são! O problema é a comunicação entre as pessoas...
E os conflitos de egos!)

Realmente
É dificíl viver sem ambição...
Mais dificíl pra mim é entender o porquê da ambição

Eu não quero ser "bem sucedido"
Não quero ser "popular"
(Por que as pessoas não me animam
Por que eu não concordo com a vida
Que eu vejo todo dia quando acordo, já cansado)
Não quero um monte de coisas

Só quero ser eu mesmo
Sereno, despreocupado...

A ambição move o mundo
Não sei bem pra onde
Mas eu não quero ir junto...

28 de set. de 2007

Poesia Concreta

Aí em baixo tá uma das coisas que mais me orgulhei em ter feito, na vida toda! Acho que tem toda a essencia necessária pra uma boa poesia. Queria mostrar a folha escrita ao vivo pra todo mundo, ela tem uma força muito doida. Como não dá pra fazer isso, digitalizei a folha pra que as pessoas tenham uma idéia...

[O poema, [na versão final e sem restrições de espaço pra escrita!] abaixo da imagem tem algumas alterações, coisas que eu desenvolvi a partir da "idéia-base" o texto na folha.


Eu sempre esqueço o budismo na hora decisiva... E só me fodo./
Todos os meus pensamentos que eu não mato, me matam.

Raiva, sono, calor. Tudo junto. Raiva por

não fazer o que eu quero/acho-que-devo fazer [...o pudor e a liberdade individual me impedem de entrar em detalhes]. Sono por

que [uma caneta passa voando pela sala de aula!

É assim que o professor resolve o problema de déficit

de atenção de alguns colegas...]

eu durmo pouco, eu vivo procurando alguma

coisa que eu não sei [será que não?!] o que é

ao certo. Calor por que FAZ calor em pleno

inverno. Calor por causa da poluição atmosférica, calor por que não é frio o que eu

tô sentindo. E isso até me dá vontade de

tomar um banho... Cabelos [longos, longos...],

mãos & braços & gestos lindamente femininamente delicados. Tão

perto, e TÃOOOO longe...

Tééédiooooooooo...

Alegria não rende texto, vida fácil

não rende texto. Texto vem junto

com a quebra, com ruptura de conceitos, é o

resultado por remar contra a

maré, dar o contra, não

entender, confundir

e não sentir vergonha

de achar isso

engraçado.

Isso é difícil

[não rende

dinheiro,

nem foda,

nem fama],

mas, mesmo

assim

eu

me

divirto!

Sarcasmo.

11 de set. de 2007

Por que meu vício é a música e o QotSA minha droga favorita. Eis aqui [mais uma!] resenha do disco “Era Vulgaris”.

Bom, acho que o título já deixa claro algumas de minhas preferências. E, já que sou um apreciador voraz da banda, tava na hora de escrever sobre o [agora – em setembro – nem tão] novo disco.

Esse fato – eu ser FÃ fervoroso desta que considero a melhor banda de “rokk” [termo islandês pra “rock”] – atrapalha, um pouco, minha explanação sobre qualquer coisa produzida pelas “Rainhas”.

Separar o fã doido do [cof, cof] “jornalista” [hahahahahaaha!! Cof, cof...], que tenta descrever as músicas não é tarefa muito fácil. Mas, na real, eu mando a “seriedade” e a “objetividade” jornalística às favas...

É muito melhor delinear uma coisa à luz das sensações que ela nos traz do que ficar aprisionado, simplesmente, a algumas sentenças “racionais”.

Falando propriamente do contexto [da banda] em que “Era” foi lançado, dá pra dizer que muitos apreciadores do “Queens...” tinham medo do que viria [falo com base nas discussões que acompanhei na comunidade brasileira do QotSA no Orkut, um exemplo de como esta ferramenta pode ser útil, se bem utilizada] nesse disquinho.

A volta do saudoso carequinha Nick Oliveri [eu sei que é errado e tal, mas ainda acho que “Olivieri” soa mais legal.] foi profetizada por alguns [diriam eles que estava “escrito nas estrelas”??!]... A participação de Julian Casablancas amaldiçoada aos quatro ventos por outros. A pergunta que deixava o pessoal apreensivo: “Qual o rumo que o QotSA vai tomar agora?!” . “Vai rumar “pros” lados do eletrônico?”, “Vai virar emo? Ou vai ir pra lambada?!”

Em junho [FINALMENTE!!], depois de muita especulação e blá blá blá, o disco vazou na internet. A grande maioria do pessoal [que curte a banda...] achou bom, melhor que o anterior, “Lullabies to Paralyze”. Este foi lançado em 2005, e não conta[va] com a simpatia de muitos apreciadores do tal “Robot Rock” feito pelo Sr. Josh Homme [guitarrista, vocalista, fundador e manda-chuva da banda, para os desavisados!!].

Falando no “Lullabies”, o fato do álbum “Era Vulgaris” ser seu sucessor era fator que aumentava as expectativas do público. Primeiro disco após a saída de Oliveri da banda, e com uma sonoridade mais “leve” [segundo Josh, sonoridade essa direcionada “para as garotas”, ao contrário dos outros discos da banda “para os garotos”] – mas tendo uma BELÍSSIMA sonoridade “obscura”!! – L2P, como é conhecido pelos fãs, não tinha muita receptividade, sendo considerado um disco mediano frente aos outros ótimos discos lançados por Josh e SUA banda. A saber: Queens of the Stone Age [1998], Rated R [2000] e Songs for the Deaf [2002] – o MELHOR disco de Rokk do novo milênio!

Parece que em Era Vulgaris, Josh contou com Trent Reznor como “mentor”, já que a sonoridade do Queens – sempre mutante – debandou para os lados dos efeitos eletrônicos-industriais. Chriss Goss reaparece como produtor da banda... Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta [nesses tempos de MP3, deveria ser “satisfação garantida ou música deletada”!!].

Participaram das gravações Troy Van Leeuwen e Joey Castillo, integrantes da banda desde a turnê do Songs for the Deaf [quando lembro que não pude ver essa turnê – por variados motivos – me sinto infeliz], além de Alain Johannes, membro do QotSA desde L2P.

Também estiveram envolvidos os já citados Julian Casablancas [Strokes], Trent Reznor [Nine Inch Nails], mais Mark Lanegan e Billy Gibbons [ZZ Top], todos fazendo participações especiais [eu quero saber O QUE FIZERAM COM A PARTICIPAÇÃO DO GIBBONS, que não entrou no disco?!].

Agora, vamos ao comentário das música do disco [e algumas “bonus tracks” também!!]:

TURNING ON THE SCREW: Um dos riff’s mais fodidões que eu já curti!! “Tã-ram, tã-ram, tã-ram, tã-rã-ram”!! Acompanhamento simples da bateria, versos arrastados... [Não conta pra ninguém, mas, aquele movimento “mão-pra-cima-mão-pra-baixo” que os rappers fazem cabe certinho no ritmo do verso, heheehe!!] Final apoteótico [daqueles que o Josh sabe fazer...]. Entrou pra lista das minhas preferidas da banda.

SICK, SICK, SICK: Mais um riff forte, mas esse não me “emocionou” tanto... A participação do Casablancas é BEM discreta – e legal, na minha opinião –, nem dá chance dos “reclamões” apontarem falhas. É divertida, “urgente”, agitada.
“I’m gonna change...
I don’t wanna change” [Eu adoro esses versos!!]


I’M DESIGNER: Num disco cheio de riff’s, mais uma música com uma guitarrada marcante!! Nesse caso, o riff mais estranho que eu escutei há tempos [pelo menos nas primeiras audições]... Um solo maluco!! Na letra, críticas sarcásticas, como mostra o primeiro verso: “My generation’s for sale” [minha geração está a venda]. Designer é usado como gíria para superficial, não se referindo a designers, web-designer ou adjacências...

INTO THE HOLLOW: Usando termo de Allen Ginsberg [não lembro a que ele se referia quando disse isso...], defino a música assim, simplesmente: “Iluminação Musical”. Linda, linda, linda... Os arranjos vocais, o andamento da bateria, a lap steel... Fora que o backing vocal do Mark Lanegan ficou simplesmente perfeito. Apesar de não aparecer o nome do cara nos créditos da faixa, tenho CERTEZA que o backing vocal é dele. E tenho dito!!

MISFIT LOVE: [Embora eu não entenda patavina de música eletrônica...] Essa música, pra mim, parece ser a mais a coisa mais próxima do eletrônico que o QotSA já fez... Vários efeitos, sobreposições, leves dissonâncias... PUTAQUEOPARIU, que coisa boa!! E ainda tem uma das melhores coisas do mundo pra se cantar:
“Ain’t born to loose, baby
I’m born to win”!!
Pra completar, um final HIPER viajante...

BATTERY ACID: Pra mim, uma das melhores do QotSA!! Essa faixa desperta reações extremas entre quem ouviu: amor ou ódio totais!! O ritmo “nervoso” dela, na minha opinião, é uma das coisas mais legais que uma música pode ter. Uma música que tem esse poder de te deixar INQUIETO e propenso a insanidades não PODE SER RUIM [simples assim]!! Solo maravilhosamente barulhento. Vocal do Josh [se aproveitando dos reverbs] com um timbre adoravelmente estranho.

MAKE IT WIT CHU: Basicamente, “Fuck Music” [se é que me fiz entender com essa expressão, hehehe...]. Baladinha singela, para agradar garotinhas... Blá blá blá. MAS, ALÉM DISSO, é sim uma boa música. Dá pra colocar uma criança pra ninar ao som do refrão [claro, IGNORE o conteúdo da letra!!]: “I wanna make it/ I wanna make it chu” [Eu quero fazer, eu quero fazer “isso” com você]!! Ah, e quase esquecendo, pra completar a faixa, no finzinho ainda aparece um sintetizador [será?! Essa eu chutei, hehe!!] tocando o refrão de Era Vulgaris [a música!]...

3’S & 7’S: Antes de qualquer coisa: COMO o Josh consegue cantar e tocar a base [que tem um ritmo TODO estranho na guitarra!!] dessa música ao mesmo tempo sem se perder??!
“Liiiiiiiiiieeeeeeee, LIIIIIIIEEEEEEEEEE to my face”...
Ela me empolgava muito quando vazou na internet, agora é uma “música legal”...

SUTURE UP YOUR FUTURE:Boa pra viagens espirituais [seja lá o que eu quis dizer com isso!]. Os acordes dão a sensação [ao ouvinte], na MINHA opinião, a estar flutuando ou navegando calmamente. Taranquila. Boa pra apresentar QotSA a quem tem medo de “rock pesado”, hehehe.

RIVER IN THE ROAD: Alguém aí ouviu o Mark Lanegan nessa música [sim, EU SEI que ele canta, mas parece uma participação simbólica, só pra constar nos créditos...]?! Até em “Into the Hollow” da pra notar uma participação mais efetiva do cara... Deixando isso de lado, River in the Road é uma faixa muito boa, por que faz o que se propõe: conta uma história “levemente macabra”, envolvendo o ouvinte numa atmosfera [?!] sombria. Tri afú!
“Run, darling, run...”

RUN, PIG, RUN: COM CERTEZA, uma faixa memorável da banda!! Cantada em falsete pelo titio Josh, é “uma das melhores músicas do Lullabies to Paralyze [que não está lá!]”. Psicodelia, doidera, viajem afú [tudo isso graças a sobreposições, timbres, vozes, coisas que sempre aparecem bem usadas no QotSA!]. Falar sobre as sensações causadas por essa música é dificil. Só tenho a dizer que é algo MUITO bom.

RUNNING JOKE: Começa com um dedilhado [?!] TRI fodidão, leve e melodioso... Final apoteótico, reverberando nos ouvidos!!
"When I was a little boy..."

ERA VULGARIS: A faixa que não está no disco, mas que dá nome a ele. Tem um ritmo “vibrante [??]”, quem sabe até alegre...

Em resumo: Pode não ser o melhor álbum do QotSA [e eu nem quero entrar nessa discussão], mas, com certeza, é o mais “psico-ativo” [acho que inventei uma palavra!!] deles. Se dá pra chegar, através da música, a efeitos que “abram as portas da percepção” como certas “coisas” por aí, esse som está no Era Vulgaris. Não é à toa as cores utilizadas na arte gráfica do disquinho [a saber: rosa, verde, amarelo e preto.]...

Era Vulgaris: Eu uso todo o dia!

14 de ago. de 2007

Noites "Porto-alegrinas", conto 1... Ou "eu vou ver/ouvir Walverdes hoje, nem que seja a tapa"!!! [parte 2 - Final]

Depois disso todas as lembranças são escassas... Afinal de contas isso ocorreu há MESES [dado à minha enrolação característica, fui "empurrando com a barriga" este relato]. Mais exatamente em 26 de abril... Pra terem uma idéia, estou escrevendo esse trecho em 18 de JULHO!!!

Bom, fora as bandas, lembro de ter sido cumprimentado pela Francis K, da DAMN LASER VAMPIRES [banda responsável pelo MELHOR show de rock que esta província já viu]! Ronaldo Selistre, vocalista e guitarrista da DLVampires, também estava lá prestigiando o evento.
[Obviamente eu fui meio "monossilábico" com a Francis, pois o vinho já dominava a minha cabeça, e eu não queria falar nada idiota. Por isso mesmo não fui até o Ronaldo cumprimentá-lo. Afinal, "o risco de falar besteiras aumenta proporcionalmente ao aumento do número de pessoas com quem você conversa"!! Essa minha última expressão entre aspas devia ser alardeada entre os bebuns mundiais, eu acho!]

Agora vamos ao que interessa, os "conjuntos musicais":

SPACE RAVE: Eu estava curioso pacas pra ver o show deles. Tudo isso por que os "líderes" [eu acho] da banda são Edu Norman e Mari Kircher [esse último nome eu não sei se escrevi certo, paciência.]. Eles também tocam na Planondas [que eu nunca ouvi ou vi, mas da qual recebo sempre bons comentários] e na Dirty [banda da qual eu sou fã, que tem boa influência de Sonic Youth]. E é por gostar bastante da última banda citada e pelos comentários elogiosos à própria Space Rave que o interesse aumentou.

Mas, sendo SINCERO, eu lembro de pouca coisa do show deles em si. Inesquecível não é um adjetivo que eu possa usar para descrever o momento [o que não quer dizer que não tenha sido bom!!]. Na verdade, o que me chamou a atenção foi ver quem tocava bateria na nova formação [ao que me consta, a banda troca de formação freqüentemente]. O cara é o [baita!!] baterista da WALVERDES, banda que considero uma das melhores do nosso belo país chamado "Brazil"!! E o cara tem uma mão pesada nos Walverdes... Já na Space Rave ele alivia um pouco o peso nas batidas, mas sempre com qualidade...

A "BANDA COVER DA QUAL NÃO LEMBRO O NOME": Pô, os caras eram muito bons!! Sei que o baixista toca na Irmãos Rocha!, baita banda de "PUNK ROCK ROOTS" -- sabe como é, numa época em que uma PORCARIA como o CPM 22 é considerada "punk-rock", a gente precisa deixar as coisas BEEEEM delineadas. O tal punk rock roots nada mais é do que o velho e bom punk rock tradicional, tosco, agressivo... DELÍCIA. O resto dos caras eu não conhecia.
Versões BEM pesadas tanto pra músicas já pesadas, normalmente, quanto para outras nem tão barulhentas originalmente [MUITO bom...]!!

O que importa: Eles tocaram uma versão MUITO FODONA de "Eletric Funeral", do Black Sabbath [se você não conhece Black Sabbath, não perca tempo: ENFORQUE-SE... Ou redima-se deste pecado busquando as músicas dos caras por aí!!], além de algumas do QUEENS OF THE STONE AGE [eu nem vou entrar nas especificações sobre essa banda, vocês já devem estar de saco cheio de me ouvir falar – BEM -- deles...]. A banda era muito boa, só que, como fã de QotSA, notei a falta de uma segunda guitarra pra tocar músicas como "Go with the Flow". Mas, apesar disso, todas as versões dos caras foram muito boas.

Um detalhe "pitoresco" na apresentação deles: A correia [aquela tira que segura o instrumento junto ao corpo de quem toca] da guitarra, do guitarrista [é óbvio que a guitarra é do guitarrista... Esse trecho ficou mal-escrito, mas não consegui pensar em nada melhor.], se desprendeu do instrumento. O cara teve que segurar a guitarra na perna durante um tempo, pra não deixá-la cair... Adivinha quem foi ajudar o cara [a "rearranjar" a correia]??! Sim, esta pessoa que vos escreve!! Apesar de ser um ajudante um tanto desajeitado, eu consegui solucionar o problema, para o bem dos meus ouvidos, da guitarra [que "tava" pedindo pra cair no chão], e do rock...

Fora isso, minhas lembranças são fraquíssimas... Lembro de quê, na discussão – entre eles – pra decidir qual seria a última música que tocariam, o baixista sugerir QotSA... OBVIAMENTE eu concordei e reforcei o pedido... Quando o baixista foi ver quem estava pedindo a música, me viu com minha "camisetinha" vermelha de [adivinhem qual banda!!]... Ele teve que dar uma risada. É a última coisa que eu lembro da apresentação dos caras.

WALVERDES [afinal, foi por causa da minha vontade de vê-los – e ouví-los, principalmente – que eu fui até lá!!]: SINCERAMENTE, eu não lembro de quase nada, mas vou tentar [eu disse TENTAR, caramba!!] "me puxar".

Eles não tocaram muitas músicas do último CD, Playback [eu trabalho desde o ano passado numa resenha, sobre esse disco, que ainda não chegou na metade...]. Logo, eu não conhecia boa parte das músicas tocadas. Isso nem importa tanto, afinal, elas eram boas e eu agitei [tá bom, nem tanto assim, hehe...].

Um fato "engraçado" que ocorreu durante a apresentação deles foi a "aparição de Carlinhos Carneiro, vocalista da Bidê Ou Balde [banda que não me "emociona" muito, mas que não é de todo mal...]. O cara parecia bem louco [provavelmente sob efeito de "aditivos", mas não posso confirmar, é só um palpite!!]...

Além de ter me falado alguma coisa – com certeza ele se dirigiu a mim por que eu era, acho, o único que se "movimentava" [dançava??! Não, acho que não é um bom termo, hehe...] ao som da banda – e [TENTAR] agitar as pessoas ao seu redor, o cara carregou o Mini [vocal e guitarra da Walverdes] nas costas.

Como o pai que leva seu pequeno filho nas costas, andando num parque em pleno domingo ensolarado, à tarde. Só que haviam umas PEQUENINAS diferenças: na cena que eu vi, havia um pai [PROVAVELMENTE!] "aditivado", com uma cara ensandecida, descabelado e a barba por fazer. Viajando em loucuras, por certo. E o "filhinho" tinha uma Fender em mãos, emanando um som incrementado pelo "Fuzz ensurdecedor" e pela distorção, que é uma dádiva de DEUS dada aos que sabem usá-la com sabedoria...

Apesar disso tudo, as pessoas ao redor da banda, dentro do bar, pareciam cansadas... Moribundos a caminho da Morte, com certeza eram o que pareciam os espectadores naquele show...

Depois disso [deve ser a SÉTIMA vez que eu retomo esse texto tentando terminá-lo!! A data: 9 de agosto...], minha memória não ajuda muito. Mas com certeza nada de extremamente importante aconteceu entre o fim do show da Walverdes e minha saída do bar.
Por fim, quando saí do Jekyll, não encontrei meu "amigo" flanelinha [eu sou tão desmemoriado e "anti-emocional que não sei nem mesmo o nome do cara!!], com quem travei conhecimento naquela noite. Sendo assim, não pude pegar o táxi que ele se prontificou a me indicar quando terminasse minha "noitada".

Peguei outro táxi e, pra isso, marchei com 8 ou 9 pilas pra andar 5 MINUTOS dentro do táxi!! Tudo isso por causa do medo adquirido – ou insegurança, nos últimos anos, de andar pelas ruas à noite.

A grande responsável por isso é minha mãe, com toda a certeza [a violência, por si só, nunca me apavorou muito desde que comecei a dar meus "passeios noturnos". Mas claro que sempre me mantive alerta aos movimentos noturnos ao meu redor!] O fato é que ela tanto me "avisou" e me "previniu" dos perigos que se corre nas ruas à noite, que eu não sinto mais tanto prazer ao andar por aí, vendo as estrelas e tal...

MAS, voltando ao relato daquela noite, propriamente dito...

Fui deixado pelo táxi no terminal de ônibus para minha QUERIDA cidade, a terra das oportunidades, Gravataí. Enquanto o ônibus não saía, eu fiquei observando os ratos e outras criaturas noturnas da capital, além de todas as almas perdidas, desabrigadas, desamparadas, et cetera...

Voltei pra casa e dormi. E foi isso... [esse final fixou MUITO ruim, acho, mas não tenho nada melhor em mente... Então era isso!!]
[IS THIS THE END.]

9 de ago. de 2007

Noites "Porto-alegrinas", conto 1... Ou "eu vou ver/ouvir Walverdes hoje, nem que seja a tapa"!! [parte 1]

Nessa narrativa eu vou tentar [TENTAR!!!] descrever um dos últimos shows que presenciei [e toda a "indiada" para tal...]. Walverdes, Space Rave e uma outra banda da qual não lembro o nome [mas que tocava covers muito bons!! Desculpem minha total falta de compromisso com os fatos...]!!

Então, NÃO encha meu saco se achar errado o desenvolvimento da história. Eu odeio o "esquema" tradicional de narrativas [apresentar personagens e contexto, desenvolvimento, situação de "conflito", resolução do conflito e final...], simplesmente por que eu prefiro usar um outro esquema nas minhas narrativas: escrever o que eu lembro e o que acho interessante/engraçado!!! SÓ.

No princípio [reinava o Caos!!! Hahahahaha, brincadeira...], o que me moveu foi uma "baita" vontade de ver a Walverdes, depois de se passar mais de um [eu disse UM!!] ano desde a 1ª [e única] vez que assisti um show deles... Somados a isso haviam a "curiosidade musical" que eu tinha sobre a Space Rave, e a NECESSIDADE de ir a uma festa, coisa que eu ando fazendo muito pouco [minha mãe discorda veementemente!] para o meu gosto, ultimamente.

Vou tentar resumir as "preliminares" [duplo sentido. Maldito, não me "larga de mão"... As únicas preliminares que tenho visto são as de jogos de futebol -- futebol que eu nem curto muito --, mas isso é outro papo.] da noitada, já que os fatos "pitorescos", na minha opinião, aconteceram mesmo a partir do momento em que desci do ônibus, perto do Dr. Jekyll. O bar...

Tempos depois [semanas!!], retomando o texto [preguiça é algo trágico]...

Escrever MUITO tempo depois dos fatos, baseado só em LEMBRANÇAS [vocês não acham que eu saio de casa com um bloquinho pra anotar detalhes de festas, né??!] é difícil. Mas vou tentar levantar as coisas mais engraçadas/curiosas/importantes daquela noite!

Eu iria pra essa festa com duas amigas, a Tassi e a Camila [mas ahhhhh, hein??! Bem acompanhado por demais! Duas gurias que são "gente fina, sincera e elegante"!]. Quem visse tal acontecimento até poderia pensar que eu tenho "a manha" pra tratar gurias mas, INFELIZMENTE, eu não tenho esse "dom".

Mas como sorte de pobre [e preto... E canhoto... E gravataiense...] dura POUCO, elas acabaram não indo. Hahahahahahaaha! Apesar das baixas, não desanimei. Parti para Porto [não sei por quê, mas dizem que é Alegre]. Fui pego de surpresa por esses acontecimentos caóticos, mas perseverei. Nada que uma "matada de meia aula", umas mentirinhas [pra minha mãe!], alguma falta de juízo e um pouco de cara-de-pau não dessem conta! Haha.

Apesar de conhecer o Jekyll, mal sabia como chegar até lá, já que não conhecia/lembrava o nome da rua onde deveria descer do ônibus!! Depois de pedir umas informações para os colegas porto-alegrenses, embarquei no ônibus que saiu às 21:30 da Unisinos para a Capital.

Depois de chegar [sem problemas] na Cidade Baixa, fui dar uma caminhada pelas ruas próximas ao bar. Andei um pouco, achei um boteco com vinho barato e levei, por 3 pilas e 50 [eu acho], um litrinho de vinho para me alegrar, antes dos shows. Detalhe: Eu cheguei às imediações do Jekyll antes das 22h30min. O bar abriria pouco antes da meia-noite. Até lá eu não tinha muito o que fazer, era beber o vinho e pensar qualquer bobagem...

Enquanto eu estava "admirando" o Largo da Epatur, ou Largo Zumbi dos Palmares, ou seja lá como chamam AQUILO [eu não sei a definição de largo, mas pra mim AQUILO parece simplesmente um terreno baldio asfaltado em meio à cidade, um estacionamento...] -- pensando que a noite seria boa, mas solitária -- um flanelinha veio falar comigo. Me pediu um gole do vinho e tal, por causa do frio... Obviamente eu dei um pouco da bebida [ele tinha uma garrafinha pequena, onde colocou uns goles] pra ele.

É aí que começa o fato mais curioso da noite [e interessante, falando sobre o aspecto da minha "CURIOSIDADE ANTROPOLÓGICA"!!]. Eu, que fui até Porto para ver um show de bandas independentes, com o CHATO público indie [em geral], fiquei conversando com o tiozinho que guarda carros, antes de entrar no bar.

A gente conversou sobre VÁRIAS coisas [lembro que começamos falando da Copa do Mundo no Brasil, e de como esse projeto é um barco furado] mas, só pra variar um pouquinho [hehehe], eu não lembro de tudo!!

Mas de alguns temas eu lembro...
"Vida noturna [ou boêmia];
vida em família, estudos;
vida "bandida", mulheres".

Eu realmente queria me lembrar dos detalhes da conversa, porém não consigo... Mas o fato que me deixou impressionado é de como as coisas são imprevisíveis [tipo, ficar conversando sobre a vida em geral com um flanelinha, antes de entrar no Jekyll, era algo que eu realmente não imaginava!]. E de que sim, eu ainda consigo mergulhar no VERDADEIRO underground da cidade!! Pois aquele tiozinho, com toda a sua "malemolência" pra levar a vida, é MUITO [mas MUITO!] mais "under" do que qualquer gurizinho de classe média-alta, que se acha "O intelectual" por que gosta de bandas obscuras e tal...

Tudo isso e eu ainda nem contei como foi o show, propriamente dito... Mas vamos ao que "interessa [?]", então!

Entrei no bar pouco antes da meia noite. Antes, porém, combinei com meu [novo?!] "amigo" sobre tomar uma caipira com ele depois que eu saísse do show. e pegar um táxi até o terminal dos ônibus com algum taxista conhecido dele [ali das redondezas do Jekyll], que faria mais barato a corrida.

Acho que não é preciso dizer que eu tive que "lutar contra o tempo", pra tomar quase 1 litro de vinho antes de entrar no bar... Provavelmente essa seja uma das coisas mais doidas do mundo. Num momento o cara mal tem trago suficiente pra molhar a língua... Em outro tem que beber até pelo nariz!!

Entrei TORTO, muito torto. Hahahaahaha... Mas me comportei bem, fiquei quietinho no meu canto, observando as 2 [menos quem sabe, não lembro] que tinham entrado antes da meia-noite [o costume dos porto-alegrenses de pagar entradas mais caras nunca vai ser compreendido por mim!].

Obviamente, parecia estranho às pessoas um cara sozinho, com uma mochila [semi destruída], levemente embriagado [vulgo BÊBADO!] e com uma cara de poucos amigos sentado na primeira mesa à frente do palco [se é que da pra chamar de palco, hehe] do Jekyll. Ótimo, FODA-SE. [Se vocês não sabem: Meu esporte preferido é amedrontar, assustar e/ou deixar pessoas nervosas. É divertido pra caral... Heheheheehehe.]

Claro que, depois de tanto vinho ingerido, passei a ser um freqüentador assíduo do banheiro. Afinal de contas, "desaguar" é preciso!
[CONTINUA!!!]